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Brasil

População brasileira chega a 212,5 milhões de habitantes

População de MS aumentou em 5,25%: Campo Grande registra 954.537 habitantes

Publicado em 29/08/2024 3:05 - Gustavo Queiroz (DW), Semana On – Edição Semana ON

Divulgação Paulo Pinto - Abr

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A população brasileira cresceu 4,68% no último ano e chegou a 212.583.750 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (29/08). O órgão considera a população residente no país em 1º de julho de 2024.

O salto populacional foi de 9,5 milhões de pessoas em apenas um ano. Em agosto de 2023, o IBGE calculava 203.080.756 de habitantes no país, em publicação também disponibilizada no DOU.

O crescimento acelerado contrasta com o identificado em anos anteriores. Em 2022, por exemplo, a população brasileira calculada pelo Censo Demográfico estava em 203.062.512e havia crescido apenas 12,3 milhões de pessoas em 12 anos.

Apesar do avanço, o órgão projeta que a população brasileira encolha antes do previsto. Segundo dados publicados na semana passada pelo IBGE, o país vai atingir seu número máximo de habitantes em 2041, quando chegará a 220,4 milhões de pessoas.

São Paulo ganhou 1,5 milhão de habitantes

Em números absolutos, os estados mais populosos do Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais – também são os que mais contribuíram para o aumento da população residente no país, com um acréscimo de 1,5 milhão, 1,1 milhão e 782,7 mil pessoas, respectivamente.

Já os municípios que mais aumentaram sua população total foram Rio de Janeiro (518,6 mil), São Paulo (443,5 mil) e Manaus (215,9 mil). O salto populacional na capital amazonense ajudou o Amazonas a passar a Paraíba em número absoluto de habitantes, agora com 4,2 milhões de pessoas vivendo em seu território. O estado é o quarto que mais cresceu proporcionalmente no país.

Roraima lidera crescimento proporcional

Se considerado o crescimento proporcional da população, os estados de Roraima, Rondônia e Amapá lideram o ranking. Apesar de ser o estado menos populoso, Roraima registrou um avanço de 12,58% de sua população entre 2023 e 2024, e agora conta com 716,7 mil habitantes. Rondônia cresceu 10,44% e o Amapá, 9,41%.

Outros 12 estados ajudaram a puxar a média brasileira para cima, entre eles, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pará e Acre, que cresceram mais de 6% no último ano.

A disparada populacional em Roraima reflete o inchaço habitacional em ao menos cinco municípios que estão entre as 10 cidades brasileiras que mais cresceram proporcionalmente no último ano.

Pacaraima, localizada na fronteira com a Venezuela, e a capital Boa Vista, por exemplo, estão no topo da lista – com um avanço de 14,50% e 13,71%, respectivamente. Vilhena, município de Rondônia fronteiriço com o Mato Grosso, aparece em terceiro lugar, com um salto de 13,25%. Ele é seguido por Uiramutã, Normandia e Rorainópolis, todas em Roraima, que cresceram mais de 12% no período.

Na outra ponta do ranking estão os estados do Rio Grande do Sul, Piauí e Alagoas, que registraram um crescimento desacelerado, em cerca de 3%.

Dezenas de municípios perderam habitantes

No último ano, 188 municípios brasileiros perderam moradores. A maior parte deles está no Paraná (46), Goiás (45) e Mato Grosso (36). O êxodo foi mais acelerado no município mato-grossense de Nossa Senhora do Livramento, próximo a Cuiabá, que perdeu 1,2 mil habitantes. Abel Figueiredo, no Pará, foi a cidade que mais perdeu moradores proporcionalmente (10,36%).

Segundo o IBGE, a contagem populacional é fundamental para a tomada de decisão sobre investimentos públicos e privados, além de qualificar o conhecimento sobre os territórios e melhor definir as políticas públicas. O número de habitantes também baliza a distribuição de verbas estaduais e federais.

MS tem aumento populacional de 5,25%

Mato Grosso do Sul tem população estimada em 2.901.895 habitantes, aumento de 5,25%, em relação a última contagem divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em outubro de 2023, referente ao Censo 2022. O índice ficou acima da nova projeção nacional, que é de 4,68%.

A nova contagem, publicada no Diário Oficial da União, são de dados referentes a 1º de julho de 2024. Na divulgação anterior, MS tinha 2.757.013 habitantes.

Segundo a assessoria do IBGE, a nova estimativa é necessária para o TCU (Tribunal de Contas da União) fazer o cálculo do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Na atualização, Campo Grande teve alteração de 6,28% na população anteriormente estimada em 2023: passou de 898.100 habitantes para os atuais 954.537 habitantes.

O aumento também foi contabilizado nas maiores cidades de MS. Em Dourados, a diferença foi de 7,09%, passando de 243.367 habitantes para 260.640 habitantes. Na portaria, a contagem em Corumbá foi de 96.268 para 99.107 pessoas, diferença de 2,94%. Em Três Lagoas, o índice foi de 7,02%, aumentando de 132.152 para 141.435 habitantes. Já em Ponta Porã, a população passou de 92.017 para 97.577 habitantes, índice de aumento de 6,04%.

Na semana passada, o IBGE já havia anunciado uma revisão dos dados sobre a população estimada do Brasil em 2022.

Pelos dados, a população estimada brasileira é de 212.583.750 habitantes, projeção que apresenta número 4,68% maior do que mostrou o Censo de 2022. Em outubro de 2023, o IBGE, depois de ajustar os números informados na primeira divulgação do Censo, informou que a população brasileira era de 203.080.756 milhões de pessoas. Antes, o Censo tinha reportado 203.062.512 brasileiros.

Mesmo com a alta registrada até julho de 2024, o IBGE recentemente informou que a população do Brasil deve começar a encolher em 2042, seis anos antes do que era previsto até 2018.

Na última quarta-feira (22), o Instituto divulgou novas projeções que mostram que, até 2041, a população deve continuar crescendo e atingir a marca de 220 milhões de pessoas. Porém, a partir do ano seguinte, a população passará a encolher, devendo chegar a 199,2 milhões de pessoas em 2070.

Assim, 2042 é o novo ponto de inflexão calculado pelo IBGE. Esta é uma medida que estima quando a população de um local deixará de crescer e passará a encolher.

As contagens populacionais são importantes porque servem de referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos do país.

Além disso, são um dos parâmetros utilizados pelo TCU para o cálculo dos fundos de participações de estados e municípios — por meio dos quais a União distribui recursos. A partir da Portaria de hoje, as prefeituras podem pedir atualizações dos índices.


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