Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Poder
Atlas/Intel mostra que aprovação de Lula atinge melhor nível desde janeiro de 2024
Publicado em 24/10/2025 1:59 - Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
A pesquisa Atlas/ Bloomerang, divulgada nesta sexta-feira (24), aponta que o presidente Lula (PT) pode vencer todos os adversários em primeiro turno nas eleições de 2026. Lula ampliou sua vantagem em todos os cenários. No levantamento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece atrás do ministro Fernando Haddad (PT), em um dos cenários de primeiro turno.
CLIQUE PARA SEGUIR A SEMANA ON NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO WHATSAPP
Na primeira rodada de votação, Lula segue em uma crescente nas intenções de voto, iniciada em agosto deste ano ano, atingindo o melhor patamar da série. O levantamento mostra que o atual presidente teria 52% contra contra cinco dos presidenciáveis e 51% contra Ratinho Jr.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) se mantém acima de 30% e houve estabilidade em relação a setembro. Em um cenário contra Michelle Bolsonaro (PL), o presidente também lidera a disputa com 51% das intenções de voto, registrando uma vantagem de mais de 25 pontos percentuais. Ronaldo Caiado (União Brasil) aparece com 9% das intenções.
Em cenário sem Tarcísio ou um nome da família Bolsonaro, Lula também registra 51% das intenções de voto e lidera com ampla vantagem. Ronaldo Caiado atinge 15% das intenções e Romeu Zema (Novo) chega a 10,6%, empatado com Ratinho Jr (PSD).
Em um cenário em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, representa a esquerda, Haddad lidera a disputa com 43,1% das intenções de voto, seguido por Tarcísio de Freitas com 30,1%.

Segundo turno
No segundo turno, contra Tarcísio, Michelle ou e um cenário hipotético contra Jair Bolsonaro, que está inelegível, Lula abriu uma vantagem de oito a nove pontos percentuais. Contra governadores da direita, as margens vão de 14 a 17 pontos percentuais a favor de Lula.
Contra Tarcísio, Lula cresceu pouco mais de 1 ponto percentual, enquanto o governador de São Paulo caiu na mesma magnitude. Lula marca 52% e Tarcísio de Freitas, 44%. Não sei/Branco/Nulo somam 6,9%.
Contra Michelle Bolsonaro, Lula marca 52% e Michelle, 43%. Não sei/Branco/Nulo somam 5%. Em um cenário hipotético contra Jair Bolsonaro, Lula alcança 52% e o ex-presidente, 44%. Não sei/Branco/Nulo somam 4%.
Em um cenário com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lula segue com 52% e Zema, 35%. Não sei/Branco/Nulo somam 14%. Contra Ronaldo Caiado, Lula marca 52% e governador de Goiás, 36%. Não sei/Branco/Nulo somam 12%.
Contra Ratinho Jr., Lula Lula marca 51% e o governador do Paraná, 37%. Não sei/Branco/Nulo somam 12%.
A pesquisa ouviu 14.063 pessoas adultas brasileiras entre os dias 15 e 19 de outubro deste ano. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

Aprovação de Lula atinge melhor nível desde janeiro de 2024
A aprovação do presidente Lula (PT) subiu e atingiu o melhor nível desde janeiro de 2024, superando a desaprovação pelo segundo mês consecutivo. É o que aponta a pesquisa Atlas/ Bloomerang divulgada nesta sexta-feira (24). 51,2% aprovam o presidente, enquanto 48,1% desaprovam.
Ainda segundo a pesquisa, pela primeira vez desde novembro de 2024, as avaliações positivas do governo superaram as negativas. 48% dos brasileiros consideram a gestão petista como ótima ou boa. Outros 47,2% avaliaram como ruim ou péssimo e 4,8% classificaram o governo como regular. Na última pesquisa, realizada em setembro, o governo era considerado ruim ou péssimo por 48% dos entrevistados e bom ou ótimo por 46,2%. Já os que consideravam regular somavam 5,8%.

Governo Lula supera Bolsonaro em avaliação em todos os temas
A pesquisa da Atlas/ Bloomerang aponta, ainda, que, em todas as áreas medidas, o governo Lula recebe uma percepção de que estão melhores do que no governo Bolsonaro. A maior diferença se dá em áreas como Políticas sociais e redução da pobreza; Relação Internacionais; Moradia e Educação.
As áreas com menor diferença pró-governo Lula são as de Segurança Pública, Impostos e Carga Tributária e Responsabilidade Fiscal e Controle de Gastos.
Pesquisa acende alerta no grupo de Tarcísio
A provocou um abalo interno nos que são entusiastas da candidatura do governador paulista Tarcísio de Freitas ao planalto no ano que vem. Além de mostrar que Lula venceria todos os adversários testados, inclusive Tarcísio, ainda no primeiro turno, a pesquisa também aponta que Fernando Haddad supera o governador paulista em simulações de primeiro turno — um dado que os próprios aliados admitem não esperar.
Segundo membros da articulação política do grupo, o impacto foi imediato. “O cenário ficou mais complexo do que estávamos analisando”, resumiu uma fonte envolvida nas conversas. Nos trackings internos do campo bolsonarista, Lula já aparecia numericamente à frente, a novidade foi Haddad em posição superior a Tarcísio.
A preocupação não é apenas eleitoral, mas simbólica: “O governo está conseguindo se recompor na narrativa de eficiência e estabilidade, enquanto a oposição ainda não encontrou uma agenda que empolgue fora das redes”.
Interlocutores de Tarcísio avaliam que o governador precisa recalibrar sua comunicação, mas que isso não é uma tarefa simples. O governador paulista depende do bolsonarismo e seus votos, porém também acaba herdando também a rejeição do ex-presidente, a mesma que deu a vitória a Lula em 2022. Essas mesmas fontes reconhecem que não é uma tarefa simples já que o governador tem identificação com a extrema direita e o que o PT vem se esforçando para reforçar o viés político extremista de Tarcísio.
Entre aliados de Bolsonaro, há quem admita que a AtlasIntel acendeu um alerta: o campo conservador segue dividido entre o legado do ex-presidente e a tentativa de renovação liderada por Tarcísio. A dúvida é se haverá tempo para consolidar um nome competitivo sem o peso das investigações e sem a dependência total do eleitorado mais ideológico.
O diagnóstico de uma das lideranças que acompanha o governador sintetiza o clima: “Os dados não inviabilizam o projeto, mas mudam completamente o ritmo. Vamos ter que correr antes do governo consolidar o discurso de estabilidade”.
Oposição no Congresso pode fortalecer Lula
A tensão entre o governo Lula e o Congresso, que já marca o fim de 2025, tende a se acirrar ainda mais em 2026, ano eleitoral. Mas, para o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), o embate pode acabar favorecendo o presidente diante da opinião pública.
“Quanto mais o Congresso atua contra Lula, mais Lula se fortalece diante da opinião pública”, afirmou Ramirez em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. Segundo ele, embora o petista enfrente uma forte oposição legislativa, o cenário do próximo ano é favorável. “Não há outro candidato da frente progressista de esquerda tão forte quanto Lula”, disse.
Ramirez avalia que o PT deve explorar o desgaste de parlamentares bolsonaristas e usar o Congresso como palco político. “O objetivo do partido é jogar pautas desconfortáveis para a direita. À medida que o PT lança pautas, perde dentro da Câmara, o que já era esperado, mas vence na opinião pública”, explicou.
O cientista político também comentou o arquivamento do processo de cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que classificou como “um absurdo”. Segundo ele, “quanto mais a Câmara procurar defendê-lo, mais sujará sua imagem diante da opinião pública”.
Ramirez destacou ainda a nomeação de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência como sinal de um realinhamento político. “A escolha de Boulos reforça o laço de Lula com os movimentos sociais e prepara o cenário para 2030”, afirmou. Segundo o professor, Lula vive um momento em que “não tem nada a perder” e pode acentuar políticas de esquerda.
Apesar do favoritismo popular, o cientista político alertou para os limites do governo dentro do Legislativo. “Lula tem sérias dificuldades dentro da Câmara. É preciso reverter esse quadro, e o PT precisa ter muito claro isso. A campanha eleitoral para o Congresso no próximo ano será uma das mais decisivas desde a redemocratização”, disse.
Dino obriga Estados e municípios a seguir regras de transparência para emendas
Deixe um comentário