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Campo Grande

Aprendendo jogando

Professor de Campo Grande desenvolve jogo para facilitar o ensino da matemática

Publicado em 08/03/2023 10:52 - Victor Barone

Divulgação

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O uso de jogos no processo de ensino pode ser muito benéfico para os alunos em vários aspectos. Aqui estão algumas das principais razões pelas quais os jogos podem ser importantes para o aprendizado:

Engajamento: Os jogos são frequentemente mais envolventes e interativos do que outros tipos de materiais de aprendizagem, o que pode aumentar o interesse e o envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem.

Motivação: Os jogos podem ajudar a motivar os alunos a aprender, pois muitos jogos incluem recompensas, feedback positivo e outros elementos que incentivam os jogadores a continuar jogando e a melhorar seu desempenho.

Prática e aplicação: Os jogos podem fornecer aos alunos uma maneira prática e divertida de aplicar conceitos e habilidades que estão sendo ensinados. Por exemplo, um jogo de matemática pode desafiar os alunos a resolver problemas de matemática em um contexto divertido e interativo.

Colaboração e trabalho em equipe: Muitos jogos promovem a colaboração e o trabalho em equipe, o que pode ajudar a desenvolver habilidades sociais e de comunicação dos alunos.

Desenvolvimento de habilidades cognitivas: Alguns jogos foram projetados especificamente para ajudar a desenvolver habilidades cognitivas, como resolução de problemas, tomada de decisões e raciocínio crítico.

Aprendizado ativo: Os jogos geralmente envolvem um aprendizado mais ativo do que outros tipos de materiais de aprendizagem, pois os jogadores devem tomar decisões e resolver problemas em tempo real.

Aprendizado personalizado: Muitos jogos permitem que os alunos trabalhem em seu próprio ritmo e oferecem feedback personalizado com base em seu desempenho individual.

Em resumo, os jogos podem ser uma ferramenta valiosa para ajudar os alunos a aprender de forma mais envolvente e eficaz. Ao incorporar jogos em seu processo de ensino, os professores podem melhorar o engajamento, a motivação e a aprendizagem dos alunos, enquanto desenvolvem habilidades cognitivas e sociais importantes.

Exemplo em Campo Grande

Foi de olho neste mercado que o Sebrae/MS realizou, no mês passado, o evento Global Game Jam. A iniciativa contou com o apoio do Living Lab, laboratório iniciado pelo Sebrae, e reuniu desenvolvedores das mais diversas áreas, estudantes, programadores, artistas, músicos, game designers, professores, criadores de conteúdo e entusiastas de games.

O evento contou com palestras em vídeo e conselhos de líderes da indústria de desenvolvimento de jogos, com o objetivo de aprimorar os conhecimentos na criação de games, conectar profissionais e entusiastas, visando a troca de conhecimentos na área, indicando potenciais tendências e expectativas.

Um dos participantes do evento foi o professor Antônio Castor Rodrigues. Ele é autor do “Guerra dos números inteiros”, um jogo focado em jovens com idade de 10 a 18 anos que têm dificuldades em se apropriar do conhecimento matemático. “Algumas pessoas podem ter dificuldade em aprender matemática, o que pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo diferenças de aprendizagem e habilidades cognitivas. Isso pode levar à exclusão de indivíduos que têm dificuldade em aprender matemática, e a falta de apoio adequado pode perpetuar essas diferenças”, explica.

O uso de didáticas criativas pode ser uma solução parcial para o problema, afetando os professores e alunos. “A ideia é criar um mecanismo que permita ensinar matemática de maneira lúdica e criativa com uma nova didática, arrojada, participativa e interativa” afirma Castor. O jogo é parte de um método de ensino, que leva seu nome, e que pretende, também, treinar os docentes para o ensino e aprendizagem da matemática de forma transversal ao ensino regular escolar.

“A matemática ensinada de maneira lúdica é uma abordagem que tem ganhado popularidade entre educadores, pais e alunos. Pois esse conteúdo ministrado ludicamente traz os seguintes benefícios. Quando a matemática é ensinada de forma lúdica, os alunos são atraídos para as atividades e se envolvem mais facilmente com o assunto. As atividades lúdicas permitem que os alunos explorem os conceitos matemáticos de forma mais criativa e estimulante, o que pode aumentar a motivação e o interesse pela disciplina”, explica o professor.

Formado em Química, Castor trabalhou muitos anos como professor de matemática – no Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins e Minas Gerais. Ele é doutorando do ‘Programa de pós graduação em Recursos Naturais’ da UEMS, em Dourados, e professor de química do cursinho Causadores da Alegria.

“Trabalhei em todas as modalidades de ensino, da faculdade federal à escolas municipais de ensino fundamental. Em 2015, desenvolvi a metodologia do ‘Guerra dos Números Inteiros’ com o intuito de fazer as crianças aprenderem matemática brincando. Agora estou fabricando o board game. Em breve estarei desenvolvendo um projeto social no bairro Noroeste, para ensinar matemática de graça para crianças em vulnerabilidade social e autistas espectro nível 1. Acredito profundamente que minha missão na vida é ajudar as pessoas”, afirma.

Compreensão de conceitos

Ao usar jogos, desafios e outras atividades lúdicas, os alunos têm a oportunidade de explorar os conceitos matemáticos de maneira mais concreta e visual. Isso pode ajudá-los a compreender os conceitos de forma mais clara e facilitar a aplicação dos mesmos em situações do mundo real.

Quando os alunos aprendem matemática de forma lúdica, eles podem se lembrar dos conceitos por mais tempo, já que as atividades lúdicas são geralmente associadas a experiências mais memoráveis e divertidas. Isso pode ser útil para alunos que têm dificuldade em reter informações devido a problemas de atenção ou memória”, reforça Castor.

Fomento à criatividade

A matemática lúdica pode ajudar a desenvolver a criatividade e a imaginação dos alunos, permitindo que eles encontrem soluções criativas para problemas matemáticos e desenvolvam habilidades de pensamento divergente. Essas habilidades são valiosas não apenas para a matemática, mas para outras áreas de estudo e para a vida cotidiana.

Este jeito de ensinar e aprender é mais eficiente porque engaja os alunos, facilita a compreensão dos conceitos, aumenta a retenção de informações e fomenta a criatividade. Além disso, as atividades diferentes podem tornar o processo de aprendizagem mais divertido e prazeroso, o que é fundamental para o desenvolvimento de uma aprendizagem significativa e duradoura.

O uso de jogo no aprendizado

Existem muitos exemplos de jogos que podem ser usados para apoiar o aprendizado e o processo de ensino em diferentes disciplinas. Aqui estão alguns dos principais exemplos:

Jogos de matemática (como o “Guerra dos números inteiros”): Existem muitos jogos educacionais que ajudam os alunos a praticar habilidades matemáticas, como jogos de quebra-cabeça, jogos de tabuleiro e jogos de cartas. Esses jogos podem ajudar os alunos a desenvolver habilidades em áreas como aritmética, álgebra, geometria e estatística.

Jogos de ciências: Jogos que ensinam conceitos científicos, como biologia, química e física, podem ajudar os alunos a compreender melhor esses conceitos de uma maneira divertida e interativa. Alguns exemplos incluem jogos de simulação, jogos de construção e jogos de estratégia.

Jogos de língua estrangeira: Os jogos podem ser usados para ajudar os alunos a praticar vocabulário, gramática e pronúncia em uma língua estrangeira. Jogos como palavras cruzadas, jogos de memória e jogos de correspondência de palavras podem ser particularmente úteis.

Jogos de história: Jogos que se concentram em eventos históricos e personagens podem ajudar os alunos a compreender melhor a história de uma maneira mais interativa. Exemplos incluem jogos de RPG históricos, jogos de simulação de batalhas e jogos de aventura com cenários históricos.

Jogos de habilidades sociais: Jogos que ensinam habilidades sociais, como comunicação, empatia e resolução de conflitos, podem ajudar os alunos a desenvolver habilidades importantes para a vida. Exemplos incluem jogos de colaboração, jogos de dramatização e jogos de resolução de problemas em grupo.

Esses são apenas alguns exemplos de como os jogos podem ser usados no aprendizado e no processo de ensino. O uso de jogos pode ser adaptado a diferentes níveis de ensino e a diferentes habilidades e conhecimentos que os alunos precisam aprender.

Mercado de Games

A indústria global de games deve movimentar mais de US$ 200 bilhões em 2023. Segundo dados consolidados da consultoria Newzoo, o país é o terceiro em usuários no mundo e o 13º no cenário mundial de jogos eletrônicos.

E o mercado de jogos continuará crescendo nos próximos anos, ultrapassando US$ 200 bilhões ao final de 2023 seguindo a média estimada de alta de 7,2% entre 2019 e 2023 para US$ 204,6 bilhões. Os jogos para celular serão o segmento de crescimento mais rápido nos próximos anos.

Jogar está cada vez mais comum, desde jovens a adultos, cerca de 72% da população tem acesso à internet, o que oferece muitas oportunidades para os pequenos negócios nesse segmento.

A alta demanda por entretenimento virtual deve contribuir para que o mercado continue crescendo de forma expressiva. A área de atuação para criadores de jogo abrange possibilidades como game designer, artista 2D/3D, animador, programador, engenheiro de áudio, testador de games e roteiristas.


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7 respostas para “Aprendendo jogando”

  1. Barbara disse:

    Muito interessante essa forma lúdica de ensinar, com certeza o aprendizado e muito maior, mais eficaz e duradouro. Parabéns ao professor Castor que desenvolveu essa técnica pro seus alunos.

  2. Victor Barone disse:

    Parabéns pelo trabalho, Antônio.

  3. Robson Amorim Ferreira disse:

    Antônio nasceu pra matemática, maratona de jogos(RPG) por dias seguidos quando garoto já demonstrava isso, concentração, raciocínio lógico…

  4. maria das gracas amorim ferreira disse:

    Existem milhões de pessoas que sentem medo da matemática, acham difícil de entender. O desenvolvimento lúdico eh necessário para esse aprendizado. Professor Antônio Castor está de parabéns pela iniciativa e tb ter como missão de vida, ajudar quem precisa.

  5. Antonio Castor Rodrigues disse:

    Show, parabéns.

  6. Diego de Lemos Bastiani disse:

    Parabéns meu amigo! Foi uma honra ter sido um dos seus colegas na Global Game Jam e desde quando você me contou da ideia no primeiro dia soube que tinha muito potencial!
    Que teu projeto ajude muita gente no caminho cara, e novamente, meus parabens e sucesso pra ti e para teu trabalho!
    Att. Diego Bastiani (game sound designer)

  7. Lourival disse:

    Parabéns Castor. Empreendedorismo na educação e na vida. Sucesso pra ti.

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