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Mato Grosso do Sul
Pesquisa aponta que até 80% das espécies podem desaparecer até 2100; especialistas pedem medidas urgentes
Publicado em 08/03/2025 12:00 - Semana On
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Um estudo inédito coordenado pelo pesquisador Diego Santana, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e pesquisadores suíços, revelou um cenário alarmante: anfíbios do Pantanal podem ser extintos nos próximos anos devido às mudanças climáticas. A pesquisa, publicada em janeiro de 2025 no renomado Journal of Applied Ecology, aponta que a degradação ambiental já atingiu um estágio crítico, mas ainda há medidas que podem amenizar os impactos.
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A pesquisa identificou que cerca de 17 mil anfíbios vivem na região, tornando-se os animais mais ameaçados de extinção no bioma. Atualmente, menos de 6% do Pantanal é considerado área protegida, o que acelera a vulnerabilidade dessas espécies.
“Até o ano de 2100, em um cenário otimista, 80% das espécies podem ser extintas, o que equivale a cerca de 13 das 74 espécies registradas na região”, alertou Diego Santana.
Impacto das mudanças climáticas
O estudo destaca que a seca severa de 2024, que devastou mais de 2 milhões de hectares do Pantanal, contribuiu significativamente para o declínio da fauna local. Os incêndios florestais intensificados pela crise climática aceleraram a destruição de habitats, colocando anfíbios e outras espécies em risco iminente.
Além disso, a mudança na distribuição das chuvas e o aumento das temperaturas afetam diretamente os ciclos de reprodução e a sobrevivência dos anfíbios, que dependem de ambientes úmidos para sua existência.
Medidas urgentes para a preservação
Embora os pesquisadores afirmem que não é mais possível reverter completamente o quadro, algumas ações podem reduzir os danos e preservar parte da biodiversidade pantaneira. Entre as principais recomendações da pesquisa estão:
– Expansão das áreas protegidas: Atualmente, apenas 6% do território do Pantanal é protegido por parques nacionais e estações ecológicas. A criação de novas unidades de conservação pode garantir refúgios seguros para a fauna.
– Redução da emissão de carbono: A população pode contribuir com a redução do desmatamento e a adoção de práticas sustentáveis que minimizem o impacto ambiental.
– Políticas públicas para preservação ambiental: O fortalecimento de legislações ambientais e o combate a incêndios criminosos são fundamentais para evitar novas catástrofes ecológicas.
– Monitoramento e pesquisas contínuas: Investimentos em ciência e tecnologia podem ajudar na criação de estratégias mais eficazes para a conservação dos anfíbios e de outras espécies ameaçadas.
O futuro dos anfíbios e do Pantanal
A pesquisa reforça a urgência de ações imediatas para evitar uma perda irreversível na biodiversidade pantaneira. Com as mudanças climáticas cada vez mais intensas e eventos extremos como secas e incêndios se tornando mais frequentes, os cientistas alertam que o tempo para agir está se esgotando.
O estudo serve como um chamado para que governantes, organizações ambientais e a população em geral reconheçam a gravidade da crise e adotem medidas concretas para salvar os anfíbios e o Pantanal como um todo.
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