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Saúde

Campanha busca vacinar adolescentes contra o HPV no Brasil

Iniciativa do Ministério da Saúde visa recuperar cobertura vacinal entre jovens de 15 a 19 anos

Publicado em 08/03/2025 11:53 - Semana On

Divulgação Rovena Rosa - Abr

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Com cerca de 7 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos não vacinados contra o HPV, o Ministério da Saúde anunciou uma campanha para resgatar esses jovens e garantir a imunização contra o vírus. A ação busca aumentar a cobertura vacinal e, consequentemente, reduzir a incidência de cânceres relacionados ao papilomavírus humano, especialmente o câncer do colo do útero, que é o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil.

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A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e protege contra os quatro subtipos do vírus que mais provocam câncer e também verrugas e lesões genitais. O imunizante é mais eficaz quando aplicado antes do início da vida sexual, pois evita infecções prévias, sendo, por isso, recomendado para meninos e meninas de 9 a 14 anos. No entanto, para alcançar aqueles que não se vacinaram nessa faixa etária, o governo adotará estratégias para ampliar a cobertura.

Impacto da vacinação e desafios

O HPV é responsável por quase 100% dos casos de câncer de colo do útero, além de estar associado a tumores no ânus, pênis, vagina e garganta. A vacina é reconhecida internacionalmente como eficaz e segura, mas enfrenta desafios na adesão.

A consultora médica da Fundação do Câncer, Flavia Correa, explica que quando o Brasil introduziu a vacinação contra o HPV, em 2014, a cobertura da primeira dose chegou a quase 100%. No entanto, a adesão à segunda dose caiu drasticamente, devido à disseminação de desinformação e fake news sobre o imunizante.

“Depois disso, tivemos a pandemia da Covid-19, que fez despencar a cobertura de todas as vacinas. Agora, é o momento de recuperar essas coberturas vacinais”, explicou Correa. “Mesmo que a pessoa já tenha tido contato com um tipo do vírus, a vacina ainda oferece proteção contra outros subtipos.”

Estratégias para ampliar a cobertura

A campanha do Ministério da Saúde vai priorizar 121 municípios com as piores coberturas vacinais, onde vivem quase 3 milhões de adolescentes não imunizados. A meta é vacinar pelo menos 90% desse grupo. Para isso, a pasta recomenda que a vacinação ocorra não apenas em postos de saúde, mas também em escolas, shoppings e outros espaços de grande circulação.

Estados e municípios devem solicitar doses extras da vacina para garantir a campanha de resgate. Além disso, quem não tiver certeza se já recebeu a vacina também será imunizado, como medida preventiva.

Desde abril de 2023, o esquema vacinal contra o HPV foi simplificado e agora consiste em apenas uma dose. A vacina é contraindicada apenas para gestantes e pessoas com alergia grave à levedura.

Segurança e eficácia da vacina

A vacina contra o HPV já foi aplicada em mais de 500 milhões de doses ao redor do mundo, apresentando alto perfil de segurança e eficácia. Países que implementaram a vacinação há mais tempo já registraram queda na prevalência da infecção pelo vírus e na incidência de câncer de colo do útero, reforçando a importância da imunização.

“Sempre que temos prevenção primária, essa é a melhor forma de evitar doenças”, ressaltou Flavia Correa.

A nova campanha surge como uma resposta aos desafios da cobertura vacinal no Brasil e um passo essencial para a eliminação do câncer de colo do útero no país. Com a vacinação como ferramenta principal, o Ministério da Saúde reforça a importância da imunização para garantir a saúde da população jovem e evitar complicações futuras.

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