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Ele terá PL e PT na vice-presidência: veja como deve ficar a Mesa Diretora
Publicado em 30/01/2025 10:04 - Semana On
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No próximo sábado (1º), o Senado Federal realiza a eleição para a escolha do novo presidente da Casa e da nova composição da Mesa Diretora. O cenário atual aponta para uma vitória quase certa de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que conta com o apoio de sete partidos e 70 senadores — número expressivamente superior aos 41 votos necessários para garantir a presidência.
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A sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que esteve à frente do Senado entre 2021 e 2023, traz outros nomes na disputa, mas sem grande força política. Além de Alcolumbre, também concorrem ao cargo Soraya Thronicke (Podemos-MS), Marcos do Val (Podemos-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes (PL-SP).
Com uma base de apoio formada por partidos como PSD, PL, PT, PP, PSB e PDT, Alcolumbre desponta como o candidato favorito. O senador já presidiu o Senado entre 2019 e 2021, quando foi eleito com 42 votos — um a mais do que o mínimo necessário na época. Durante sua gestão, teve papel estratégico na condução de pautas relevantes e, hoje, lidera o ranking de governismo entre os candidatos, votando de acordo com a orientação do governo em 84% das proposições, conforme o Radar do Congresso.
A força política de Alcolumbre é ampliada pelo apoio do PSD, maior bancada da Casa, e pela aliança com o atual presidente, Rodrigo Pacheco. “O apoio majoritário coloca Alcolumbre em uma posição de ampla vantagem, com pouca margem para reviravoltas no pleito”, avaliam fontes do Senado.
Candidaturas isoladas enfrentam dificuldades
Marcos Pontes, ex-ministro do governo Bolsonaro, é um dos concorrentes, mas sua candidatura enfrenta resistências internas, inclusive dentro do próprio PL. O ex-presidente Jair Bolsonaro criticou publicamente a candidatura de Pontes, argumentando que ela prejudica as negociações da sigla por cargos estratégicos. Apesar disso, o senador reafirmou sua candidatura e prometeu defender pautas como anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e oposição ao aborto.
Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Podemos-ES) também se colocam como candidatos, mas são considerados “azarões”. Ambos têm como bandeira principal o combate ao Supremo Tribunal Federal (STF). Girão acusa o Senado de se acovardar diante do Judiciário e promete “reaproximar os brasileiros da Casa”. Já Marcos do Val, censurado em suas redes sociais, sustenta que, caso eleito, dará seguimento aos pedidos de impeachment de ministros do STF.
Soraya Thronicke (Podemos-MS) é a única mulher na disputa e lidera a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação do Senado. Sua candidatura, oficializada em março de 2024, tem foco em temas de inovação e regulamentação de produtos tecnológicos, como os cigarros eletrônicos. Apesar disso, sua campanha é vista como mais simbólica do que competitiva.
Acordos fecham composição da Mesa Diretora
Com a provável vitória de Alcolumbre, a nova Mesa Diretora já começa a se desenhar. O senador Eduardo Gomes (PL-TO) deve assumir a 1ª vice-presidência, em consenso entre os partidos, enquanto o senador Humberto Costa (PT-PE) ficará com a 2ª vice-presidência, conforme acordo partidário.
Daniella Ribeiro (PSD-PB) ocupará a 1ª Secretaria, representando o maior partido da Casa. Já os cargos da 2ª, 3ª e 4ª Secretarias ainda não foram oficialmente confirmados. O senador Laércio Oliveira (PP-SE), no entanto, é cotado para a 4ª Secretaria, conforme indicado por sua assessoria.
A função da Mesa Diretora é estratégica para o funcionamento do Senado. Composta por sete parlamentares, ela é responsável por conduzir os trabalhos legislativos e definir a pauta de votações. O presidente do Senado, por exemplo, tem o poder de convocar sessões, definir a Ordem do Dia e gerenciar a tramitação de matérias importantes.
Cenário político: o impacto da reeleição de Alcolumbre
A volta de Davi Alcolumbre ao comando do Senado é interpretada como uma vitória do governo e da articulação política no Congresso. O Planalto, que busca estabilidade nas relações com o Legislativo, vê na candidatura de Alcolumbre uma chance de fortalecer a base aliada e garantir a tramitação de pautas prioritárias.
A oposição, por sua vez, aposta nas candidaturas simbólicas de Girão, Pontes e Marcos do Val para pressionar o Senado em relação às demandas contra o STF. No entanto, analistas políticos apontam que essas candidaturas servem mais para marcar posição do que para ameaçar o favoritismo de Alcolumbre.
Com o cenário praticamente definido, a eleição do próximo sábado promete apenas formalizar o retorno de Davi Alcolumbre à presidência do Senado. As atenções, no entanto, estarão voltadas para a composição final da Mesa Diretora e os acordos políticos que podem emergir após a votação.
Atual Mesa Diretora do Senado:
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