Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Saúde
Alckmin diz que campanha de vacinação em massa será prioridade na saúde após caos do Governo Bolsonaro no setor
Publicado em 05/12/2022 10:49 - Agência Brasil, RBA – Edição Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
O Brasil registrou 7.332 casos e 15 mortes por covid-19 em 24 horas, segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde no domingo (4). Desde o início da pandemia, foram registrados 35,37 milhões de casos e 690.124 óbitos.
O número de pessoas que se recuperaram da doença é de 34,25 milhões de pessoas, o que representa 96,8% dos infectados. Há ainda 427.342 casos em acompanhamento.
O boletim deste domingo não trouxe dados atualizados da Bahia, do Distrito Federal, do Maranhão, do Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Roraima, de São Paulo e do Tocantins.
Em relação ao número de casos, a maior incidência foi em São Paulo (6,2 milhões), Minas Gerais (3,9 milhões) e Paraná (7,8 milhões). Os menores números estão no Acre (154.710), em Roraima (179.519) e no Amapá (181.738).
São Paulo é o estado com o maior número de mortes, com 176.356, seguido por Rio de Janeiro (76.143) e Minas Gerais (63.995). Os menores índices estão no Acre (2.032), Amapá (2.165) e em Roraima (2.177).
Segundo o Ministério da Saúde, foram aplicadas até agora 494,43 milhões de doses de vacina. Desse total, 181,05 milhões são de primeira dose, 163,51 de segunda dose e 5,02 milhões de dose única.
A dose de reforço teve 101,5 milhões de aplicações; a segunda dose de reforço, 38,41 milhões e a dose adicional, 4,91 milhões.
Foco na Vacina
O vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição do futuro governo Lula, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou em coletiva de imprensa no domingo (4), após reunião com o grupo técnico da equipe de transição na área da Saúde, que a prioridade do próximo governo na área da saúde será uma campanha massiva de vacinação, com a participação de atletas e artistas. “Chegamos à conclusão que a atitude mais imediata que o novo governo deve tomar nos primeiros dias é imunização, é vacina. Uma grande campanha nacional”, disse. Alckmin lembrou que apenas 12% das crianças de 6 meses a 3 anos tomaram a vacina contra a Covid-19.
Alckmin se reuniu com dez médicos que integram o grupo técnico da Saúde no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde Lula passou por novo exame de rotina pela manhã desse domingo, para avaliar a situação da garganta.
Alckmin disse que a reunião não foi especificamente sobre o orçamento do ano que vem, mas que “os números mostram” que seria necessário em torno de R$ 20 a 22 bilhões a mais do que o que está previsto. “Prioridade sem orçamento é discurso. Prioridade precisa ter recurso”, afirmou.
“Porque não tem recurso quase para a Farmácia Popular. Quem tem doença crônica precisa tomar remédio, então é preciso suprir. Essa questão da remuneração do SUS, é preciso verificar os casos mais graves para não inviabilizar o atendimento”, detalhou.
Segundo o coordenador da transição, o governo pode contratar a iniciativa privada para ajudar a zerar as filas nos atendimentos. “Há um compromisso do presidente Lula de zerar a fila que se formou durante a pandemia. Então a ideia é fazer um mutirão, inclusive se precisar contratar a iniciativa privada, para poder zerar fila de especialidades, exames e cirurgias”, explicou.
Entre os médicos que participaram da reunião estavam Roberto Kalil Filho, que cuida da saúde de Lula há anos e o avaliou nesta manhã, Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho, Claudio Lottenberg, Drauzio Varella, Fábio Jatene, Giovanni Guido Cerri, José Medina Pestana, Linamara Battistella, Miguel Srougi e Milton Arruda.
Liderado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), o GT de Saúde fez um diagnóstico prévio do setor da Saúde e perspectivas para o início do governo.
Caos na saúde
O ex-ministro da Saúde Arthur Chioro afirma que a situação no Ministério da Saúde neste final do governo Bolsonaro é de absoluto “caos”. Essa é a constatação que ele faz por conta de sua atuação no grupo de trabalho de transição para o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Esse caos e essa desorganização são um reflexo do que foi o governo Bolsonaro. É um final patético, para desespero da população brasileira”, diz o ex-ministro em entrevista à revista Brasil TVT deste fim de semana.
“Nós não podíamos imaginar que a situação fosse tão grave. Em primeiro lugar, porque as informações mais sensíveis da gestão pública e não apenas da Saúde foram colocadas sob sigilo”, destaca Arthur Chioro.
“Isso significa que nós fizemos o pedido formal de informações e eles são obrigados a nos dar, mas, por exemplo, nós não temos uma informação sobre o estoque existente e qual é o prazo de validade, que estão sob sigilo. Mas o que é mais grave é que, a despeito de estar sob sigilo, eles não sabem de fato o que eles têm, o que foi distribuído, e o que está para vencer”, afirma em referência aos estoques de remédios e vacinas no país.
“Pelo Tribunal de Contas da União, e essa é uma informação pública, foram perdidas 3 milhões de doses de vacinas contra covid”, lembra Chioro. “E há milhões de doses vencendo agora ao final do ano, em janeiro e ao longo de fevereiro. São milhões de doses e o prejuízo estimado pelo Tribunal é da ordem de 2 bilhões de reais só com essas vacinas cuja perda já está constatada.”
Na questão das vacinas, segundo Chioro, até agora nem a Fiocruz, nem o instituto Butantan, que são responsáveis pela grande maioria de vacinas que a população toma, não receberam a programação de compra de vacinas para o próximo ano.
“O instituto Butantan, por exemplo, produz oito das vacinas do nosso calendário de vacinação e até agora não foi dito pelo Ministério da Saúde quantas doses precisarão ser produzidas. É inacreditável, eu diria que a situação nem é mais grau de insegurança, mas sim de caos”, diz o ex-ministro.
“É assim com as vacinas, é assim com o enfrentamento da covid. Está faltando medicamento para a Aids no Brasil inteiro, para hepatite, esse é o quadro generalizado em tudo aquilo que o Ministério da Saúde deveria estar à frente.”
Deixe um comentário