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Mato Grosso do Sul
Do combate aos incêndios até o apoio à comunidade, Bombeiros fazem a diferença na região
Publicado em 26/11/2025 1:31 - Semana On
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Atendimentos médicos e odontológicos, e a distribuição de cestas básicas, roupas, kits de higiene e brinquedos são algumas das iniciativas promovidas pelo Governo de Mato Grosso do Sul nas comunidades ribeirinhas do Pantanal através da Expedição de Educação Ambiental no Pantanal, realizada pela PMA (Polícia Militar Ambiental). Em 2025 a ação chega a sua 10ª edição, levando conhecimento, serviços essenciais e inclusão social às comunidades mais remotas do bioma.
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Neste ano a iniciativa aconteceu entre os dias 11 e 21 de novembro. O momento mais emblemático ocorreu em Albuquerque com a entrega de uma cadeira de rodas motorizada ao menino Igor, gesto que sintetiza o caráter humano e comunitário da expedição. A etapa terrestre, entre os dias 11 e 15, percorreu Porto da Manga, Distrito de Albuquerque e Porto Esperança.
Já do dia 16 em diante a operação seguiu pelo rio Paraguai, passando por Jatobazinho, Paraguai Mirim, São Lourenço e pela Aldeia Uberaba, onde funciona a Escola Estadual Indígena que marcou o ponto final da missão. A vacinação antirrábica de cães e gatos foi incorporada às atividades neste ano, contribuindo para a prevenção de zoonoses nas comunidades visitadas.
Em cada parada, o Projeto Florestinha também promoveu atividades lúdicas, teatro de fantoches, palestras e jogos didáticos sobre proteção da fauna, preservação das águas, pesca legal, piracema e prevenção de incêndios florestais. Outras ações da expedição envolvem orientações sobre manejo responsável dos recursos naturais.
A 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental de Corumbá é quem conduz a logística e a programação pedagógica da expedição, que também conta com reforço de policiais de outras subunidades do 1º Batalhão.
Considerada uma das maiores iniciativas socioambientais contínuas do país, a expedição foi criada em 2016 com apenas uma embarcação, a operação se transformou em um movimento estruturado, com três barcos do tipo hotel, equipes multidisciplinares, voluntários e policiais ambientais preparados para atender comunidades ribeirinhas, assentamentos rurais e aldeias indígenas ao longo do rio Paraguai, mesmo em condições climáticas adversas.
A edição de 2025 reúne uma ampla rede de parceiros, fortalecida ao longo dos últimos dez anos: CACTVS e Agraer, Ministério Público do Trabalho, IASB, GPA, ECOA, Chalana Esperança, Unicesumar, voluntários da PMA, União BR, Defesa Civil, SOS Pantanal e Fundação de Meio Ambiente do Pantanal.
A articulação interinstitucional amplia o alcance das ações e reforça o compromisso com a conservação do Pantanal e o desenvolvimento sustentável das famílias pantaneiras.
A Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) também integra a ação, a acompanhando através do tenente-coronel QOPM Cleiton da Silva, assessor de Polícia Militar Ambiental na pasta, reforçando a integração do Governo do Estado na promoção de educação ambiental e cidadania no território pantaneiro.
“Essa expedição representa um instrumento essencial de educação ambiental, aproximação comunitária e valorização do bioma. Ao apoiar a iniciativa e acompanhar de perto suas atividades, o Governo do Estado reforça a importância de políticas continuadas que fortaleçam a consciência ambiental, respeitem culturas tradicionais e promovam a sustentabilidade nas áreas mais sensíveis do Pantanal sul-mato-grossense”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.

Do combate aos incêndios até o apoio à comunidade, bases avançadas dos Bombeiros fazem a diferença na região
Implementadas como estratégia de resposta rápida aos incêndios florestais no Pantanal, as bases avançadas do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul vêm se consolidando como estruturas essenciais não apenas para o combate ao fogo, mas também para o atendimento emergencial aos pantaneiros que vivem nas áreas mais isoladas do bioma.
Nesses locais remotos, onde as formas de comunicação são limitadas e o socorro nem sempre chega com facilidade, pedidos de ajuda surgem de maneira simples, mas igualmente urgentes. E é nas bases avançadas, instaladas em 2024, que os ribeirinhos e moradores das regiões distantes têm encontrado apoio seguro em momentos críticos.
Uma delas, instalada na Serra do Amolar, tornou-se permanente e funciona durante todo o ano. Outras seguem o modelo temporário, sendo ativadas apenas no período mais crítico da seca e seguindo o planejamento anual de prevenção e combate aos incêndios. Elas são estruturadas com equipamentos, viaturas e efetivo e todas oferecem atendimento quando acionadas pelas comunidades isoladas.
Foi o que ocorreu no dia 2 de novembro, quando a equipe dos Bombeiros que atua na base da Serra do Amolar realizou um resgate de emergência no Pantanal do Paiaguás. Um trabalhador rural, de 44 anos, sofreu ferimentos provocados por arma branca em uma fazenda de difícil acesso. A pronta resposta dos militares da base foi decisiva para salvar a vítima.
Diego Teodoro de Jesus, que foi o responsável por acionar os Bombeiros, relatou a importância do atendimento.
“A logística que o Corpo de Bombeiros conseguiu desenvolver aqui, com essa base no Amolar, fez toda a diferença. A resposta foi muito rápida. A embarcação foi fundamental; sem ela, talvez o desfecho fosse outro. O tenente Laertes me orientou o tempo todo por telefone, fez chamada de vídeo, explicou como estancar o sangramento. Graças ao trabalho da base avançada e da lancha rápida, a operação foi um sucesso. Agradeço o empenho do Corpo de Bombeiros pela agilidade com que nos atenderam”, disse.
Essa é apenas uma das inúmeras ocorrências atendidas pelas equipes que permanecem de prontidão nas bases. Entre agosto e setembro deste ano, elas foram acionadas pelo menos sete vezes para atendimentos pré-hospitalares de urgência e emergência que exigiram conhecimento técnico e rapidez por parte dos bombeiros militares.
O ribeirinho Severo Xavier de Farias, morador da Serra do Amolar, também já contou com o apoio da base em mais de uma ocasião. Após três meses sem ir à cidade e com um ferimento no pé, no dia 28 de agosto ele recebeu auxílio dos militares para se deslocar até Corumbá e obter atendimento médico. Durante o trajeto, agradeceu à equipe e lembrou que os bombeiros também atenderam sua esposa quando ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral.
“Quando a gente precisa, procura o bombeiro. Já ajudaram minha esposa quando ela teve AVC. É muito bom ter o Corpo de Bombeiros aqui, porque está ajudando muito a gente”, afirmou.
Outras ocorrências atendidas este ano pelas equipes das bases incluem o socorro a um homem atacado por uma onça, atendimento a vítima de picada de abelhas, busca por pessoa desaparecida, atendimento a uma criança ferida e diversos transportes fluviais e aeromédicos, além de ações cotidianas de apoio aos moradores.
Em setembro, a sede da base avançada na Serra do Amolar foi utilizada como apoio para a operação do projeto Juizado Especial Federal (JEF) Itinerante Fluvial, que levou serviços de cidadania a moradores ribeirinhos e indígenas ao longo do Rio Paraguai, no município de Corumbá.
Ações como essa, somadas à atuação constante dos bombeiros militares, reforçam a importância das estruturas das bases avançadas para garantir assistência rápida e eficiente à população pantaneira.
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