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Poder

Apesar da alta na desaprovação, Lula venceria em 2026

Pesquisa Atlas/Intel mostra favoritismo do presidente

Publicado em 12/02/2025 9:17 - Semana On

Divulgação Ricardo Stuckert

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Apesar de enfrentar um índice considerável de desaprovação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue como o favorito para vencer a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Atlas/Intel divulgada ontem (11) em parceria com a agência Bloomberg. O levantamento reforça o cenário já apontado por outras pesquisas recentes, como a da Quaest: mesmo com críticas à sua gestão, Lula ainda se mantém à frente dos principais adversários em todos os cenários simulados.

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A pesquisa revela que 51,4% dos entrevistados desaprovam a administração do petista, enquanto 45,9% a aprovam. O índice de rejeição, embora expressivo, não tem sido suficiente para impulsionar seus potenciais concorrentes ao Planalto. O presidente venceria a eleição em todos os cenários projetados, com uma única exceção: no caso de um segundo turno contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), há um empate técnico, com Lula numericamente à frente.

Comparação entre Lula e Bolsonaro divide opiniões

O levantamento também analisou como os eleitores avaliam a gestão de Lula em relação à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O resultado mostra um país polarizado: 48,5% consideram o governo do petista melhor, enquanto 45,8% o avaliam como pior. Essa diferença está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais.

A divisão reflete um embate político contínuo entre lulistas e bolsonaristas, que ainda marca o cenário eleitoral brasileiro. Enquanto Lula tenta consolidar sua base e buscar apoio entre os indecisos, Bolsonaro e seus aliados tentam canalizar a insatisfação popular para construir uma oposição viável.

Perfis de aprovação e rejeição ao governo Lula

A pesquisa detalhou os segmentos que mais aprovam e desaprovam o governo atual. A rejeição ao presidente é mais acentuada entre os homens, com 59% de desaprovação e 38% de aprovação. Já entre as mulheres, o cenário se inverte: 53,5% aprovam sua administração, contra 44,1% que a reprovam.

Entre os grupos religiosos, Lula enfrenta forte resistência dos evangélicos, que registram 80,1% de desaprovação à sua gestão. Entre os católicos, a situação é mais equilibrada, com uma leve maioria (51,9%) apoiando seu governo, enquanto 47,4% o desaprovam.

A desaprovação também é maior entre os mais jovens. Na faixa etária de 16 a 34 anos, 57,1% rejeitam sua administração, enquanto apenas 37% a aprovam. A resistência se mantém entre aqueles de 35 a 44 anos, com 58% de desaprovação e 41,8% de aprovação. Em contrapartida, o cenário se reverte entre os mais velhos: na faixa de 45 a 59 anos, Lula conta com 54,3% de aprovação, e entre os eleitores com 60 anos ou mais, o índice positivo é de 54,1%.

Cenários para 2026

Mesmo diante da desaprovação expressiva, Lula segue como o nome mais forte para 2026. Na repetição do embate de 2022, o petista teria 44% das intenções de voto contra 40,6% de Bolsonaro. Candidatos como Simone Tebet (4,9%) e Ciro Gomes (4,5%) aparecem com desempenhos mais discretos.

Outras simulações testadas pelo Atlas/Intel mostram que Lula venceria também contra diferentes postulantes da direita. Contra Tarcísio de Freitas, ele teria 41,1% dos votos, enquanto o governador paulista ficaria com 26,2%. Nomes como Ronaldo Caiado (5,9%), o cantor Gusttavo Lima (5,6%) e Simone Tebet (4,1%) aparecem muito atrás.

Caso o candidato da direita fosse o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula também venceria com 40% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente ficaria com 24,2%. Outras opções testadas incluem Caiado (7,5%), Gusttavo Lima (5,2%) e Tebet (4,4%).

No segundo turno, Lula mantém vantagem em todos os cenários simulados. Ele teria 45,7% contra 44,7% de Tarcísio; 47,4% contra 36,5% de Caiado; 47,6% contra 43,4% de Bolsonaro; 49,6% contra 36,4% de Eduardo Bolsonaro; e 49,8% contra 29,7% de Pablo Marçal.

Cenário eleitoral permanece instável

A pesquisa Atlas/Intel aponta que, apesar da alta desaprovação, Lula segue como o favorito para 2026, beneficiado pela fragmentação da oposição e pela ausência de um nome capaz de consolidar o eleitorado anti-PT. Bolsonaro ainda mantém forte influência, mas sua inelegibilidade pode deixar a direita sem um nome natural para o próximo pleito.

O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 31 de janeiro, com 3.125 entrevistados via questionário online geolocalizado. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O cenário segue indefinido, mas uma coisa é certa: o Brasil continuará polarizado até 2026.

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