Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Semana On

21/06/2026 - Desde 2009 informando com qualidade

Nos apoie:

Chave PIX:

19.485.790/0001-70

QR Code para doação

Mato Grosso do Sul

Riedel fala sobre novos investimentos para MS após viagem a Nova York

Governador destaca bioenergia, florestas e estabilidade fiscal a investidores internacionais

Publicado em 16/05/2025 9:26 - Semana On

Divulgação Gov MS

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Na arena global dos investimentos, em um mundo em transição energética, disputas comerciais acirradas e cadeias produtivas em reorganização, Mato Grosso do Sul tenta consolidar-se como polo estratégico para negócios sustentáveis, inovação em bioenergia e expansão florestal. Foi com esse discurso que o governador Eduardo Riedel cumpriu uma agenda intensa em Nova York, durante a Sugar & Ethanol Week e o fórum Brazil and the World Economy, promovido pelo BTG Pactual. Diante de investidores internacionais, o governador não apenas defendeu o potencial econômico do estado, mas também posicionou Mato Grosso do Sul no epicentro das discussões sobre segurança alimentar, energética e ambiental.

CLIQUE PARA SEGUIR A SEMANA ON NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO WHATSAPP

“Foi um dia e meio extremamente produtivo. Essas agendas colocam o Mato Grosso do Sul como destino final de muitos investimentos”, afirmou Riedel ao destacar que, além dos encontros institucionais, o estado esteve no centro das atenções de agentes financeiros globais, fundos de investimento e representantes de cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, bioenergia e infraestrutura logística.

Entre os anúncios mais robustos, destaca-se o acordo entre a J&F Investimentos, holding do grupo JBS, e a Paper Excellence, pelo controle da Eldorado Brasil Celulose, com promessa de aportes superiores a R$ 25 bilhões no setor florestal. Trata-se de uma das maiores apostas do setor privado no estado, consolidando Mato Grosso do Sul como um dos principais celeiros brasileiros na produção de celulose de fibra curta, com foco em mercados globais cada vez mais exigentes em critérios de sustentabilidade e rastreabilidade.

O setor de bioenergia também figurou como protagonista nas conversas. Riedel reuniu-se com investidores especializados em etanol de milho, biometano e novas tecnologias de captura e reaproveitamento energético. “As conversas que tivemos com financiadores e agentes do mercado asseguram que os investimentos em biocombustíveis vão continuar, seja no etanol de milho, seja nas usinas de cana-de-açúcar para biometano”, reforçou o governador.

Esse movimento dialoga com uma tendência global de diversificação das matrizes energéticas e busca por fontes renováveis. Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que o Brasil lidera a produção mundial de biocombustíveis e que o Centro-Oeste desponta como fronteira de expansão não apenas agrícola, mas também energética, dada a sinergia entre grãos, florestas plantadas e novas tecnologias industriais.

MS e o desafio geopolítico das novas barreiras comerciais

O governador também aproveitou a viagem para, junto aos colegas Tarcísio de Freitas (SP) e Eduardo Leite (RS), debater com analistas e investidores americanos os impactos das recentes guerras comerciais, sobretaxações e novos padrões ambientais exigidos por mercados como União Europeia, China e Estados Unidos. Segundo Riedel, esses encontros foram fundamentais para alinhar estratégias que permitam aos estados produtores brasileiros não apenas defender suas exportações, mas reposicionar seus produtos em cadeias mais sofisticadas e de maior valor agregado.

“Estamos discutindo com os maiores especialistas dos Estados Unidos como fica o Brasil, em especial estados produtores como Mato Grosso do Sul e São Paulo, diante dessa nova dinâmica mundial de tarifas, fechamento de mercados e exigências ambientais. Nosso foco é um só: emprego, renda e desenvolvimento para nossa gente”, declarou Riedel.

Nesse contexto, o alerta de especialistas como Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington, ecoa forte: “O mundo entrou numa nova fase de desglobalização, com reforço de barreiras não tarifárias, exigências ambientais mais duras e uma corrida por cadeias produtivas mais curtas e seguras. Estados brasileiros precisam estar preparados para negociar em outras bases”.

A busca por segurança jurídica e estabilidade fiscal como trunfos

Além do potencial produtivo, Riedel apostou na estabilidade fiscal e na segurança jurídica como diferenciais competitivos do estado frente a outros concorrentes latino-americanos. Em sua fala aos investidores, o governador destacou a recente elevação da nota de crédito do estado por agências classificadoras de risco, o equilíbrio das contas públicas e o compromisso do governo em manter um ambiente favorável ao investidor privado.

Essa estratégia dialoga com o cenário interno brasileiro de baixo crescimento e alta volatilidade política, reforçando a tese de que os estados que oferecerem maior previsibilidade e segurança institucional terão vantagens na atração de capital externo.

Ao final, Riedel saiu de Nova York com a convicção de que Mato Grosso do Sul precisa ocupar lugar de protagonismo nas grandes discussões globais sobre sustentabilidade, energia e segurança alimentar. A aposta é ambiciosa, mas, diante das transformações em curso na economia mundial, pode ser também a mais estratégica.

Avanço das onças nas cidades expõe crise ambiental no Pantanal


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *