28/02/2024 - Edição 525

Brasil

Dois terços das famílias não pensam em poupar

Publicado em 16/09/2014 12:00 -

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Guardar parte da renda é uma preocupação que passa longe de mais de dois terços dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pelo instituto Ipsos a pedido da Fenaprevi para avaliar a percepção do brasileiro sobre poupança de longo prazo.

O levantamento, feito em 1.500 domicílios nas cinco regiões, revela que 68% não têm tal preocupação. Importante destacar: 65% dos respondentes tinham renda até três salários mínimos.

E esse é um dos fatores que explica o resultado, na avaliação de Osvaldo Nascimento, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi): preponderância de pessoas nessa faixa de renda, aliado ao modelo de Previdência Social brasileiro, que garante beneficio a todos os cidadãos.

Obrigação do Estado

Embora percebido como baixo pelas classes A e B, o valor pago pelo INSS está dentro da faixa de até três mínimos. O teto atualmente está em R$ 4.390,24. "Essa população (com renda até três mínimos) entende, assim, ser obrigação do Estado dar uma renda para terem velhice digna, o que desestimula reserva financeira", afirma Nascimento.

O professor de finanças Gilberto Nobre, da BBS Business School, acrescenta que colabora ainda a falta de cultura de poupança do país.

Outro dado da pesquisa ajuda a explicar por que tantos brasileiros não pensam em guardar dinheiro: 55% não fazem orçamento doméstico. Sem saber qual destino está tendo o dinheiro, fica mais difícil de guardá-lo.

Há uma boa notícia, observa Nascimento: está se tornando menos comum a mentalidade de que é necessário ter muito dinheiro para guardar e formar uma reserva.

A disciplina passa a ser percebida como aliada desse processo, tornando desnecessário separar grandes quantias para formar reservas. Pequenos valores guardados com regularidade dão conta do recado.


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