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Brasil
Objetivo é facilitar as exportações para a Ásia, especialmente para a China: MS pode ser beneficiado
Publicado em 08/07/2025 12:18 - ICL e Semana On
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Os governos do Brasil e da China assinaram ontem (7) um acordo de parceria para permitir a ligação entre o território brasileiro e o porto de Chancay, no Peru. O objetivo é facilitar as exportações para a Ásia, especialmente para a China.
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O projeto inicial prevê que a ferrovia vai sair da Bahia, passará pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, até chegar ao Peru. Ainda não há estimativas em relação ao custo da ferrovia.
O memorando de entendimento entre Brasil e China foi assinado pela Infra S.A — empresa, vinculada ao Ministério dos Transportes –, e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Econômico China Railway. A cerimônia ocorreu de maneira virtual.
Ferrovia promete reduzir tempo de deslocamento
Projeções do governo do Peru dão conta de que é possível reduzir de 40 para 28 dias o tempo necessário de deslocamento da carga entre os dois continentes. O porto de Chancay foi financiado pelo governo chinês e inaugurado em 2024 pelo presidente Xi Jinping. O porto integra a iniciativa “Cinturão e Rota”, conhecida como “Nova Rota da Seda”.
O governo brasileiro não aderiu formalmente à “Nova Rota da Seda” que prevê investimentos chineses na área da infraestrutura em vários países do mundo. Na visão brasileira, a China já faz volumosos investimentos no país, sendo o principal parceiro comercial do Brasil.
Acordo
O acordo assinado nesta segunda prevê a parceria entre equipes brasileira e chinesa para aprofundar uma pesquisa sobre a estrutura logística nacional, com foco na intermodalidade e na sustentabilidade econômica, social e ambiental. Além de ferrovias, estão incluídos hidrovias e rodovias. O acordo tem prazo inicial de cinco anos e pode ser prorrogado.
“É o primeiro passo de jornada técnica e diplomática para aproximar continentes, reduzir distâncias e reforçar a relação de longo prazo”, disse o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.
Mato Grosso do Sul
A ferrovia que ligará o Atlântico ao Pacífico, passando pelo Centro-Oeste brasileiro, tem potencial para transformar a economia de Mato Grosso do Sul ao integrar o estado a uma rota estratégica de exportação para a Ásia. Atualmente, o agronegócio sul-mato-grossense — responsável por mais de 95% das exportações estaduais, com destaque para soja, milho e carne bovina — depende majoritariamente de rodovias e portos do Sudeste, o que encarece o frete e reduz a competitividade internacional.
Segundo dados da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), o custo logístico pode representar até 30% do valor final dos produtos exportados. Com a nova rota ferroviária conectando o estado ao Pacífico via Peru, será possível reduzir distâncias, tempo e custos de escoamento para o principal mercado consumidor: a China, que sozinha compra mais de 60% da produção exportada de MS.
O investimento pode atrair indústrias de processamento, gerar empregos e impulsionar a industrialização regional, agregando valor à produção local e diversificando a base econômica do estado.
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