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Campo Grande

Professores pressionam prefeitura de Campo Grande por reajuste de 5,4% no piso do magistério

Sindicato cobra cumprimento de acordo firmado com a categoria e lembra desgaste das negociações salariais ocorridas em 2024

Publicado em 20/05/2026 9:34 - Semana On

Divulgação ACP

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Professores da rede municipal de ensino de Campo Grande voltaram a pressionar a prefeitura pelo cumprimento do reajuste de 5,4% do Piso Nacional do Magistério. A cobrança foi formalizada pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), que encaminhou ofício à prefeita Adriane Lopes solicitando um posicionamento sobre a aplicação do índice ainda neste mês de maio, data-base da categoria.

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A reivindicação ocorre em meio ao encerramento do acordo firmado entre o município e os profissionais da educação em 2024, após um período de intensa negociação entre sindicato e prefeitura. Na ocasião, em meio ao contexto eleitoral que antecedia a tentativa de reeleição da prefeita, os professores protagonizaram uma série de mobilizações até a construção de um entendimento com o Executivo municipal.

O pacto previa a retomada das promoções da carreira docente e estabelecia uma repactuação salarial com validade de três anos. Segundo a ACP, o compromisso vinha sendo cumprido até agora, motivo pelo qual a entidade cobra a continuidade da política de valorização profissional adotada no período.

Presidente da ACP, Gilvano Bronzoni afirmou que o reajuste deste ano já foi oficialmente solicitado à administração municipal e defendeu a manutenção dos termos acordados anteriormente.

“A legislação municipal do piso para 20 horas, nos últimos três anos, teve uma repactuação e ela vem sendo cumprida até agora. Em maio de 2026, devemos ter também os 5,4%. Já encaminhamos à prefeitura a solicitação para que continue cumprindo o que foi pactuado nos últimos três anos”, declarou.

A entidade sindical sustenta que a aplicação do reajuste representa não apenas o cumprimento de um direito legal da categoria, mas também o reconhecimento da importância dos profissionais da educação para o funcionamento da rede pública de ensino e para a formação de milhares de estudantes da Capital.

Na avaliação do sindicato, a valorização salarial está diretamente ligada à melhoria das condições de trabalho e ao fortalecimento da carreira pública docente. A ACP argumenta ainda que os profissionais convivem diariamente com sobrecarga de atividades, ampliação das demandas pedagógicas, limitações estruturais nas unidades escolares e necessidade constante de adaptação às mudanças sociais e educacionais.

Gilvano Bronzoni afirmou que a defesa do piso nacional continuará no centro das pautas da entidade e associou a qualidade da educação pública ao reconhecimento dos profissionais que atuam em sala de aula.

“Não existe educação pública forte sem valorização profissional. Quem está dentro da sala de aula todos os dias precisa ser respeitado, reconhecido e valorizado. O piso é um direito da categoria e continuará sendo uma pauta permanente da ACP”, afirmou o dirigente sindical.

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