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Campo Grande
Prefeitura emite alerta e intensifica ações de prevenção
Publicado em 28/10/2024 1:09 - Semana On
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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande emitiu um alerta sobre o surto de hepatite A que vem atingindo a cidade. Até o momento, 60 casos foram registrados em 2024, um número expressivo considerando que no ano anterior não houve nenhum caso da doença. Embora nenhum óbito tenha sido registrado, o crescimento dos casos preocupa as autoridades de saúde e expõe fragilidades no controle da enfermidade.
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Além de Campo Grande, outras cidades do país, como São Paulo, Florianópolis e mais recentemente Curitiba, também reportaram um aumento nos casos de hepatite A desde 2023, o que acende o alerta para uma possível expansão da doença.
Diante do cenário alarmante, a Sesau intensificou as medidas de prevenção e controle, trabalhando em conjunto com o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde (SES). As autoridades estão mapeando o perfil epidemiológico dos infectados, realizando busca ativa de novos casos e orientando pessoas que tiveram contato próximo com os doentes.
Uma nota técnica foi elaborada em parceria com o Ministério da Saúde, direcionada aos profissionais das redes pública e privada, para garantir que estejam bem informados e preparados para lidar com a situação. A colaboração da mídia também foi destacada como fundamental para alertar a população sobre os riscos e formas de prevenção.
Hepatite A: transmissão e sintomas
A hepatite A é uma doença viral transmitida principalmente pela via fecal-oral, sendo frequentemente associada a alimentos ou água contaminada e a más condições de saneamento básico e higiene. O contato pessoal próximo ou sexual com uma pessoa infectada também pode levar à transmissão.
Os primeiros sintomas incluem fadiga, mal-estar, febre e dores musculares. Em casos mais avançados, a pessoa pode apresentar enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia, urina escura e icterícia (amarelamento da pele e dos olhos). O vírus tem um período de incubação que varia de 15 a 50 dias, e a maioria dos sintomas desaparece em até dois meses.
O diagnóstico da doença é feito por meio de exames de sangue, e, embora não haja tratamento específico, a maioria dos casos é resolvida sem complicações. No entanto, casos graves podem requerer hospitalização, especialmente se houver insuficiência hepática aguda. O uso de medicamentos como paracetamol deve ser evitado sem orientação médica, pois pode agravar o quadro clínico.
Prevenção e cuidados
A prevenção da hepatite A envolve principalmente boas práticas de higiene. A Sesau recomenda que as pessoas lavem bem as mãos antes de manusear alimentos, higienizem frutas e vegetais com hipoclorito de sódio e cozinhem bem os alimentos. A desinfecção de superfícies e objetos em ambientes públicos também é essencial. Além disso, a população deve evitar banhos em locais contaminados por esgoto e o compartilhamento de utensílios como bombas de tereré e narguilés.
A vacina contra a hepatite A faz parte do calendário vacinal infantil e deve ser aplicada aos 15 meses de idade. Para pessoas com condições de saúde específicas, como hepatopatias crônicas ou HIV, a vacina está disponível no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), localizado no ambulatório do HRMS, na Avenida Engenheiro Lutero Lopes, no Bairro Aero Rancho.
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