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Campo Grande
Defensoria investiga ausência de marca-passos na Santa Casa e no Humap
Publicado em 29/01/2026 1:49 - Semana On
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O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) passou a realizar cirurgias de cálculos renais minimamente invasivas com o uso de tecnologia a laser, ampliando o acesso da população a procedimentos mais modernos, seguros e eficazes no SUS (Sistema Único de Saúde).
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A incorporação da técnica representa um avanço significativo na assistência urológica oferecida pela unidade, referência em média e alta complexidade no Estado.
O uso do laser nas cirurgias de cálculos renais possibilita procedimentos menos invasivos, com maior precisão, menor risco de sangramento e recuperação mais rápida dos pacientes.
De acordo com o médico urologista do HRMS, André Luis Alonso Domingos, a principal vantagem do laser está na precisão e na redução de complicações no pós-operatório.
“Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, o paciente sente menos dor, apresenta menor perda sanguínea, não há risco de desenvolvimento de hérnia e, na maioria dos casos, recebe alta mais rapidamente, retornando às suas atividades em menos tempo”, explica.
O médico destaca que, em média, o paciente submetido à cirurgia a laser recebe alta em até 24 horas. Já nos procedimentos convencionais, que exigem corte para a retirada dos cálculos, o tempo de internação pode chegar a quatro ou cinco dias.
Ainda segundo o especialista, a tecnologia contribui para melhores resultados clínicos e muda a forma de abordagem dos casos. “É uma mudança total de paradigma. Entramos em uma nova etapa, na qual conseguimos tratar o paciente de forma mais precoce e adequada, evitando complicações futuras”, completa o urologista.
As duas primeiras cirurgias de cálculos renais a laser no HRMS foram realizadas nesta semana. No primeiro procedimento, o paciente, de 77 anos, convivia há um ano e três meses com um cálculo urinário. Já o segundo paciente, um homem de 48 anos, apresentava cálculo em ureter superior e aguardava tratamento definitivo com o uso de um cateter duplo J há cerca de três anos.
“O paciente tinha um cálculo que provocava cólica renal e vinha sendo tratado de forma parcial com um cateter duplo J. Agora, foi possível retirar o cateter, tratar o cálculo e resolver definitivamente o caso, graças à disponibilização do equipamento a laser no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul”, afirmou o médico Alexandre Bomfim, responsável pelo segundo procedimento.
Maior hospital público de MS, HRMS, agora, conta com laser e ureterorrenoscópio flexível a laser. Para a diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), Marielle Alves Corrêa Esgalha, a implantação das cirurgias a laser reforça o compromisso do HRMS com a modernização da assistência hospitalar. “O hospital tem investido continuamente em tecnologia e inovação, com o objetivo de oferecer um atendimento cada vez mais qualificado, seguro e humanizado à população sul-mato-grossense”, destaca.
Marielle ressalta que a aquisição de equipamentos modernos impacta diretamente na qualidade do cuidado prestado. “Investir em tecnologia é investir em saúde pública. Isso significa proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais e, principalmente, melhores resultados para os pacientes atendidos pelo SUS”, conclui.
Defensoria investiga ausência de marca-passos na Santa Casa e no Humap
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul instaurou procedimento para apurar a falta de marca-passos cardíacos e de insumos relacionados na Santa Casa de Campo Grande e no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap). A investigação também alcança o papel do Governo do Estado e da Prefeitura da Capital na garantia desses atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A abertura do Procedimento para Apuração Preliminar foi formalizada por portaria publicada na edição de segunda-feira (26) do Diário Oficial do Estado. O ato é assinado pela defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, coordenadora do Núcleo de Ações Institucionais e Estratégicas (NAE).
O escopo da apuração inclui o levantamento das demandas por implante de marca-passos e de cardiodesfibriladores implantáveis (CDI), além da troca de baterias e geradores desses dispositivos. A Defensoria pretende avaliar não apenas a existência de filas e atrasos, mas também a disponibilidade de insumos, a capacidade instalada da rede hospitalar e o funcionamento dos fluxos de regulação e de contratualização dos serviços.
A partir desse diagnóstico, o objetivo é identificar gargalos assistenciais e administrativos que expliquem a desassistência relatada. As conclusões deverão embasar recomendações técnicas e propostas de medidas estruturantes, com a intenção de reduzir falhas no atendimento e conter a crescente judicialização da saúde.
A iniciativa ocorre em meio a casos concretos que evidenciam a gravidade do problema. Na terça-feira (27), o site Vox MS noticiou a situação do aposentado Nilson Batista Costa, de 56 anos, portador de doença cardíaca grave. Ele está internado há mais de um mês na Santa Casa, aguardando a troca da bateria de seu cardioversor desfibrilador implantável — equipamento que também exerce a função de marca-passo.
Segundo o relato, a Santa Casa não dispõe do dispositivo em estoque nem de recursos financeiros para adquiri-lo, em razão da crise financeira enfrentada pela instituição desde o ano passado. Enquanto a bateria não for substituída, Nilson não pode receber alta médica, sob risco iminente de infarto agudo do miocárdio e morte súbita.
A internação ocorreu por determinação judicial. Antes disso, o paciente esteve no Humap, que igualmente não possui o equipamento necessário para o procedimento. O caso, contudo, não é isolado. De acordo com a apuração inicial, outros pacientes enfrentam situação semelhante na Santa Casa, indicando que a solução do impasse tende a depender, novamente, da intervenção do Judiciário.
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