17/07/2024 - Edição 550

Mato Grosso do Sul

Golpistas de MS viajaram em caravana para atos terroristas no DF

Nas redes sociais, Andrea Barth de Naviraí gravou um vídeo dentro do ônibus mostrando sul-mato-grossenses indo até Brasília

Publicado em 09/01/2023 9:12 - G1MS

Divulgação

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Motorista em Naviraí (MS), Andrea Barth registrou imagens ao vivo dos atos terrorista que depredaram os prédios da Praça dos Três Poderes em Brasília, no domingo (8). Além de acompanhar a invasão, Andrea também registrou depoimentos dos sul-mato-grossenses que seguiam até o local.

O vídeo começa com um homem, identificado apenas como Amauri que relata estar seguindo para Brasília em busca da liberdade. Ainda nos depoimentos, uma mulher, não identificada, afirma estar “fazendo inveja para aqueles que não tem coragem”.

Um outro homem, identificado como Cláudio, afirma “nós temos que buscar o que é nosso, a nossa liberdade”. Com 18 anos, um menino de blusa preta declara “sou jovem patriota, rumo a Brasília”.

No fim do vídeo, um homem de boné ameaça “estamos juntos, vamos lá arrebentar a cabeça de timbada. Vamos desgraçar com a vida dele”. Ao lado, outro sujeito de camisa azul avisa “você vai escapar de um raio, mas não escapa de mim hoje”.

O registro de imagens foi postado na conta de Andrea, no aplicativo Tiktok. Em seguida, ela gravou outros vídeos, convidando as pessoas a invadirem o local e também mostrando como foi o ato terrorista.

No vídeo também aparece um empresário de Ponta Porã (MS), identificado como Paulinho. No local, ele mostra estar de máscara de proteção contra os gases e grava as pessoas correndo dentro e fora do plenário.

Assim como o empresário, Tadeu, um aposentado da Marinha que atua como prestador de serviços, também filmou a violência e disse “invadimos não, tomamos conta da casa do povo”. Em contradição, ele declara “vamos tirar o ladrão, esse pessoal que não foi votado honestamente. É na raça agora, agora é guerra!”.

Assista aos vídeos no G1MS

Empresário e aposentado da Marinha também fazem parte do ato em Brasília — Foto: Redes sociais

Servidor público compartilha foto com fuzil em grupo de professores e diz: ‘tô pronto se precisar atirar em petista’

Um servidor público compartilhou uma foto segurando uma arma em um grupo de WhatsApp de professores e funcionários de uma escola municipal em Campo Grande. Junto ao registro, o agente patrimonial escreveu a seguinte mensagem: “tô pronto se precisar atirar em petista”.

Fontes da área de segurança pública disseram que a arma que aparece na fotografia é um fuzil.

Ao G1, o servidor público se apresentou como Lucas e confirmou ter enviado a foto no grupo. Questionado sobre o motivo de ter compartilhado as mensagens, o agente patrimonial disse que o fez por engano.

Lucas disse que estava comemorando a virada do ano, e um conhecido ofereceu a arma para ele fazer o registro.

“Assim que mandei a foto e a mensagem, apaguei. Apaguei no mesmo minuto. A diretora da escola está ciente da situação. Eu escrevi a mensagem por engano e logo depois avisei minha chefia. A foto eu enviei errada, e a mensagem foi o corretor ortográfico”, disse o agente patrimonial.

O agente patrimonial relatou que a mensagem foi um equívoco do corretor ortográfico, mas não disse o que pretendia escrever na mensagem.

Professores e outros servidores da escola municipal onde o servidor trabalha informaram que se sentiram ameaçados com as mensagens e a foto publicada por Lucas.

A foto foi publicada no dia 31 de dezembro em um grupo de WhatsApp com professores e outros servidores da escola, que fica na Vila Carvalho, em Campo Grande.

Depois que a foto foi publicada, alguns servidores reagiram a mensagem e outros “printaram” a publicação, que acabou sendo compartilhada em outros grupos de funcionários públicos de Campo Grande.

“Fiquei preocupada, isso é ameaça. A pessoa está ameaçando. Muitas pessoas estão preocupadas”, disse a professora Eugênia Portela, que compartilhou a foto das mensagens nas redes sociais.

A Polícia Civil foi procurada para saber se algum registro de ocorrência foi feito sobre o caso, porém, até a última atualização desta matéria, nenhum retorno foi obtido.

Posição da Semed

“A Secretaria Municipal de Educação (Semed) esclarece que a postagem foi realizada em um grupo de WhatsApp. O servidor, que é agente patrimonial, apagou a mensagem em seguida e esclareceu que postou de maneira equivocada. A Semed lamenta o ocorrido e esclarece que não é conivente com qualquer conduta que fomente a violência.”

 


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2 respostas para “Golpistas de MS viajaram em caravana para atos terroristas no DF”

  1. Vera Penzo disse:

    Uma vergonha. Sem anistia para golpistas, terroristas bolsonaristas e para seus cúmplices.

  2. Victor Barone disse:

    Sem anistia!

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