13/04/2024 - Edição 540

Brasil

Fascistas em festa

Filho de PM bolsonarista e admirador do nazismo invadiu duas escolas no ES, matou três pessoas e feriu outras 13: foi o 12º atentado contra escolas nos últimos 4 anos

Publicado em 26/11/2022 10:47 - DW, DCM, Fórum, Leonardo Sakamoto (UOL) – Edição Semana On

Divulgação

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Duas professoras e uma estudante de 12 anos chacinadas. Treze feridos, alguns em estado grave. Este foi o resultado de mais um ataque a escolas no Brasil, o 12º em quatro anos de bolsonarismo.

O assassino é um adolescente de 16 anos, que, vestido de macacão e chapéu camuflados, uma máscara com sorriso de caveira e um cinto repleto de munição, pegou duas armas do pai – uma de serviço, outra, particular – e partiu para uma jornada de ódio em duas escolas de Aracruz, interior do Espírito Santo.

O pai do criminoso é um tenente da Polícia Militar do Espírito Santo que, nas redes sociais, faz apologia ao nazismo e gosta de resenhar “Minha Luta”, o livro escrito, em 1925, por Adolf Hitler, fonte seminal de ideias antissemitas, anticomunistas, racistas e nacionalistas adotadas, ainda hoje, pela extrema-direita mundial.

Os disparos partiram de uma pistola .40, que pertence ao Estado e era usada pelo policial em seu trabalho, e de uma pistola particular. Apesar da motivação não ter sido informada, o jovem, cuja identidade não foi revelada por ser menor de idade, planejava os ataques há pelo menos dois anos, segundo informações do Superintendente da Polícia Civil na região, João Francisco Filho.

O atentado na escola estadual Primo Bitti ocorreu na hora do intervalo e o alvo foram os docentes, que estavam na sala dos professores quando foram alvejados. Os disparos atingiram 11 pessoas e duas morreram no local. A terceira morte ocorreu na escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, para onde o assassino se dirigiu em seguida.

Vítimas fatais

Atuante como professora da rede estadual em contratos temporários desde 2003, uma das vítimas fatais é Maria da Penha Pereira de Melo Banhos, que tinha 48 e dava aulas de alfabetização. Maria da Penha morava na região central de Aracruz, no bairro São José. Casada há 18 anos, Maria da Penha deixa três filhos. “Ela morreu no lugar que mais amava, dentro da escola, mas não merecia morrer desta forma tão trágica, ainda estou sem chão”, lamentou Santilha Pereira de Melo Perovani, irmã da vítima.

A outra docente assassinada foi Cybelle Passos Bezerra Lara, de 45 anos. Professora de matemática também na escola estadual Primo Bitti, era efetiva da rede estadual desde 2018. Assim como Maria da Penha, Cybelle morreu na própria escola, pouco tempo após receber os disparos. Em 2019, foi uma das selecionadas para atuar na Olimpíada de Matemática das escolas estaduais do Espírito Santo.

Estudante do 6º ano do Centro Educacional Praia de Coqueiral, a adolescente Selena Sagrillo Zuccolotto morava no mesmo bairro da escola, Coqueiral de Aracruz, e havia recebido um certificado pelo seu bom desempenho escolar em premiação ocorrida nesta semana. A jovem também morreu pouco tempo após ser alvejada, ainda no local. O atirador ficou pouco mais de um minuto na escola e fez três vítimas entre os alunos.

Hospitalizados

Além das duas professoras assassinadas, cinco vítimas da Escola Primo Bitti seguem hospitalizadas. Duas das pessoas feridas foram levadas de helicóptero e uma de ambulância para o Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra (ES), devido à gravidade dos ferimentos. Com 52, 45 e 38 anos, as três pessoas apresentam perfurações no corpo, quadro grave e tinham previsão de cirurgia na noite de sexta (25).

A quarta vítima, de 58 anos, está internada no Hospital Estadual de Urgência e Emergência, antigo Hospital São Lucas. Alvejada por três tiros nas pernas, passou por exames e o estado de saúde é estável.

Também atingida por três tiros, sendo um na clavícula e dois nas costas, a professora de Português Priscila Queiroz Marques, de 40 anos, está fora de perigo. Ela foi atendida no Hospital São Camilo, em Aracruz.

Quanto às vítimas do Centro Educacional Praia de Coqueiral, dois alunos foram transferidos de Aracruz para o Hospital Estadual Nossa Senhora da Glória, o Hospital Infantil de Vitória, e estão em estado gravíssimo. Reportagem de A Gazeta informa que uma das vítimas é uma adolescente de 14 anos que levou um tiro na cabeça e permanece entubada. A outras é um menino de 11 anos, que levou um tiro no abdômen e também está em situação gravíssima. “As demais vítimas foram atendidas e liberadas, de acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)”, informa o veículo de imprensa.

Atentado em Aracruz mostra que o Brasil está copiando o pior dos EUA

Os atentados em Aracruz não são inéditos no Brasil. Mas eles tendem a aumentar após o governo Jair Bolsonaro ter celebrado a violência armada como solução dos problemas.

Ao final de quatro anos de seu mandato, seremos mais parecidos com os Estados Unidos. Não no que diz respeito à renda per capita ou ao apoio ao desenvolvimento científico, mas porque esse tipo de atentado contra escolas por lá, perpetrado por jovens com problemas psicológicos, se tornou parte triste do cotidiano pela facilidade de aquisição de armamentos.

Independentemente da motivação, o atentado acontece em meio a um crescente culto às armas de fogo e à violência como forma de resolução de conflitos no país e após os decretos editados por Jair Bolsonaro terem facilitado o porte e a compra de armas e munições.

Violência que leva não apenas ao uso da força bruta para a resolução de tensões e traumas, mas também à eliminação do outro. Seja qual for a razão da fantasia de vingança desse jovem, contra a sociedade, as instituições, a escola, as mulheres ou algo mais que também não faça sentido, a atual cultura de violência ajuda semear esse tipo de tragédia.

Atentados como esse não começaram no atual governo federal, mas termos um pregador da morte como presidente, cuja marca registrada é simular armas com as mãos, piorou a situação.

Bolsonaro é considerado um “mito” em fóruns e canais de discussão de jovens que operam abaixo do radar da maioria das pessoas, congregando racismo, misoginia, homofobia e ódio em estado puro. Nesses chans (espaços que funcionam sem necessidade de login ou conta e, geralmente, anônimos), narrativas são construídas e buriladas e estratégias de ataques a grupos minoritários organizadas, normalmente usando a internet.

É assustador saber que alguém visto como “normal” e “comum” pode ser capaz, nos contextos histórico, político e social apropriados, tornar-se o que convencionamos chamar de “monstro”. Ou seja, os monstros podem ser nossos vizinhos, nossos colegas de sala ou até nós mesmos.

Em casos extremos, basta que tenham o conjunto de estímulos (ou a falta deles) e os contextos certos de frustração, solidão, ansiedade, insegurança. A partir daí, ficam mais suscetíveis a aprender a odiar determinados grupos que culparam por seu sofrimento e a transformar esse ódio em violência. Ninguém nasce um “monstro”, torna-se.

Jovens que se reúnem nesses fóruns já celebram as mortes de Aracruz, como celebraram as oito mortes da escola em Suzano, em março de 2019, e chamaram os dois algozes, um de 17 e outro de 25, de heróis. Ao final, um matou o amigo e suicidou-se. Entraram imediatamente para um bizarro Hall da Fama.

Outros que também aplaudem os homicídios são fóruns de discussão que reúnem “Incels” (sigla em inglês para “celibatários involuntários”), rapazes frustrados, solitários e inseguros por não conseguirem ter relações afetivas e sexuais, culpando as mulheres e outros homens por isso. Sentem-se perdedores e parte deles atribui isso a si mesmo e outros à sociedade.

Uma parte dos Incel não é violenta, outra sim. E esse segundo grupo soma assassinos ao seu panteão, como fez com o jovem que tinha raiva de garotas e matou 12 crianças e adolescentes, entre 12 e 14 anos, em uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, em 2011.

A trajetória do jovem envolvido nessa tragédia precisa ser analisada. Isso não o exime do que fez, mas saber o nível de distúrbio contribui para entender melhor o contexto e os gatilhos que os levaram a provocar dor e sofrimento a outras famílias e às suas próprias.

O bullying sozinho não leva alguém a assassinar outra pessoa. Mas esse não é o único elemento envolvido, principalmente se considerarmos que muita gente nesses fóruns atua o tempo todo para transformar jovens com problemas de socialização em armas para os seus objetivos. Sim, temos covardes em todos os lugares.

Precisamos aprimorar métodos a fim de alcançar essas pessoas antes que outras pessoas com más intenções os alcance. E, agindo com empatia, tentar buscar criar canais para conectá-los com a complexidade e a pluralidade do mundo. Antes que seja tarde.

Ao invés de armar professores e colocar detectores de metal nas escolas, propostas inúteis e perigosas que sempre aparecem após casos como esses, precisamos atuar de forma coletiva para desarmar mãos, mentes e corações no que for possível.

Reduzir a maioridade penal tampouco ajuda. Para muitos desses jovens, saber que eles poderiam ser presos ao cometerem tais atos simplesmente não faz diferença, lembrando que, não raro, se matam ao final.

O jovem em Aracruz, ao que tudo indica, usou a arma do pai policial, mas outros casos não são assim. Revogar os decretos armamentistas de Bolsonaro não vai resolver tudo, mas será um bom começo.

Ao mesmo tempo, precisamos reduzir o ódio na sociedade, através da desconstrução do discurso que defende a aniquilação do adversário. Derrotar o bolsonarismo, que se manterá após a saída Bolsonaro, não vai resolver tudo, mas será um bom começo.

Bolsonarista atira em ônibus escolar no Paraná

Cerca de 30 alunos voltavam de um evento no interior do Paraná quando foram alvejados por dois tiros ao passar em frente ao acampamento bolsonarista instalado em frente ao tiro de guerra da cidade de Bandeirantes (PR). O ataque ocorreu na noite da última quinta (24), por volta de 21h30. O motorista do ônibus e a diretora da escola, que também estava no veículo, registraram boletins de ocorrência. Mais tarde, participantes do acampamento também o fizeram, oferecendo outra versão.

Os estudantes do Colégio Estadual do Paraná Cyriaco Russo estavam retornando de uma viagem feita a Itambaracá (a 12 quilômetros de Bandeirantes) para participar de um evento de bandas de fanfarra. De acordo com relato postado no Instagram por um dos passageiros, Fabio Padilha Jr., os jovens comemoravam animadamente a boa atuação no evento, com gritos, cantos e batucada.

Ao ver o acampamento, em frente à base militar Tiro de Guerra alguns começaram a gritar “Lula”, em referência ao presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, por achar a situação engraçada. Foi então que um homem barbado usando uma jaqueta de couro e camisa branca sacou uma arma e desferiu dois disparos que atingiram janelas do transporte coletivo. O estilhaço das janelas atingiu ao menos um dos estudantes, que fez o relato postado em uma conta do Instagram. Vários dos passageiros eram adolescentes, alguns com apenas 14 anos.

Ao menos 12 escolas foram atacadas nos últimos 4 anos; relembre os casos

Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, ao menos 12 atentados se somam a um histórico de casos de violência em instituições de ensino no Brasil. O ano de 2022 concentra o maior número de ameaças.

Seis desses ataques foram realizados com uso de armas de fogo. Já os outros cinco, foram com bombas caseiras, facas e até armas menos convencionais. Vale destacar que, durante o período governado pelo chefe do Executivo, pelo menos 28 ameaças de massacres foram feitas.

Além de dois projetos de lei que flexibilizam as regras de acesso a armas de fogo e munições, incluindo os CACs, o governo Bolsonaro editou 19 decretos, 17 portarias, duas resoluções e três instruções normativas, o que permitiu uma série de flexibilizações.

Relembre os casos durante o governo Bolsonaro:

25 nov 2022- Aracruz (ES)

O mais recente aconteceu em duas escolas nesta sexta (25), em Aracruz, no Espírito Santo, que deixaram três pessoas mortas e outras 13 feridas. O criminoso entrou e efetuou vários disparos na escola estadual Primo Bitti e no Centro Educacional Praia de Coqueiral. O assassino foi preso.

05 out 2022 – Sobral (CE)

Em outubro, um aluno de 15 anos atirou em três estudantes da Escola Professora Carmosina Ferreira Gomes, localizada no interior do Ceará. Ele usou uma arma registrada em nome de um CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador), que era seu familiar.

26 set 2022 – Barreiras (BA)

Um adolescente de 14 anos utilizou um revólver calibre .38 do pai, um policial reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Ele invadiu a escola municipal também com uma faca. Uma aluna cadeirante, identificada como Geane da Silva Brito, de 20 anos, foi morta.

06 mai 2022 – Rio de Janeiro (RJ)

Quatro adolescentes foram esfaqueados dentro da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, localizada no Jardim Guanabara, na Ilha do Governador.

22 fev 2022 – Caraguatatuba (SP)

O caso que aconteceu na cidade paulista foi direcionado à diretora da escola estadual Ângelo Barros de Araújo e registrado pelas câmeras de segurança. Após o ataque, a vítima foi socorrida e levada para hospital, enquanto o adolescente de 16 anos foi detido.

22 mar 2022 – São Paulo (SP)

No Colégio Floresta, na Zona Leste de São Paulo, um aluno esfaqueou uma colega de classe. Um outro estudante, que tentou proteger a garota, também ficou ferido. A estudante levou ao menos dez golpes e teve o pulmão perfurado. O suspeito pelo ataque foi encontrado na quadra da escola e levado até a delegacia.

08 abr 2022 – Saquarema (RJ)

Um rapaz de 14 anos com bombas caseiras invadiu uma escola pública do balneário fluminense. Os moradores ouviram barulhos e chamaram a polícia, que encontrou o adolescente no local. Ninguém ficou ferido.

21 ago 2019 – Charqueadas (RS)

O Instituto Estadual Educacional Assis Chateaubriand foi invadido por um jovem que ateou fogo em uma sala de aula e depois golpeou alunos com uma machadinha. Pelo menos seis adolescentes foram feridos na açã. O agressor foi desarmado por um professor de educação física e conseguiu fugir pulando o muro da escola. Ele foi preso e confessou o ataque aos policiais.

04 mai 2021 – Saudade (SC)

O atentado foi realizado em uma creche e deixou três crianças e duas funcionárias da escola mortas. Um bebê de 1 ano e 8 meses foi internado.

07 nov 2019 – Caraí (MG)

Um estudante de 17 anos, vestido de preto e armado com uma garrucha e um facão, invadiu a Escola Estadual Orlando Tavares, em que estudava e ateou fogo a mochilas de colegas. Ele também atirou e feriu dois alunos da escola. O jovem foi apreendido pela polícia.

13 mar 2019 – Suzano (SP)

Um dos casos que mais repercutiu nos últimos anos aconteceu na região metropolitana de São Paulo, onde dois ex-alunos invadiram a escola Professor Raul Brasil, tradicional colégio estadual de Suzano, e mataram cinco alunos e duas funcionárias, além do tio de um dos atiradores. Antes, eles mataram o dono de uma locadora e roubaram um carro.

Lula pretende revogar decretos de armas de Bolsonaro

Decretos que passaram a flexibilizar o acesso da população a armas de fogo durante o governo Jair Bolsonaro deverão ser revogados pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmação foi feita pelo senador e ex-governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB-MA), que lidera o grupo técnico de Justiça e Segurança Pública da equipe de transição.

Armas de grosso calibre – liberadas a partir de decretos editados por Bolsonaro – são o principal alvo da medida. Elas poderão ser recolhidas porque seus portes, atualmente permitidos, não configuram direito adquirido, de acordo com Dino.

O senador maranhense é cotado para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública – embora haja a possibilidade de as pastas atuarem separadamente – e esteve no Centro Cultural Banco do Brasil, a sede do governo provisório, para a primeira reunião do grupo técnico, que avalia o assunto em detalhes para definir quais ações serão tomadas.

Ainda nesta quinta-feira, Dino se reuniria com o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

A revogação das determinações impostas por Bolsonaro é encarada como “escopo principal” dentro da equipe de transição. A razão para isso decorre das promessas e declarações feitas por Lula em relação aos armamentos no país. Durante a campanha, o presidente eleito criticou os decretos que facilitam a compra de armas e de munição.

A jornalistas, Dino destacou que o Estatuto do Desarmamento, de 2003, foi objeto de desmanche durante o governo Bolsonaro. Na época, a legislação tornou mais rígido o controle sobre o comércio de armas no Brasil.

“Temos uma lei vigente, o Estatuto do Desarmamento, que foi objeto de desmonte por atos infralegais, decretos, portarias. Isso, sem dúvida, é um tema fundamental do grupo de trabalho, pois é um tema que o presidente Lula escolheu, e é um tema aprovado pela sociedade brasileira”, disse.

Nesse sentido, uma das principais tarefas da transição é avaliar profundamente que tipos de armamentos e de munições estão nas mãos da população brasileira. E, devido a isso, Dino acredita que será necessária uma “modulação”, ou seja, uma maior regulação, principalmente em relação às armas de grosso calibre, como fuzis e metralhadoras.

“Provavelmente, haverá uma modulação, no sentido de que aquilo que for de grosso calibre, por exemplo, deve ser devolvido, [deve ocorrer] algum tipo de recadastramento, recenseamento”, disse. “O certo é que, daqui para frente, o conceito fundamental é da lei de 2003, do Estatuto do Desarmamento”, afirmou.

Controle também em clubes de tiro

Em relação aos clubes de tiro, ligados muitas vezes a partidários de Bolsonaro, o senador Flávio Dino falou que há a possibilidade de ser instituído um maior controle, mas não o fechamento generalizado desses locais.

“Vai haver fechamento generalizado de clubes de tiro? […] Seguramente, não. Mas não pode ser algo descontrolado […], porque todos os dias se noticia tiros em lares, em vizinhança, em bares e restaurantes, de pessoas cuja observação está nas matérias dos senhores: possuía registro de CAC [Colecionador, Atirador e Caçador]”, afirmou.

Até o momento, o governo do presidente Jair Bolsonaro editou 17 decretos, 19 portarias, duas resoluções, três instruções normativas e dois projetos de lei para flexibilizar a comercialização e as regras de acesso a armas e munições no país, com os CACs sendo os maiores beneficiados.

Antes, o atirador desportivo era dividido em três níveis, com o mais alto deles, que compete em torneios nacionais, podendo comprar até 16 armas e 40 mil munições por ano. No atual governo, isso caiu. As novas normas extinguiram os níveis. Agora, qualquer um pode adquirir até 60 armas e 180 mil munições por ano.

Regras de rastreamento e identificação de armas de fogo também foram revogadas pelo governo. Publicadas em março de 2020, as medidas foram colocadas em prática um mês depois pelo presidente Jair Bolsonaro.


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