24/05/2024 - Edição 540

Meia Pala Bas

Vai ser ruim, mas vai ser bom

Publicado em 13/01/2017 12:00 - Rodrigo Amém

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Depois da surra que levamos de 2016 e do frenesi supersticioso da virada do ano, chegou a hora de ponderar mais friamente sobre o que nos espera neste ano que começa. Os pessimistas esperam o fim da civilização. Os otimistas esperam o fim da civilização na colisão de um asteroide, para que nosso fim seja indolor. Mas não há razão para tanto. Há uma possibilidade concreta de que 2017 será positivo. Pelo menos em algumas áreas.

Fim da Guerra da Síria

A guerra da Síria vai acabar. Os rebeldes não estão oferecendo muita resistência e tudo leva a crer Assad vai recuperar o controle de Aleppo em 2017. Aí o foco passa a ser reconstruir as cidades e trazer os refugiados de volta e derrotar o Estado Islâmico. Tudo bem, a manutenção de Assad no poder não é necessariamente uma boa notícia. Mas pelo menos as atrocidades contra civis vai diminuir com um eventual tratado de paz.

Erradicação mundial da paralisia infantil

Estamos prestes a erradicar a paralisia infantil do planeta. Apenas 34 casos foram registrados em 2016 e 66 no ano anterior. E, a que tudo indica esse ano será o primeiro sem registros de pólio no planeta.

Países trabalhando juntos por energia renovável

Rússia, China, Coréia do Sul e Japão vão criar a Super Rede Asiática, uma enorme rede de tecnologia solar e eólica que fornecerá energia para estes países e alguns outros. Outros projetos de larga escala como este serão elaborados e iniciados em 2017. Além disso, esta rede é uma incrível maneira de provar que nações podem trabalhar em equipe em tempos de Brexit e Trump.

Melhor arte

Em tempos de governantes opressivos e inescrupulosos, uma coisa costuma florescer: a cultura. Músicos, escritores e diretores usam suas frustrações e desesperanças para fomentar seus trabalhos. O melhor do rock nacional surgiu diante da censura da ditadura militar. Alguns dos clássicos do cinema foram inspirados por governos republicanos altamente conservadores, reacionários e alimentados pelo fantasma da guerra fria. É como disse a saudosa Carrie Fischer: "Take your broken heart, make it into art". Tudo bem, "Deu onda" não é o melhor começo. Mas espera, poxa. Trump nem assumiu ainda.

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Victor Barone

Jornalista, professor, mestre em Comunicação pela UFMS.


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