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Viver Bem

Comida apimentada protege coração e cérebro

Pesquisa indica que consumir pimenta todo dia, mas com moderação, pode evitar doenças

Publicado em 17/08/2025 9:54 - DW

Divulgação Pixabay

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Um estudo chinês detectou uma possível relação entre o consumo habitual de alimentos picantes e uma menor incidência de doenças que afetam o cérebro e o coração.

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Os resultados, publicados na revista Chinese Journal of Epidemiology, foram obtidos a partir de dados coletados durante 21 anos e relativos a mais de 50 mil habitantes do município de Pengzhou, em Sichuan, província da China conhecida pela gastronomia rica em pimentas.

Com base em pesquisas iniciadas em 2004, os pesquisadores avaliaram fatores como a frequência do consumo de pimenta, o grau de picância preferido, as formas habituais de consumo e a idade em que a alimentação picante foi incorporada regularmente à dieta.

Picante com moderação

Segundo o estudo, as pessoas que consomem alimentos picantes seis ou sete vezes por semana apresentam 11% menos risco de sofrer doenças cardio e cerebrovasculares do que aquelas que raramente os incluem na alimentação.

Os dados também sugerem uma redução de 14% na probabilidade de ter cardiopatias isquêmicas. Para doenças cerebrovasculares e acidentes vasculares cerebrais, os riscos apontados são, respectivamente 12% e 15% mais baixos.

Quanto ao nível de picância, aqueles que preferem um sabor moderadamente picante teriam, segundo a análise, 14% menos probabilidade de desenvolver as doenças, contra 9% dos apreciadores de picante intenso e 7% dos que optam por sabores suaves.

Segredo é composto ativo

No entanto, observou-se que os benefícios aparecem independentemente da forma de consumo da pimenta — seja fresca, seca, em óleo ou em molhos.

O estudo está alinhado a pesquisas anteriores na China que destacaram o papel da capsaicina, composto ativo da pimenta, na dilatação dos vasos sanguíneos e na redução da pressão arterial.

Os pesquisadores ressaltaram que os mecanismos por trás dessas associações ainda não foram identificados com certeza, em parte devido à falta de dados sobre as quantidades exatas consumidas, a frequência diária ou a tolerância individual ao picante.

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