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Poder
Na CNT/MDA, Lula aparece à frente contra todos os adversários
Publicado em 16/04/2026 10:02 - Semana On
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A mais recente pesquisa da Quaest revela uma inflexão no cenário eleitoral projetado para 2026. Em simulação de segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 42% das intenções de voto contra 40%. Apesar da diferença, os números configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento foi divulgado na quarta-feira (15).
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É a primeira vez que Flávio Bolsonaro supera Lula nesse recorte específico da pesquisa. A série histórica recente mostra uma redução gradual da vantagem do presidente: após liderar por dez pontos em dezembro, Lula viu a diferença cair para sete em janeiro e cinco em fevereiro, até chegar ao empate de 41% registrado em março.
Além das intenções de voto, o estudo detalha o comportamento do eleitorado diante do eventual confronto direto. Entre os entrevistados, 2% se declararam indecisos, enquanto 16% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 9 e 13 de abril. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-09285/2026.
Nos cenários alternativos testados, Lula mantém vantagem consistente sobre outros possíveis adversários. Contra Romeu Zema (Novo), o presidente registra 43%, ante 36% do adversário. Diante de Ronaldo Caiado (PSD), a diferença é de oito pontos (43% a 35%). Já em confronto com Renan Santos (Missão), Lula amplia a vantagem para 44% contra 24%. No cenário inédito contra Augusto Cury (Avante), o presidente aparece com 44%, enquanto o adversário soma 23%.
Nessas simulações, o percentual de indecisos oscila entre 4% e 5%, e os índices de votos brancos, nulos ou abstenções variam de 17% a 28%, indicando um contingente relevante de eleitores fora da disputa direta.
A avaliação do governo também apresenta sinais de estabilidade dentro da margem de erro. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, enquanto 45% a aprovam; 5% não souberam ou não responderam. Quando questionados sobre o desempenho do governo, 42% o classificam como negativo, 31% como positivo e 26% como regular.
A divulgação dos dados provocou reação do ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Em entrevista à CNN Brasil, Haddad argumentou que há um descompasso entre a percepção dos eleitores e os indicadores objetivos da economia.
Segundo ele, embora predomine uma visão negativa sobre a situação do país, há sinais de melhora na experiência individual dos cidadãos. “Se você pergunta para a pessoa se ela acha que a vida dela vai melhorar, mais da metade responde que sim”, afirmou. Para o ministro, o Brasil vive um momento de “ciclo de desenvolvimento sustentável” do ponto de vista macroeconômico, o que, na avaliação dele, contrasta com a leitura mais pessimista captada pelas pesquisas.
No cenário de primeiro turno, os dados também apontam liderança de Lula, com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Ainda assim, a inversão observada no segundo turno sugere um ambiente eleitoral mais competitivo e volátil, em que a percepção do eleitorado pode desempenhar papel decisivo na consolidação das candidaturas.
A pesquisa CNT/MDA, divulgada na terça-feira (14) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém vantagem em cenários de segundo turno contra todos os adversários. O cenário mais competitivo é contra Flávio Bolsonaro, no qual Lula aparece com 44,9% das intenções de voto, frente a 40,2% do oponente.
Apesar da liderança, o levantamento aponta uma leve queda no desempenho do presidente, que recuou quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em novembro de 2025.
Nos demais cenários, a vantagem é mais ampla. Contra Romeu Zema, Lula registra 45,2%, enquanto o adversário soma 31,6%. Já diante de Ronaldo Caiado, o presidente alcança 44,4%, contra 32,7%.
Pela primeira vez, a pesquisa também simulou disputas com Aldo Rebelo e Renan Santos. Em ambos os casos, Lula mantém a liderança, com 45,4% contra 29,1% de Rebelo e 45% frente a 28,3% de Renan Santos, ampliando sua vantagem sobre diferentes perfis de adversários.
Realizado em parceria com o Instituto MDA, o levantamento ouviu 2.002 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 8 e 12 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Além das intenções de voto, a pesquisa também avaliou temas como aprovação do governo, perspectivas para emprego e renda, impacto das apostas on-line no endividamento, percepção sobre golpes virtuais, confiança nas instituições e efeitos da guerra no Irã sobre os preços de combustíveis e alimentos no Brasil.
O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02847/2026.
Já a pesquisa da Futura/Apex divulgada na segunda-feira (13) mostra que o senador Flávio Bolsonaro venceria o presidente Lula em eventual 2º turno.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores de 895 cidades brasileiras, no período de 7 a 11 de abril. O índice de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-08282/2026.
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