Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Poder
Presidente venceria Flávio Bolsonaro e Tarcísio no 2º turno, diz Genial/Quaest
Publicado em 14/01/2026 10:29 - Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu vetar cerca de R$ 400 milhões em emendas parlamentares incluídas no Orçamento de 2026 sem negociação prévia com o Executivo e em desacordo com a legislação vigente. Paralelamente, o governo vai remanejar pouco mais de R$ 7 bilhões por meio de atos administrativos, sem necessidade de aval do Congresso, e manterá aproximadamente R$ 3 bilhões bloqueados até o envio de um projeto de lei para recompor programas atingidos pelos cortes.
SIGA A SEMANA ON NO YOUTUBE, INSTAGRAM, FACEBOOK E WHATSAPP
A estratégia do Planalto busca reverter a redução de recursos de políticas sociais consideradas prioritárias, após parlamentares redirecionarem verbas para emendas em ano eleitoral. Ao todo, o Congresso movimentou R$ 11,5 bilhões durante a tramitação do Orçamento, em uma ofensiva que atingiu diretamente programas como o Pé-de-Meia e o Auxílio Gás.
Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que, ao longo do processo, ações indicadas pelo governo foram esvaziadas para abrir espaço a emendas de interesse dos parlamentares. O prazo para sanção do Orçamento se encerra nesta quarta-feira (14), o que levou o Executivo a acelerar a definição sobre quais trechos serão mantidos e quais serão vetados.
Segundo integrantes da equipe econômica, a recomposição das verbas foi desenhada para reduzir o risco de derrubada de vetos pelo Congresso — cenário que poderia inviabilizar a recuperação dos recursos. Para isso, o governo recorrerá a um dispositivo da própria Lei Orçamentária Anual (LOA), que autoriza a anulação de até 30% das despesas discricionárias para suplementar outras ações.
Durante a tramitação do Orçamento, o relator da proposta, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), chegou a sugerir a redução desse percentual para 10%, o que limitaria a margem de manobra do Executivo. A equipe econômica, porém, conseguiu preservar o limite maior, garantindo maior flexibilidade sem necessidade de nova autorização legislativa.
Já o veto aos R$ 400 milhões terá como base a Lei Complementar nº 210, que formalizou um acordo entre governo, Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF) para disciplinar a execução das emendas parlamentares, após questionamentos sobre a falta de transparência na destinação dos recursos. A norma estabelece tetos para as emendas e proíbe o cancelamento de despesas discricionárias do Executivo — as chamadas RP2 — para redirecionamento a ações com destinatário ou localização específicos.
Pelos limites definidos na lei, em 2026 as emendas individuais poderão somar até R$ 26,6 bilhões; as de bancada, R$ 15,2 bilhões (dos quais R$ 4 bilhões foram transferidos ao fundo eleitoral); e as de comissão, R$ 12,1 bilhões. O governo identificou que R$ 11,5 bilhões foram alocados além desses tetos, incluindo cerca de R$ 400 milhões com destinação específica, em afronta direta à legislação — o que motivou o veto.
A possibilidade de bloqueio ou veto dessas emendas já havia sido antecipada pela Folha em dezembro. A decisão ganhou força após o relator reduzir em R$ 436 milhões os recursos do programa Pé-de-Meia, que concede bolsas para estimular a permanência de estudantes no ensino médio. O programa já havia perdido outros R$ 105,5 milhões durante a tramitação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), fazendo com que o total reservado caísse de R$ 12 bilhões para R$ 11,46 bilhões.
O Auxílio Gás também sofreu novo revés, com um corte adicional de R$ 300,7 milhões promovido por Bulhões. Somadas as reduções anteriores, a dotação do programa caiu de R$ 5,1 bilhões para R$ 4,73 bilhões.
Outras áreas afetadas incluem o seguro-desemprego (menos R$ 391,2 milhões), bolsas da Capes (R$ 262 milhões), abono salarial (R$ 207 milhões) e bolsas do CNPq (R$ 72 milhões). Na Previdência, houve um corte de R$ 6,2 bilhões, reduzindo a previsão de gastos de R$ 1,134 trilhão para R$ 1,128 trilhão.
De acordo com técnicos do governo, essa redução específica decorreu da revisão da projeção do INPC, índice usado para corrigir o salário mínimo. O impasse, no entanto, surgiu porque o Executivo havia indicado as ações que deveriam receber os recursos liberados com a revisão — orientação que não foi seguida pelo Congresso durante a redistribuição das verbas.
Presidente venceria Flávio Bolsonaro e Tarcísio no 2º turno
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra o presidente Lula (PT) à frente 7 pontos percentuais do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e também na liderança em relação ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em cenários de segundo turno nas eleições presidenciais deste ano.]
Veja os números do 2º turno
Lula lidera todos os cenários de segundo turno. A pesquisa testou, ao todo, sete cenários. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Cenário 1:
Cenário 2:
Cenário 3:
Cenário 4:
Cenário 5:
Cenário 6:
Cenário 7:
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores presencialmente, entre 8 e 11 de janeiro, em 120 municípios. Contratado pelo banco Genial, o levantamento tem nível de confiança de 95%.
Lula lidera no 1º turno
Lula lidera em todos os cenários de primeiro turno. A Quaest testou sete cenários diferentes.
Cenário 1
Cenário 2
Cenário 3
Cenário 4
Cenário 5
Cenário 6
Cenário 7
49% desaprovam governo Lula, e 47% aprovam
A pesquisa mostra também que o governo Lula manteve tanto seu percentual de aprovação quanto o de desaprovação em relação ao levantamento do mês anterior, com variação dentro da margem de erro.
Dentre os entrevistados, 47% disseram aprovar o atual governo. Na pesquisa anterior, divulgada em dezembro de 2025, eram 48%.
Desaprovação se manteve. Tanto na pesquisa divulgada hoje quanto na do mês passado, 49% disseram desaprovar o governo petista.
Outros 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pesquisa. Antes, eram 3%.
Você aprova ou desaprova o trabalho que o presidente Lula está fazendo?
Pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais. Realizado entre 8 e 11 de janeiro, o levantamento ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios do país. Contratado pelo banco genial, tem nível de confiança de 95%.
Avaliações positivas e negativas também se mantiveram
As avaliações da gestão petista variaram dentro da margem de erro. A positiva oscilou de 34% em dezembro para 32% agora. A negativa foi de 38% para 39% no mesmo período.
Como você avalia o trabalho que o presidente Lula está fazendo?
Tarcísio segue no radar e Flávio pede trégua: a direita testa forças
Deixe um comentário