18/05/2024 - Edição 540

Viver Bem

Pesquisa avalia resposta metabólica à dieta hiperproteica associada a exercícios de força

Publicado em 11/07/2018 12:00 -

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Uma pesquisa realizada no Programa de Mestrado em Saúde e Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (PPGSD) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) avaliou a resposta metabólica da dieta com grande quantidade de proteínas, denominada dieta hiperproteica, associada a exercícios de força.

O estudo foi iniciado em agosto de 2017 e os testes duraram 12 semanas. A dieta e os exercícios foram testados em oito grupos de ratos. Foram notados aumento do nível de glicose no sangue e ganho de gordura corporal nos animais.

De acordo com a nutricionista e autora da pesquisa, a mestranda Cláudia Stela Gonzaga, os ratos que praticavam exercícios comeram menos do que os que não praticavam, mas mesmo assim apresentaram maior ganho de gordura corporal do que os animais que consumiam a quantidade recomendada de proteínas.

“O que a gente escuta falar é que a dieta hiperproteica tem o efeito contrário e a gente tem observado que quando o animal é saudável o efeito diferente de quando o animal tem alguma doença como obesidade”, afirma a mestranda.  A bocaiuva foi testada em um dos grupos, mas o aumento da glicose no sangue dos animais se manteve.

Em fase de análise e elaboração de relatórios, a pesquisa estuda a relação entre o efeito das dietas com consumo alto de proteínas aliadas a treinamentos de força, de acordo com o orientador da pesquisa, o professor da Faculdade de Educação Física da UFMS Jeeser Almeida. “Ainda não sabemos os efeitos a longo prazo desta prática. A utilização da bocaiúva veio no intuito de ser um fruto regional e sem nenhuma evidência na prática de nutrição esportiva, então estamos verificando também o papel da bocaiúva em dietas ricas em proteína”, expõe.

A acadêmica do curso de Educação Física da UFMS Keemylin Karla auxiliou na aplicação dos treinamentos de força nos ratos durante a pesquisa. Para ela, a experiência agregou na formação acadêmica e é importante para a saúde da comunidade.

“É importante estudar isso como tratamento não só de uma forma estética, de emagrecimento ou aumento de massa muscular, mas também para tratamento de doenças como obesidade, doenças renais. Então esse projeto é muito importante para a saúde da sociedade”, completa a acadêmica.


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