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Viver Bem
Alimentação ultraprocessada e baixa exposição solar elevam risco de sintomas
Publicado em 16/02/2026 11:04 - Semana On
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A perda de força muscular nem sempre está associada apenas ao sedentarismo ou ao avanço da idade. Em muitos casos, o problema tem origem em falhas nutricionais — especialmente na ingestão insuficiente de vitaminas essenciais ao funcionamento neuromuscular. Entre elas, destacam-se a vitamina B12 e a vitamina D, cuja deficiência pode comprometer desde a transmissão de impulsos nervosos até a recuperação após o exercício físico.
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Uma alimentação equilibrada pressupõe a oferta adequada de macronutrientes — carboidratos, proteínas e gorduras — e de micronutrientes, como vitaminas e minerais. A hidratação também integra esse conjunto. No caso da vitamina D, porém, há um elemento adicional fora do prato: a exposição solar, fundamental para sua síntese pelo organismo.
Quando esse arranjo se desequilibra, o corpo costuma emitir sinais. Cansaço persistente, redução de desempenho físico, perda de massa magra, fraqueza muscular e até alterações neurológicas podem indicar carências nutricionais. O desafio é que, em muitos casos, essas deficiências evoluem de forma silenciosa, manifestando sintomas apenas quando o comprometimento funcional já está instalado.
O padrão alimentar contemporâneo contribui para esse cenário. Dietas baseadas em alimentos ultraprocessados fornecem alta densidade calórica, mas baixa concentração de vitaminas, minerais e fibras. O resultado é uma combinação paradoxal: excesso de energia e escassez de nutrientes essenciais.
A identificação dessas carências, em geral, depende de exames laboratoriais. O tratamento costuma envolver ajustes na dieta e, quando necessário, suplementação sob orientação profissional.
Vitamina B12: elo entre sistema nervoso e força muscular
A vitamina B12 desempenha papel central na integridade do sistema nervoso. Ela participa da formação da mielina — camada que reveste e protege os nervos, permitindo a condução eficiente dos impulsos elétricos responsáveis pelos movimentos musculares.
A deficiência dessa vitamina compromete a comunicação entre cérebro e músculos. Entre os sintomas mais frequentes estão:
Fraqueza muscular;
Redução de reflexos;
Formigamento em mãos e pés;
Dificuldade de concentração e confusão mental.
As principais fontes de vitamina B12 são alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados. Por isso, pessoas vegetarianas e veganas constituem grupo de maior risco para deficiência e frequentemente necessitam de suplementação orientada, acompanhada de monitoramento periódico dos níveis sanguíneos.
Vitamina D: além dos ossos, papel estratégico na musculatura
Tradicionalmente associada à saúde óssea, a vitamina D também exerce funções relevantes na fisiologia muscular. Evidências científicas indicam que níveis adequados dessa vitamina contribuem para a recuperação após o exercício, ao modular a resposta inflamatória e reduzir danos musculares decorrentes do treino.
Estudos sugerem ainda que a vitamina D favorece um ambiente metabólico mais anabólico, estimulando a síntese de proteínas musculares e facilitando o transporte de cálcio para dentro das células — elemento essencial para a contração muscular. Paralelamente, ajuda a conter processos catabólicos, relacionados à perda de massa magra.
É importante destacar que esses benefícios foram observados em indivíduos com níveis adequados de vitamina D no sangue. A suplementação indiscriminada não potencializa ganhos de desempenho e concentrações excessivas não demonstraram vantagens adicionais.
Embora esteja presente em alimentos como salmão, sardinha, ovos, fígado e cogumelos, aproximadamente 80% da vitamina D corporal é produzida pela pele mediante exposição à luz solar. Em média, de 15 a 20 minutos diários de sol — variando conforme horário, latitude e tipo de pele — costumam ser suficientes para estimular essa produção.
A fraqueza muscular, portanto, pode ser um sintoma com múltiplas causas, mas ignorar o componente nutricional é negligenciar um fator decisivo. Em um contexto de dietas desequilibradas e rotina predominantemente indoor, a atenção às vitaminas B12 e D deixou de ser detalhe e passou a integrar a estratégia básica de saúde muscular.
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