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Eles em Nós
A Democracia Corintiana dentro e fora do campo
Publicado em 17/11/2025 1:55 - Idelber Avelar
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No começo dos anos 1980, ainda sob ditadura militar, um movimento inovador, inédito, sacudiu o futebol brasileiro: a democracia corintiana. Entre 1981 e 1984, Sócrates, Casagrande, Wladimir, Zenon, Biro-Biro e outros jogadores do Corinthians protagonizaram uma verdadeira revolução.
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O projeto era que tudo fosse discutido entre todos, em uma espécie de praça democrática na qual o voto do roupeiro valia tanto como o do craque do time. Votava-se sobre o esquema tático, sobre existência ou não de reclusão obrigatória antes dos jogos, sobre novas contratações. Do lado de fora, a resistência ao experimento foi forte: diziam que com democracia não se ganhava nada.
O Corinthians da democracia foi bicampeão paulista em uma época em que os estaduais valiam muito e o São Paulo e a Ponte Preta possuíam poderosos esquadrões. Este episódio do Meio de Campo te conta a história da Democracia Corintiana, recheado com uma análise tática de sua última grande vitória em campo, o 4 x 1 sobre o Flamengo nas quartas-de-final do Brasileirão de 1984.
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IDELBER AVELAR
Professor titular na Universidade Tulane (EUA), é autor de “Alegorias da Derrota” (UFMG), “Figuras da Violência (UFMG) e “Eles em Nós; Retórica e Antagonismo Político no Brasil do Século 21 (Record). Prepara um livro sobre a memória e o futebol
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