18/05/2024 - Edição 540

Campo Grande

Campo Grande tem quatro pontos críticos de inundação em casos de fortes chuvas

Diante da tragédia no Rio Grande do Sul, tema traz preocupação na capital

Publicado em 08/05/2024 1:06 - Semana ON – Com informações do Midiamax

Divulgação Reprodução

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Um relatório do Ministério de Minas e Energia de 2019 identificou quatro pontos críticos de inundações em Campo Grande, além de áreas com falta de drenagem e casas construídas abaixo do nível das ruas. A discussão ganha relevância à luz da tragédia climática enfrentada no Rio Grande do Sul.

O documento destaca que a topografia da capital sul-mato-grossense, com baixa inclinação e diversos córregos cruzando a área urbana, favorece o processo de inundações, identificando regiões vulneráveis que precisam de atenção.

O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) esclarece que o cenário no Rio Grande do Sul, com até 800 milímetros de chuva nos últimos dias, é incomum para Mato Grosso do Sul. Em 2013, Campo Grande tinha quatro pontos com alto risco de inundações e um risco de voçoroca. O bairro Parque Novo Século, anteriormente afetado pela voçoroca, foi recuperado e considerado estável em 2019, mas os quatro pontos críticos para alagamentos permanecem problemáticos.

Os locais críticos listados no relatório incluem a Avenida Ernesto Geisel com a Avenida Euler de Azevedo, onde uma inundação em fevereiro de 2019 forçou o resgate de um motorista após seu veículo ser arrastado pelas águas do Córrego Prosa. A Avenida Capibaribe também é considerada vulnerável devido à incapacidade da tubulação de suportar as águas do Córrego Imbirussú durante tempestades.

A Avenida Rádio Maia, na Vila Popular, é outro ponto de preocupação, onde o nível da água chegou a quase um metro de altura em áreas baixas e planas. A Rua Elenir Amaral, no bairro Zé Pereira, também sofre com casas construídas em níveis baixos e uma rede de esgoto prejudicada por ligações clandestinas.

A prefeitura de Campo Grande relatou a limpeza do canal do Córrego Imbirussú, que eliminou o alagamento na Avenida José Barbosa Rodrigues, tradicionalmente afetada pelo transbordamento devido ao assoreamento.

Além desses pontos críticos, o relatório do Ministério de Minas e Energia cita áreas com risco baixo ou médio de alagamentos, como os bairros Santo Antônio, Jardim Imá e Coophatrabalho. As avenidas Presidente Ernesto Geisel e Nelly Martins também estão em alerta devido ao transbordamento dos córregos Cascudo e Prosa, respectivamente.

Para mitigar o problema, a prefeitura implementou obras como as bacias de amortecimento do Córrego Reveilleau e realizou a limpeza dos canais dos córregos Prosa e Imbirussú. Na Rua Catiguá, a prefeitura fez obras de emergência para evitar inundações, e na Rua Rivaldi Albert, no Jardim Morenão, reparou a ponte danificada, reforçando a tubulação e garantindo a circulação entre os bairros Pioneiro e Jardim Morenão.

A prefeitura continua realizando reparos e limpezas constantes em bocas de lobo e poços de visita para minimizar o risco de inundações futuras.


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