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Poder
Manifestações de ontem expõem enfraquecimento do bolsonarismo
Publicado em 08/09/2025 9:15 - Semana On
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A cena era difícil de ignorar: um gigantesco bandeirão dos Estados Unidos aberto no coração da Avenida Paulista enquanto manifestantes gritavam o nome de Donald Trump, em pleno feriado da Independência do Brasil. No mesmo instante em que o país completava 203 anos de soberania formal, parte da extrema direita brasileira pedia socorro a uma potência estrangeira, exaltando um ex-presidente americano que impôs um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e condiciona sua suspensão a interferências diretas no Judiciário e no Congresso Nacional.
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O episódio, protagonizado por militantes bolsonaristas neste 7 de Setembro, revela mais do que contradições pontuais. Expõe um movimento em crise simbólica, ideológica e estratégica. A defesa da pátria — retórica central do bolsonarismo desde 2018 — foi, neste caso, sequestrada por uma performance política que rasga qualquer verniz de soberania. O gesto virou presente político para o governo Lula, que há meses tenta colar no ex-presidente e seus aliados a pecha de traidores da pátria.
O “presente” que veio da bandeira errada
A tentativa de internacionalizar a causa bolsonarista, sob a figura de Trump, não é nova, mas ganha contornos de desespero diante da iminente condenação de Jair Bolsonaro pelo STF, acusado de tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. A pressão por anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 foi o principal mote dos protestos, agora com um novo elemento: a exigência de Trump para que o STF suspenda o julgamento ou que o Congresso aprove uma anistia ampla — condição para reavaliar o tarifaço sobre o Brasil.
A estratégia, no entanto, é perigosa. A imagem da bandeira norte-americana sendo reverenciada por multidões pode ser usada pela extrema direita dos EUA como suposta “prova” de apoio popular no Brasil ao bolsonarismo. Mas, como lembra a mais recente pesquisa Datafolha (agosto de 2025), 55% dos brasileiros são contra a anistia aos golpistas de 8 de janeiro, contra 35% favoráveis. A maioria silenciosa do país não está na rua — e definitivamente não está coberta pela bandeira de outro país.
Uma lei americana, um orgasmo virtual
O ponto alto da euforia digital bolsonarista foi a aplicação da lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. Criada originalmente para punir autocratas e violadores de direitos humanos em ditaduras, a legislação foi instrumentalizada por aliados de Trump para aplicar sanções contra autoridades brasileiras, num gesto sem precedentes em relações entre democracias. Moraes não recuou. E o STF manteve o julgamento.
Já os “patriotas” brasileiros, ironicamente, celebraram a ingerência estrangeira. A sanção, articulada pelo deputado Eduardo Bolsonaro com parlamentares republicanos nos EUA, teve o efeito de um “levanta-defunto” nas redes sociais, como definiu um analista próximo ao Planalto. A exaltação virtual foi tamanha que até o pastor Silas Malafaia, organizador do ato da Paulista e investigado por obstrução de Justiça, criticou o movimento em áudio revelado pela Polícia Federal: “Desculpa, presidente. Esse seu filho Eduardo é um babaca inexperiente que está dando a Lula e à esquerda o discurso nacionalista, e ao mesmo tempo te ferrando.”
Malafaia, ao que parece, entendeu o custo simbólico de trocar o verde-amarelo pelo vermelho-azul das listras norte-americanas.
Patriotas importados
O desfile bolsonarista no 7 de Setembro não teve apenas discursos inflados contra o STF. Trouxe também um curioso elemento visual: bonés da campanha “Make America Great Again” (MAGA), usados por políticos como o governador Tarcísio de Freitas e outros aliados. O contraste com o desfile oficial em Brasília foi evidente: bonés azuis com os dizeres “Brasil Soberano” e “O Brasil é dos Brasileiros” distribuídos entre o público, além de crianças com bandeirinhas e forte presença das cores nacionais.
Desde o impeachment de Dilma Rousseff, o verde e o amarelo foram sequestrados por setores da direita radical. Agora, o governo Lula tenta reverter esse monopólio simbólico, usando os mesmos tons em campanhas e eventos oficiais. Com as imagens da bandeira dos EUA dominando a manifestação da Paulista, esse processo de “desbolsonarização” do patriotismo ganhou um impulso inesperado.
Como observou Camila Rocha, cientista política e autora de Menos Marx, mais Mises (Todavia), “o bolsonarismo sempre usou símbolos nacionais como camadas de verniz para um projeto autoritário com inspiração internacional. Quando esse verniz racha, o que aparece é justamente essa dependência simbólica do que vem de fora”.
A soberania que virou meme
No final, o que deveria ser uma celebração da independência se tornou um episódio emblemático da dependência política e simbólica. A defesa da soberania foi entregue a um ex-presidente estrangeiro, que cobra interferência em instituições democráticas para aliviar tarifas comerciais.
A bandeira dos EUA na Paulista é mais do que uma imagem constrangedora: é a confissão pública da falência de um discurso. Como resume uma fonte do Planalto: “Trump e os Bolsonaros deram a Lula o presente que ele não conseguiu comprar: transformaram a soberania nacional em uma bandeira vermelha, branca e azul.”
Traição à pátria nos EUA
Enquanto manifestantes bolsonaristas agitavam uma bandeira dos Estados Unidos na Avenida Paulista no feriado da Independência, pedindo apoio de uma potência estrangeira contra instituições brasileiras, poucos pareciam lembrar que, nos Estados Unidos, atos semelhantes poderiam ser enquadrados como traição, um crime punido com prisão perpétua — ou até pena de morte.
O contraste é gritante. O mesmo país exaltado por bolsonaristas em busca de apoio internacional contra o Supremo Tribunal Federal e o governo Lula tem, em seu ordenamento jurídico, uma das legislações mais severas do mundo quando o assunto é lealdade à pátria. E essa rigidez não é retórica política: está inscrita tanto no Código Penal quanto na própria Constituição dos Estados Unidos.
O artigo III da Constituição americana define de forma inequívoca:
“A traição contra os Estados Unidos consistirá apenas em declarar guerra contra eles ou em aderir aos seus inimigos, dando-lhes ajuda e conforto.”
O Código Penal dos EUA, por sua vez, detalha as penas:
“Quem, devendo lealdade aos Estados Unidos, declarar guerra contra eles ou aderir aos seus inimigos, dando-lhes ajuda e conforto dentro dos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar, é culpado de traição e sofrerá a pena de morte, ou prisão e multa, e será incapaz de exercer qualquer cargo público nos EUA.”
(18 U.S. Code § 2381 – Treason)
Ou seja, não há saída honrosa para quem atenta contra a soberania americana: a condenação por traição retira para sempre o direito de ocupar qualquer função pública e, dependendo da gravidade, pode levar à execução.
Para a condenação, exige-se um padrão probatório alto: ou confissão voluntária, ou testemunho de duas pessoas que presenciaram o mesmo ato. A ideia é evitar perseguições políticas, sem abrir mão do rigor.
Punições exemplares — e duradouras
Na história dos Estados Unidos, apenas 40 pessoas foram formalmente acusadas de traição, e 13 foram condenadas. Três delas foram executadas. A última acusação, em 2006, foi contra Adam Gadahn, um cidadão americano que gravava vídeos de propaganda para a Al-Qaeda. Ele morreu em um ataque aéreo antes de ser julgado.
Mas a legislação americana vai além da traição formal. Crimes como sedição, rebelião, insurreição e até defesa da derrubada do governo também estão previstos no ordenamento jurídico.
A sedição é definida como conspirar para “derrubar, derrubar ou destruir pela força” o governo dos EUA ou impedir que ele exerça suas funções. Diversos envolvidos na invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021 — um episódio com semelhanças simbólicas e discursivas ao 8 de janeiro brasileiro — foram acusados de sedição. Muitos só escaparam da cadeia graças aos perdões concedidos por Donald Trump.
Há ainda o crime de insurreição, que trata de rebeliões armadas com a participação de duas ou mais pessoas, e o crime de incitação à derrubada do governo, que pune até mesmo quem ensina, publica ou defende a necessidade de um levante armado contra o Estado.
Traidores não têm lugar de honra
Nos EUA, não há ambiguidade quanto ao destino político e jurídico dos que atentam contra a pátria. São banidos da vida pública, presos ou, em casos extremos, executados. Mais do que um código penal severo, o país alimenta uma cultura histórica de intolerância à traição, profundamente enraizada na ideia de Estado-nação e soberania.
É esse mesmo país que hoje serve de referência para setores da extrema direita brasileira que, paradoxalmente, atacam instituições nacionais enquanto pedem apoio a líderes estrangeiros. A contradição é evidente: exaltam uma nação que, se aplicasse a mesma lógica jurídica ao Brasil, os trataria como criminosos de guerra.
Na América, como se diz, não há perdão para quem se alia a inimigos do Estado. No Brasil, enquanto isso, se discute anistia para quem depredou as sedes dos Três Poderes e sonhou com a volta da ditadura.
O silêncio que fala alto
Nas manifestações do 7 de Setembro, entre faixas escritas em inglês pedindo “Freedom for Bolsonaro” e cartazes com o rosto de Donald Trump, não houve uma só voz que mencionasse o que significa, em solo americano, o crime de trair o próprio país. A exaltação dos EUA não é acompanhada de compromisso com seus valores institucionais — apenas com suas conveniências políticas.
Se o discurso bolsonarista ainda tenta se sustentar em uma retórica de patriotismo, a performance do último sábado deixou claro que esse patriotismo é seletivo e oportunista. E, como mostrou a história americana, oportunismo contra a pátria não garante lugar na história — garante julgamento.
A queda de braço que esvazia
Com presença abaixo do esperado e discursos repetitivos, atos do 7 de Setembro expõem enfraquecimento do bolsonarismo e mostram uma base cada vez mais fragmentada
Menos de 45 mil pessoas se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo. Embora o número possa parecer expressivo, ele representa uma queda significativa em relação a mobilizações anteriores da base bolsonarista e confirma uma tendência já observada por analistas: o movimento perde fôlego, coesão e capacidade de mobilização.
No Rio de Janeiro, os apoiadores se concentraram em um único quarteirão de Copacabana — um recuo visível diante de protestos massivos organizados no mesmo local durante os anos de governo Bolsonaro. A avaliação do historiador João Cezar de Castro Rocha, presente no ato carioca, sintetiza o novo momento do bolsonarismo: “A manifestação foi um grande fracasso. […] A massa bolsonarista compacta, aguerrida, unida, densa, parece não mais existir”.
Os dados levantados pelo Monitor do Debate Político do Cebrap em parceria com a ONG More in Common reforçam essa percepção. Segundo a análise de imagens aéreas por inteligência artificial, a manifestação em São Paulo reuniu entre 37,1 mil e 47,3 mil pessoas, com pico estimado em 42,2 mil — número inferior ao registrado no mesmo local em 2024 (45,4 mil). Em Copacabana, a contagem foi de 42,7 mil, também distante da adesão registrada em anos anteriores.
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Retórica repetitiva e radicalização difusa
O conteúdo dos discursos pouco evoluiu. A retórica central segue baseada em ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), exaltações à figura de Bolsonaro e apelos por anistia. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou os ministros do STF de “perversos, tiranos e injustos”, em um áudio gravado e divulgado nos atos. Disse ainda que “crianças foram levadas para um campo de detenção montado na Polícia Federal” e que “idosas foram espancadas na cadeia” — afirmações sem provas e que integram o repertório de desinformação amplamente difundido por canais bolsonaristas.
Nem mesmo o tom inflamado de Michelle gerou comoção. “Apareceu, em um certo momento, uma gravação da Michelle Bolsonaro, como se fosse uma comentarista da rádio ‘Jovem Pan’. Ainda assim, o entusiasmo da multidão foi pouco”, avaliou novamente Castro Rocha. A fala do historiador remete ao desgaste simbólico do bolsonarismo: as figuras centrais já não são suficientes para mobilizar de forma contundente.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta equilibrar sua imagem entre a gestão institucional e a lealdade ao bolsonarismo, adotou tom abertamente hostil ao STF. Defendeu a anistia ampla aos golpistas de 8 de janeiro e afirmou: “Não vamos aceitar a ditadura de um Poder sobre o outro. Chega”. A fala foi interpretada como um recado direto ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “tirano”.
A tentativa de internacionalizar a pauta
O que mais chamou a atenção neste 7 de Setembro, especialmente em São Paulo, foi a tentativa de traduzir o discurso bolsonarista para o público internacional. Faixas e cartazes em inglês e italiano tomaram as grades próximas ao palanque. “SOS Trump, Bolsonaro Free”, “Freedom for Zambelli” e “Libertá per Zambelli” indicam uma estratégia articulada para sensibilizar atores externos e denunciar o que os manifestantes chamam de “ditadura da toga”.
No entanto, esse esforço revela mais uma fragilidade do que uma expansão estratégica. A dependência simbólica de figuras como Donald Trump, e o uso da bandeira dos Estados Unidos nas vestimentas dos manifestantes, expõem o esvaziamento da narrativa patriótica que antes mobilizava multidões em torno de símbolos nacionais, como a camisa da seleção brasileira.
Fragmentação e esvaziamento
O afastamento de Bolsonaro das ruas — atualmente em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica — tem contribuído para o esfacelamento de sua base. Investigações da Polícia Federal apontam que o ex-presidente e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), tentaram interferir na tramitação dos processos judiciais relacionados ao 8 de janeiro. Silas Malafaia, organizador dos atos e também investigado por obstrução de Justiça, tenta manter o protagonismo, mas sua figura já não mobiliza como antes.
A presença de parlamentares bolsonaristas — como Bia Kicis, Zé Trovão, Flávio Bolsonaro e Eduardo Pazuello — não foi suficiente para reverter o esvaziamento. Kicis chamou o desfile cívico-militar de “desfile de comunistas” e Trovão declarou: “Os dias de vocês estão se acabando”, em referência ao presidente Lula e ao ministro Moraes. A retórica incendiária permanece, mas o impacto parece cada vez menor.
Um movimento que se reorganiza ou se desfaz?
O bolsonarismo, que desde 2018 se estruturou como uma força político-eleitoral robusta e organizada, parece agora atravessar uma fase de dispersão. A ausência de novos discursos, o desgaste das lideranças e a judicialização da estratégia política têm corroído a capacidade de mobilização do grupo.
Como destaca a cientista política Camila Rocha, autora de Menos Marx, mais Mises (Editora Todavia), “o bolsonarismo não é apenas uma expressão do antipetismo; ele é um projeto político autoritário e duradouro que se alimenta do conflito constante com as instituições”. A continuidade desse projeto, no entanto, dependerá da sua capacidade de renovação — algo que, por ora, não se observa nas ruas.
Entenda os próximos passos do julgamento de Bolsonaro no STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na terça-feira (9) o julgamento do núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados.
O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.
Nesta semana, o colegiado vai iniciar a votação que pode condenar Bolsonaro e os outros réus a mais de 30 anos de prisão.
Foram reservadas as sessões dos dias 9,10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento.
Pesam contra os acusados a suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro e assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula. A denúncia também cita o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023
Quem são os réus?
Próximos passos
Na terça-feira, às 9h, a sessão será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, será passada a palavra ao relator, ministro Alexandre de Moraes, que será o primeiro a votar.
Em sua manifestação, Moraes vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.
Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre as questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito. Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.
Sequência de votação
Após o voto do relator, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:
A maioria de votos pela condenação ou absolvição ocorrerá com três dos cinco votos do colegiado.
Prisão
A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática após o julgamento e só poderá ser efetivada o após a análise dos recursos contra a condenação.
Recursos
Em caso de condenação com um voto a favor da absolvição, Bolsonaro e os demais réus terão direito a mais um recurso para evitar a prisão, a ser analisado também pela Primeira Turma. A condição pode ser obtida com placar de 4 votos a 1, por exemplo.
Com a publicação do acórdão com o eventual placar desfavorável, as defesas poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que tem objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. Em geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado.
Para conseguir que o caso seja julgado novamente e levado a plenário, os acusados precisam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2.
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