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Poder

Genial/Quaest indica Lula à frente, mas Flávio encurta distância

Vantagem do presidente cai 11 pontos em seis meses, mas ele ainda lidera em todos os cenários

Publicado em 12/02/2026 1:11 - Semana On

Divulgação Reprodução

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consolidou-se como o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (11).

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Embora Lula lidere todos os cenários de primeiro turno testados, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece isolado na segunda posição, com desempenho superior ao de outros nomes da centro-direita e da direita avaliados no levantamento.

A pesquisa simulou sete cenários distintos. Lula oscilou entre 35% e 39% das intenções de voto, mantendo a dianteira em todos. Flávio Bolsonaro registrou percentuais entre 29% e 33%, assegurando com folga o segundo lugar nas hipóteses testadas.

Outros nomes incluídos foram os governadores Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Eduardo Leite (PSD). Ratinho apareceu com 7% e 8%; Zema marcou 4% nos quatro cenários em que foi testado; Caiado pontuou 4%; e Leite variou entre 3% e 4%.

Também foram mencionados o ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão), ambos com desempenho inferior aos governadores. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não foi incluído, pois afirma que não pretende disputar a Presidência.

O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00249/2026.

Segundo turno: vantagem menor e tendência de aproximação

Nos cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem sobre todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, a diferença é de cinco pontos percentuais: 43% a 38%.

Diante de Ratinho Júnior, o presidente tem 43% contra 35%. Contra Caiado, 42% a 32%. Em eventual disputa com Zema, a diferença é de 11 pontos (43% a 32%). Contra Eduardo Leite, o placar é 42% a 28%. Já frente a Aldo Rebelo e Renan Santos, Lula registra 44%, enquanto ambos aparecem com 25%.

O dado mais relevante, contudo, é a redução consistente da vantagem de Lula sobre Flávio ao longo dos últimos seis meses. Em agosto de 2025, a distância era de 16 pontos percentuais (48% a 32%). O intervalo diminuiu para 10 pontos em dezembro (46% a 36%), caiu para sete em janeiro (45% a 38%) e chegou a cinco pontos em fevereiro (43% a 38%).

A tendência indica erosão gradual da margem do presidente e fortalecimento do senador como principal polo de oposição.

Rejeição elevada e polarização consolidada

A pesquisa também mediu a taxa de rejeição dos pré-candidatos. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 55% dos entrevistados — mesmo índice registrado em janeiro. Lula aparece com 54%, também estável em relação ao mês anterior.

Entre os demais nomes, Ratinho tem 40% de rejeição; Caiado, 35%; Zema, 34%; Eduardo Leite, 35%; Aldo Rebelo, 26%; e Renan Santos, 19%.

Os números indicam que, embora liderem as intenções de voto, Lula e Flávio também concentram os maiores índices de resistência do eleitorado — sinal de que a polarização permanece como eixo estruturante do cenário eleitoral.

São Paulo: cenário distinto em levantamento regional

Pesquisa divulgada pela Paraná Pesquisas apresenta quadro diferente no estado de São Paulo. No levantamento, realizado entre 6 e 10 de fevereiro com 1.580 eleitores em 78 municípios paulistas, Lula aparece atrás de Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e Ratinho Júnior em simulações de segundo turno.

O contraste entre o cenário nacional e o paulista reforça a dimensão regional da disputa e antecipa um fator decisivo para 2026: a capacidade dos candidatos de ampliar suas bases além de seus redutos políticos tradicionais.

PENDURICALHOS


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