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Poder

Lula venceria todos os adversários em 2026, diz pesquisa Genial/Quaest

Inelegível, Bolsonaro tem rejeição de 57% para eleição de 2026

Publicado em 12/12/2024 12:56 - Semana On

Divulgação Ricardo Stuckert

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança em todos os cenários de segundo turno simulados para as eleições presidenciais de 2026, de acordo com pesquisa divulgada pela Quaest nesta quinta-feira (12). O levantamento revela uma vantagem significativa de Lula frente a nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Pablo Marçal (PRTB) e Ronaldo Caiado (União Brasil), além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que permanece inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Caso o pleito fosse hoje, Lula derrotaria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por 52% a 26%. O chefe do Executivo também superaria o influenciador Pablo Marçal (52% a 27%) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (54% a 20%). Contra Jair Bolsonaro, mesmo inelegível, Lula obteria 51% dos votos contra 35% do ex-presidente, mantendo uma vantagem confortável.

O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 9 de dezembro, com entrevistas presenciais de 8.598 eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Inelegibilidade de Bolsonaro e o papel de Michelle Bolsonaro

Ainda que inelegível até 2030, Bolsonaro foi incluído em um dos cenários de segundo turno com Lula. O resultado de 51% a 35% em favor do petista não é o único dado preocupante para o ex-presidente. De acordo com a pesquisa, 57% dos eleitores afirmam que não votariam em Bolsonaro de forma alguma, o maior índice de rejeição entre todos os nomes apresentados.

Diante da impossibilidade de Bolsonaro concorrer, Michelle Bolsonaro surge como o nome mais forte do campo bolsonarista. A ex-primeira-dama foi apontada por 21% dos entrevistados como a melhor candidata para enfrentar Lula em 2026. Outras figuras de destaque na extrema-direita, como Pablo Marçal (18%) e Tarcísio de Freitas (17%), aparecem logo atrás.

A articulação em torno de Michelle Bolsonaro reforça a busca de uma figura de “renovação” do bolsonarismo. Segundo o cientista político Cláudio Couto, da Fundação Getulio Vargas (FGV), “a ausência de Bolsonaro cria uma lacuna no campo da direita radical, e Michelle pode ser apresentada como o ‘nome limpo’ capaz de reverter o desgaste de imagem sofrido pelo marido”.

Cenários com Fernando Haddad

A pesquisa também projetou cenários de segundo turno com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), no lugar de Lula. Os resultados mostram que Haddad lidera em todas as simulações, embora com vantagens menores do que as obtidas pelo atual presidente.

Contra Tarcísio de Freitas, Haddad venceria por 44% a 25%. Contra Ronaldo Caiado, o placar seria de 45% a 19%. Diante de Bolsonaro, Haddad teria 42% contra 35%, enquanto contra Pablo Marçal, o petista marcaria 42% contra 28%. Esses números indicam que, mesmo com uma margem mais apertada, o ex-prefeito de São Paulo e atual ministro tem potencial para ser o sucessor natural de Lula, caso o presidente decida não disputar a reeleição.

Reeleição de Lula divide eleitores

A pesquisa também apontou um dado importante para o futuro político de Lula: 52% dos entrevistados disseram que o presidente não deveria tentar a reeleição em 2026, enquanto 45% se posicionaram a favor de uma nova candidatura do petista. Este cenário reforça a percepção de que uma eventual saída de Lula da disputa abriria espaço para a ascensão de outras lideranças, tanto no campo progressista quanto no campo da direita.

No caso de Lula não concorrer, 27% dos eleitores acreditam que Fernando Haddad deveria ser o candidato do governo, enquanto 17% apontam Ciro Gomes (PDT) e 14% sugerem o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Isso mostra que, mesmo com a força de Haddad, a disputa pela “herança eleitoral” de Lula está longe de ser pacificada.

O cientista político José Álvaro Moisés, da USP, explica que “a ausência de Lula no cenário eleitoral obriga o PT e seus aliados a encontrarem uma figura que tenha densidade política e carisma para mobilizar a base eleitoral do petismo, o que não é uma tarefa fácil, especialmente diante de uma oposição mais radicalizada e com estratégias populistas mais eficazes”.

Avaliação do governo Lula

Além dos cenários eleitorais, a pesquisa Quaest mediu a avaliação do governo de Lula, que se mantém estável. Atualmente, 33% dos eleitores classificam a gestão de forma positiva, 34% consideram regular e 31% avaliam negativamente. Houve, portanto, uma leve oscilação positiva, já que na rodada anterior o índice de avaliação positiva era de 31%.

Rejeição dos candidatos

Outro ponto relevante da pesquisa é o índice de rejeição dos possíveis candidatos. Bolsonaro lidera o ranking, com 57% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. No entanto, ele não está sozinho. Lula tem 45% de rejeição, enquanto Haddad e Ciro Gomes têm 52% cada. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece com 51% de rejeição, sugerindo que sua imagem pública está longe de ser unanimidade.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem 33% de rejeição, enquanto outros nomes menos conhecidos apresentam índices mais baixos, como Ratinho Júnior (32%), Ronaldo Caiado (27%) e Romeu Zema (25%).

Análise e cenário político

A pesquisa Quaest revela a continuidade de um cenário eleitoral polarizado, mas com sinais de desgaste de algumas figuras políticas. A manutenção da rejeição elevada a Bolsonaro (57%) pode ter impacto direto na capacidade do bolsonarismo de se reorganizar em torno de uma nova candidatura. Por outro lado, o campo da esquerda também enfrenta desafios, como o dilema sobre a reeleição de Lula e a necessidade de consolidar um nome que possa dar continuidade ao projeto político em 2026.

Para o analista político Jairo Nicolau, “os dados revelam a persistência de um ambiente político fragmentado, mas sem surpresas. Lula segue sendo o grande nome da esquerda, enquanto o bolsonarismo, mesmo enfraquecido, ainda tem potencial para manter sua base fiel”.

A eleição de 2026 já começa a ser desenhada, mesmo a quase três anos de distância. Os dados da Quaest indicam que Lula e Haddad têm vantagem contra todos os adversários testados, mas a rejeição de Lula e a pressão para que ele não concorra à reeleição podem reconfigurar o campo progressista. Do outro lado, o campo conservador busca uma nova liderança, e Michelle Bolsonaro surge como a maior aposta.

A continuidade desse cenário dependerá, contudo, da conjuntura política e econômica nos próximos anos, bem como dos desdobramentos das investigações contra Jair Bolsonaro e da habilidade de Lula em manter o apoio de sua base eleitoral.


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Uma resposta para “Lula venceria todos os adversários em 2026, diz pesquisa Genial/Quaest”

  1. Maria Elza spack disse:

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tá enfrentando a turma de adeputados e senadores adiveesario dele com bravura não é fácil enfrentar esse povo covarde boicotando tudo que ele tenta fazer isso só o Lula consegue outro candidato não conseguiria eu tenho nojo desses deputados e senadores tão judiando do povo por não aprovar os projetos aí o Dólares não para de subir mais vou fazer campanha contra eles para não serem mais eleitos

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