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Poder

PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

Ex-presidente deixa hospital e volta à prisão na PF

Publicado em 02/01/2026 8:50 - Semana On

Divulgação Reprodução

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A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira (2) Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro .

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Três agentes da PF cumpriram o mandado de prisão preventiva determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Martins foi levado pelos agentes de sua casa, em Ponta Grossa (PR) à sede da PF na cidade, segundo informação do portal de notícias G1, devendo ser transferido posteriormente a uma penitenciária.

Martins estava em prisão domiciliar desde o último sábado.

A prisão preventiva foi decretada após ele supostamente ter violado uma das medidas cautelares impostas, de não acessar redes sociais.

Segundo Alexandre de Moraes, o ex-assessor de Bolsonaro teria feito uma pesquisa na plataforma LinkedIn, mídia social especializada em relações de trabalho.

No início desta semana, Moraes pediu explicação à defesa do ex-assessor presidencial sobre o descumprimento à proibição de uso das redes sociais. “Em 29/12/2025, foi juntado aos autos notícia de que o réu condenado teria utilizado a rede social Linkedin para a busca de perfis de terceiros”, escreveu o ministro do STF.

Ao levarem Martins, no entanto, os policiais não deram explicação a ele nem aos seus advogados.

O ex-assessor foi condenado por participação na trama golpista , por ter colaborado com a chamada minuta do golpe, o que ele nega. Ele ainda não está cumprindo a pena definitiva porque os recursos sobre a sentença não foram esgotados.

Martins havia tido prisão domiciliar determinada por Alexandre de Moraes no sábado passado, juntamente com a de outros nove condenados pela trama golpista, após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), também condenado por atos golpistas.

Em uma rede social, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, informou que os policiais federais compareceram à casa do ex-assessor, em Ponta Grossa, no Paraná, para efetivar a medida de prisão domiciliar.

Bolsonaro deixa hospital e volta à prisão na PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta e deixou o Hospital DF Star no fim da tarde de ontem (1).

Um comboio formado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e carros pretos descaracterizados saíram há pouco da garagem do hospital localizado na Asa Sul, região central da capital federal, a poucos quilômetros de distância da Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro está preso desde novembro.

Bolsonaro estava internado na unidade desde o último dia 24 e foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral.

Em seguida, a equipe médica avaliou a necessidade de realizar outros procedimentos para conter o quadro de soluços. Nesta quarta-feira, o ex-presidente passou por uma endoscopia, quando os médicos constataram a persistência de esofagite e gastrite.

Médicos que acompanham o ex-presidente informaram naquele mesmo dia ter havido uma melhora da crise de soluços e que já haviam programado alta para esta quinta-feira, caso não houvesse nenhum novo problema de saúde.

Com a liberação hospitalar, Bolsonaro retorna à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde novembro após condenação de 27 anos e 3 meses pela trama golpista.

O ministro Alexandre de Moraes negou pedido feito pela defesa do ex-presidente, solicitando prisão domiciliar de natureza humanitária após a alta.

Na decisão, Moraes avalia que a defesa de Bolsonaro não apresentou “fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025”.

O documento reforça que permanece autorizado acesso integral dos médicos de Bolsonaro, com os medicamentos necessários, incluindo um fisioterapeuta, “e a entrega de comida produzida por seus familiares”.

Ministério da Justiça avança em extradição de Alexandre Ramagem

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou ao ministro Alexandre de Moraes que o pedido de extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi encaminhado ao Itamaraty.

A medida cumpre determinação expedida por Moraes há cerca de uma semana. Em setembro, Ramagem foi condenado a 16 anos e um mês de prisão por envolvimento na trama golpista, mas deixou o país dias depois, seguindo para os Estados Unidos.

Caberá agora ao Itamaraty formalizar o pedido de extradição junto às autoridades norte-americanas.

Nos Estados Unidos, a solicitação será analisada inicialmente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Caso sejam considerados atendidos os requisitos legais, o pedido será encaminhado a um juiz federal, responsável por decidir se autoriza ou não a extradição.

Mesmo com eventual decisão judicial favorável, o processo ainda pode ser barrado pelo Executivo norte-americano. “O Poder Executivo pode bloquear a extradição”, explicou ao UOL o professor Evandro Carvalho. Segundo ele, o governo de Donald Trump tem prerrogativa para vetar a medida.

A legislação e o tratado de extradição firmado entre Brasil e Estados Unidos não estabelecem prazos para a conclusão do processo. Especialistas em direito internacional ouvidos pelo UOL afirmam que procedimentos desse tipo podem se estender por meses ou até anos.

Ramagem também poderá contestar o pedido quando o caso chegar à Justiça americana. “A partir daí, inicia-se um contraditório que, em alguns casos, pode durar até dois anos”, afirma Maristela Basso.

NÃO PASSARÃO


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