25/05/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Riedel entrega licença para instalação da fábrica da Arauco e MS se transforma em Polo Mundial de Celulose

Produtores de SP anunciam novo investimento no setor de citricultura em Três Lagoas

Publicado em 10/05/2024 2:13 - Semana On

Divulgação Gov MS

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O Mato Grosso do Sul, mais especificamente a região leste do Estado, consolida ainda mais sua posição de polo mundial de celulose. Representantes do governo do Estado e da multinacional Arauco, se reuniram nesta sexta-feira (10) para discutirem o início da instalação da fábrica no município de Inocência, e para entrega da licença de instalação do empreendimento.

Considerado um dos principais empreendimentos do setor agroindustrial e de celulose no mundo, a unidade em Inocência da multinacional de origem chilena Arauco impulsiona e transforma positivamente a região, a partir do desenvolvimento sustentável e planejado. A chegada da fábrica convida a região como ‘Vale da Celulose’.

Executivos da Arauco estiveram com o governador Eduardo Riedel e com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, apresentaram as novidades relativas ao negócio e receberam a licença de instação da unidade, o primeiro passo para a materializar a operação e consolidar a liderança de Mato Grosso do Sul como um polo mundial de produção desse componente, base de uma ampla cadeia.

Com previsão de investir R$ 15 bilhões em Mato Grosso do Sul, a Arauco pode dar início ao serviço de terraplanagem – prevista para iniciar em julho – da área que abrigatá o complexo do Projeto Sucuriú. A fábrica, que deve iniciar a operação em 2028.

“A obtenção da licença de instalação é um marco fundamental para o Projeto Sucuriú, já que nos permite avançarmos às próximas etapas determinantes para, finalmente, iniciarmos a construção da planta. Isso tudo é resultado da sinergia e do esforço em conjunto tanto da empresa como dos governos estadual e municipal, que acreditaram, acima de tudo, no legado que a Arauco vai deixar para a cidade de Inocência e para Mato Grosso do Sul”, afirma o CEO da Arauco no Brasil, Carlos Altimiras.

Já o governador Eduardo Riedel frisa que a instalação da Arauco em Mato Grosso do Sul é uma transformação, do ponto de vista socioeconômico e estrutural, atendendo as expectativas de crescimento que o Estado tem atualmente.

“Sem começar a construção da fábrica, a atividade econômica já tem mais de mil funcionários na região. Com o início a partir de julho, e com o cronograma das obras, eu não tenho dúvidas que nos próximos quatro anos, quando está previsto para iniciar a atividade industrial, haverá grandes oportunidades. A gente celebra o dia de hoje entregando a licença de instalação, é um marco importante nesse processo de crescimento”, destaca Riedel.

Celulose

O grupo chileno Arauco é um dos maiores conglomerados industriais no mercado global nos setores de celulose, produtos de madeira, reservas florestais e bioenergia. A fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul, no município de Inocência, deve investimentos estimados de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15 bilhões). Com operação programada para o primeiro trimestre de 2028, a fábrica terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose ao ano.

Denominado ‘Projeto Sucuriú’, a nova fábrica de Mato Grosso do Sul terá capacidade para produzir sozinha quase a metade da atual capacidade instalada de celulose do Grupo Arauco, que é equivalente a 5,2 milhões de toneladas, passando o conglomerado chileno a produzir 7,7 milhões de toneladas/ano a partir de 2028.

A empresa opera no setor de celulose no Chile, Argentina e Uruguai, com cinco plantas de celulose instaladas nesses países. No Brasil a Arauco está presente no Brasil desde 2002, e possui hoje quatro plantas destinadas à produção de painéis de madeira nos estados do Paraná e no Rio Grande do Sul.

A Arauco é a primeira empresa florestal do mundo a ser certificada como carbono neutro, e tem previsão de contar com autossuficiência energética na fábrica de celulose de Inocência, com a produção em fontes renováveis. A geração de energia seria a partir do reaproveitamento de biomassa (cascas, lignina, entre outros insumos) não utilizada no processo da fabricação da celulose.

“É uma das indústrias [de celulose] mais limpas do planeta, tem a capacidade de fixar carbono e gerar um balanço positivo”, diz Riedel.

Infraestrutura

Para acompanhar o crescimento de Inocência e o aumento populacional, o Governo de Mato Grosso do Sul tem como prioridades de infraestrutura a construção de um acesso rodoviário à fábrica, pela MS-377, além da instalação de terceira faixa em pontos estratégicos da mesma rodovia.

Também está prevista a pavimentação de 38 quilômetros da MS-316, entre Inocência e Paraíso das Águas e a implantação de um aeroporto na cidade, entre outras obras. Essas e outras medidas estão previstas no Plano Estratégico de Organização de Territorial (PEOT) do município e parte dos projetos já está em andamento.

O Projeto Sucuriú trará cerca de 12 mil trabalhadores no pico das obras de construção da fábrica, que em operação tem previsão de gerar 500 empregos.

Os secretários Rodrigo Perez (Segov) e Eduardo Rocha (Casa Civil), além do prefeito de Inocência, Antônio Ângelo, e outras autoridades do município e representantes da Arauco, também participaram da solenidade de entrega da licença de instalação, realizada na Governadoria, em Campo Grande.

Produtores de SP anunciam novo investimento no setor de citricultura em Três Lagoas

Mato Grosso do Sul vai receber uma nova produção de citricultura, desta vez na cidade de Três Lagoas. Produtores de São Paulo anunciaram o plantio de laranja em uma área de 5,1 mil hectares, com a intenção inclusive de instalar uma fábrica no futuro. Os empresários se reuniram nesta sexta-feira (10) com o governador Eduardo Riedel.

A nova produção mostra o cenário de expansão da citricultura no Estado, com a chegada de mais produtores que encontraram aqui um ambiente de negócios propício, apoio e parceria com o Governo do Estado, além de clima que favorece esta nova fronteira agrícola.

O empresário Jamil Buchalla Filho, um dos responsáveis pela nova produção, revelou que este investimento em citricultura vai começar com o plantio em uma área de 760 hectares em Três Lagoas, que vai chegar depois a 5 mil hectares. Ela será feita com irrigação e o objetivo do grupo é fazer um fábrica na região.

“Vamos fazer esta nova produção de citricultura no Estado e por isso viemos aqui conversar com o governador. Saímos satisfeitos com a receptividade e portas abertas do Estado. Já estamos com as licenças prontas e vamos começar o projeto, em uma cultura que vai gerar empregos, já que precisa de uma mão de obra maior”, contou Buchalla.

Ele adiantou ainda que na área será feito um viveiro, com as mudas de dentro do próprio Estado. “Resolvemos fazer neste modelo até para garantia de não trazer de outros estados em função da doença de greening. Já compramos uma parte da irrigação para começar o plantio”, completou.

A coordenadora da horticultura da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Karla Nadai, destacou que com o anúncio desta nova produção no Estado, a previsão é que o plantio da citricultura no Mato Grosso do Sul chegue a 15 mil hectares. “Uma grande evolução no setor, que antes contava apenas com 2 mil hectares plantados”.

Ambiente positivo

Para contribuir com este novo cenário positivo, o Governo de Mato Grosso do Sul tem feito sua parte dando todas as condições possíveis para o investimento robusto no setor. Questões importantes para viabilizar o negócio, como infraestrutura, logística, escoamento da produção e até mediação na questão energética estão tendo o apoio dos órgãos estaduais.

Isto contribuiu para vinda de novos investidores de São Paulo, que encontraram no Estado uma alternativa segura da produção, em função da expansão da doença greening no estado paulista, que já afetou a produção que é a maior do país. Mato Grosso do Sul tem uma legislação rígida, com ‘tolerância zero’ a doença. Aqui se a planta estiver doente deve ser erradicada e o pomar monitorado.

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) inclusive emitiu um alerta aos produtores rurais e a população geral sobre o perigo da compra de mudas irregulares, que podem trazer graves problemas aos pomares do Estado, principalmente os urbanos e domésticos em função da doença.

Gigante do setor, o Grupo Cutrale, por exemplo, faz parte deste novo momento de Mato Grosso do Sul. Eles anunciaram o investimento de R$ 500 milhões no plantio de 5 mil hectares de laranja no Estado, que serão produzidos na Fazenda Aracoara, que fica às margens da rodovia BR-060, nos limites entre Sidrolândia e Campo Grande.

Os investimentos seguem em outras cidades. O Grupo Junqueira Rodas começou em abril o projeto de citricultura em Paranaíba, com a intenção de plantar em 1,5 mil hectares, e já anunciaram que vão produzir em Naviraí no segundo semestre, com mais 2,5 mil hectares.


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