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Campo Grande
Apenas 10% do público-alvo estão imunizados contra poliomielite em Campo Grande
Publicado em 18/06/2024 11:15 - Semana On
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Desde o mês passado, o Ministério da Saúde está fornecendo doses atualizadas da vacina contra a covid-19 aos estados brasileiros. O novo imunizante inclui a variante XBB.1.5, que combate de maneira mais eficaz o vírus atualmente em circulação. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a vacina já está disponível nas unidades de saúde da Capital.
O infectologista Julio Croda destaca a importância de manter o esquema vacinal em dia, utilizando a nova vacina. “A vacina com a XBB é monovalente e contém a variante mais atualizada, que está em circulação no Brasil e sendo substituída pela JN1 nos EUA e Europa. Quanto mais próxima geneticamente a vacina, maior a proteção, principalmente a longo prazo”, explica Croda.
Ele recomenda que certos grupos recebam uma dose anual ou semestral, independentemente das doses anteriores. “Idosos e imunossuprimidos, que têm maior risco de desenvolver formas graves da doença, devem tomar a dose de reforço a cada seis meses. É crucial que esses grupos atualizem sua proteção com a nova vacina XBB”, enfatiza o médico.
Conforme a Sesau, as doses estão disponíveis em Campo Grande, que possui 74 unidades de saúde, seguindo a orientação do Ministério da Saúde.
Esquema vacinal recomendado a partir de 2024
– Para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, a vacina foi incluída no Calendário de Vacinação. Crianças completamente vacinadas (três doses) com outras vacinas contra covid-19 podem receber mais uma dose do imunizante monovalente XBB;
– Dose anual ou semestral para grupos prioritários com 5 anos de idade ou mais, independentemente do número de doses prévias recebidas;
– Vacinação de pessoas que nunca foram vacinadas com mais de 5 anos que não pertencem aos grupos prioritários: poderão receber uma dose;
– O Ministério da Saúde enfatiza que as vacinas disponíveis nos postos de vacinação continuam efetivas contra as variantes em circulação no país. O esquema vacinal completo, incluindo as doses de reforço, quando recomendado, é essencial para evitar formas graves e óbitos pela doença.
Apenas 10% do público-alvo estão imunizados contra poliomielite em Campo Grande
A vacinação contra a poliomielite não alcançou a meta de imunizar 61 mil crianças em Campo Grande, atingindo apenas cerca de 10% do público-alvo. Até a última sexta-feira (14), aproximadamente 6,4 mil crianças de zero a menores de 5 anos foram vacinadas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
O estado de São Paulo também não atingiu a meta e decidiu prorrogar a campanha de vacinação contra a paralisia infantil até o final de junho. Em Mato Grosso do Sul, a decisão de prorrogar ou não a campanha fica a critério das prefeituras, e Campo Grande optou por não estender o prazo.
Apesar disso, a vacinação contra a poliomielite continua sendo realizada de forma rotineira, com a aplicação de três doses injetáveis do imunizante no público-alvo: uma dose aos 2 meses, outra aos 4 meses e a última aos 6 meses de idade. Além disso, são administrados dois reforços via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade. A vacina está disponível em todas as 74 unidades de saúde da capital e seguirá sendo aplicada conforme a orientação do Ministério da Saúde.
“O fato de as pessoas não verem mais crianças doentes e adultos com sequelas criou a falsa sensação de que a doença foi erradicada, o que não é verdade. Somente a vacinação contínua mantém o vírus erradicado”, explicou Frederico Jorge Pontes de Moraes, gerente de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
“É crucial que todos os pais que ainda não levaram suas crianças para tomar as doses iniciais e de reforço procurem uma unidade de saúde o mais breve possível. Não temos casos de poliomielite no Brasil desde 1989. Em 1994, o país recebeu a certificação de área livre da circulação do poliovírus selvagem. Nosso objetivo é manter esse cenário”, destacou.
Desde 2016, os índices vacinais no país têm registrado queda, colocando o Brasil na lista da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de nações em risco de reintrodução do vírus da pólio.
A poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa causada por um vírus que vive no intestino e pode infectar adultos e crianças. A transmissão ocorre pelo contato direto com fezes ou secreções eliminadas pelo corpo. A doença causa paralisia e, nos casos mais graves, afeta os membros inferiores, podendo causar paralisia de uma perna, pé torto, dores nas articulações e comprometimento de outros músculos, prejudicando a fala e a deglutição.
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