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Brasil
Já são sete ataques em São Paulo, Paraná e Rondônia. Aneel e ONS dizem que não estão descartados atos de vandalismo e sabotagem
Publicado em 18/01/2023 10:00 - Vinícius Nunes – UOL
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Já são sete ataques a torres de transmissão de energia nos estados de São Paulo, do Paraná e de Rondônia. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), dizem que não estão descartados atos de vandalismo e sabotagem.
O MME (Ministério de Minas e Energia) afirma que vai pedir aumento de policiamento perto das concessionárias de energia. A Polícia Federal abriu quatro inquéritos para apurar os casos. Até agora, ninguém foi preso.
O que você precisa saber
– São 4 torres derrubadas — 3 delas em Rondônia — e 8 danificadas, em tentativa de queda ou impactadas pelas que caíram (veja abaixo).
– A PF apura os ataques separadamente nos estados, mas o ministro Flávio Dino já estuda unificar os casos em Brasília;
– Ainda não há indícios, segundo a PF, de que o atentado golpista aos Três Poderes tenha relação aos ataques às torres;
– Aneel, ONS e concessionárias descartam que as quedas tenham sido causadas por efeitos climáticos. Citam “sabotagem” e “vandalismo”;
– O MME diz que vai aumentar a segurança das concessionárias com o uso de drones e policiamento extensivo;
– PF e MPF atuam para invetigar os ataques
– Nenhuma queda ou dano impactou o fornecimento de energia.
Entenda a cronologia dos fatos:
– 8.jan – na noite de domingo, após o ataques golpistas em Brasília, três torres de transmissão são derrubadas no Paraná e em Rondônia;
– 9.jan – pela manhã, o ONS divulga relatório em que detalha os danos: uma torre derrubada no município de Medianeira (PR) e outras três danificadas; duas torres com os cabos rompidos e derrubadas nas cidades Ariquemes e Rolim (RO).
– 9.jan – no mesmo dia, a Aneel anuncia a montagem de um gabinete de crise para apurar os incidentes.
– 11.jan – a Polícia Federal abre inquéritos no Paraná e em Rondônia. No Sul, os agentes investigam a hipótese de atentado. Já no Norte, os dois inquéritos consideram a tese de vandalismo.
– 12.jan – é registrado o primeiro caso em São Paulo, na cidade de Palmital. A Aneel afirma se tratar de vandalismo. A torre segue em pé, mas inoperante.
– 13.jan – uma torre é atingida com evidência de tentativa de derrubada na cidade de Rio das Pedras, interior de São Paulo.
– 14.jan – outra torre é derrubada em Rondônia, na cidade de Pimenta Bueno. Segundo o ONS, parafusos e cabos foram retirados da estrutura intencionalmente. O caso entrou no mesmo inquérito da PF em Vilhena.
– 16.jan – a PF de São Paulo abre inquérito para apurar o caso de Rio das Pedras e Palmital.
– 16.jan – o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reúne com o ministro da Justiça, Flávio Dino, e o diretor-geral da PF, Andrei Passos, para discutir as ações de combate aos atos de sabotagem.
– 17.jan – Silveira diz que vai pedir que o policiamento seja reforçado nas áreas de potenciais ataques.
– 17.jan – o Ministério Público Federal em Rondônia pede informações à PF e à Polícia Civil e deve entrar na investigações sobre o caso
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