26/02/2024 - Edição 525

Campo Grande

UPAs da Capital utilizam metodologia para melhorar processos de trabalho e reduzir tempo de espera

Além de reduzir desperdícios, a metodologia propõe ampliar a produtividade dos profissionais e otimizar o tempo e a qualidade do atendimento

Publicado em 08/10/2022 10:16 - Semana On

Divulgação Prefeitura CG

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As seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Campo Grande foram escolhidas para integrar  o projeto “Lean nas UPAS”, iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), que tem por objetivo implantar projeto de reestruturação, humanização do fluxo e atendimento nas unidades de urgência e emergência, além de capacitar os profissionais em metodologias de gestão e acolhimento humanizado dos usuários e seus familiares, bem como o monitoramento remoto de indicadores para reduzir o tempo médio de permanência e melhorar os fluxos e processos.

De acordo com a tutora da UFF, Gláucia Rosa de Freitas Silva, o Projeto Lean nas UPAs é uma estratégia criada para qualificar e acelerar o atendimento nestas unidades em todo o país.  Ele tem base na metodologia Lean, de onde surgiu o Sistema Toyota de Produção. Na saúde, é conhecido como Lean Healthcare.

“Os resultados conseguidos com essa ação são a redução no desperdício, maior segurança e capacidade na hora do atendimento, otimização do tempo de espera e permanência, garantindo uma experiência mais positiva ao paciente”, esclarece Gláucia.

A tutora destaca que as unidades participantes de Campo Grande têm apresentado bons resultados, sobretudo a UPA Moreninha, onde 32 indicadores boas práticas de um total de 50 já foram atendidos. A unidade recebeu evento que faz parte do projeto de humanização.

“Isso coloca a UPA da Moreninha como uma das mais eficazes em termos de apresentação de resultados. Acreditamos que até o final do mês a unidade deve finalizar as cinquenta boas práticas se tornando uma das primeiras do país”, destaca. 50 UPAs de todo o país participam do projeto.

Além de reduzir desperdícios, a metodologia propõe ampliar a produtividade dos profissionais e otimizar o tempo e a qualidade do atendimento. Para isso, serão feitos ajustes internos, desde mudanças logísticas até alteração das funções desempenhadas por cada profissional no dia a dia.

Para  o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, projeto vem somar e aumentar a qualidade do atendimento prestado à população. Ele lembra que a reestruturação da rede de urgência, bem como o fortalecimento da Atenção Primária foram fundamentais para que Campo Grande pudesse dar uma boa resposta durante o período crítico da pandemia de Covid-19.

“Graças a todo o trabalho que foi desenvolvido, estruturação da nossa rede, a começar pela Atenção Primária e também das nossas unidades de urgência e emergência, conseguimos superar as adversidades e dar a nossa população um atendimento adequado. Parcerias como estas são fundamentais, pois nos auxilia na implementação de novos processos de trabalho e fluxos internos que certamente impactam diretamente na melhoria do serviço”, comenta.

A metodologia propõe mudanças nos fluxos de trabalho para reduzir desperdícios, ampliar a produtividade dos profissionais e otimizar o tempo e a qualidade do atendimento. Para isso, serão feitos ajuste internos nos fluxos de trabalhos das equipes, desde mudanças logísticas até alteração das funções desempenhadas por cada profissional no dia-a-dia do trabalho.

Para o usuário do serviço não há alterações, o que se pretende ao longo dessas mudanças é a redução do tempo de espera e de permanência nos serviços de saúde e satisfação com o atendimento.

Para o serviço espera-se atingir redução de desperdícios de insumos e mão de obra e otimização do tempo de cada categoria profissional e aumento da capacidade e qualidade de atendimento.

Resultados positivos

No Brasil, a ferramenta de gestão já está sendo aplicada em vários serviços de saúde, com resultados positivos após as mudanças. Desde o início do projeto, houve redução média de 38% na superlotação dos serviços destes saúde, de 41% no tempo de permanência no hospital para pacientes internados e de 27% na necessidade de internamento para pacientes atendidos na urgência e emergência.


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