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Campo Grande
Prefeitura se nega a retomar o desconto de 20% no pagamento à vista
Publicado em 12/01/2026 9:40 - Semana On
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A Prefeitura de Campo Grande decidiu adiar o início do pagamento do IPTU 2026, ampliando o prazo para os contribuintes e redesenhando o calendário do imposto. A mudança ocorreu após recomendação do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) e em meio à controvérsia gerada pelo reajuste do tributo e pela redução do desconto concedido para pagamento à vista.
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A nova regra foi anunciada pela prefeita Adriane Lopes na noite de sexta-feira (9) e gerou dúvidas entre os contribuintes sobre como ficariam os vencimentos ao longo do ano. Pelo calendário atualizado, quem optar pelo parcelamento não precisará mais quitar a primeira parcela no início de 2026. O pagamento inicial foi transferido para dezembro, sem incidência de juros ou multa.
Na prática, o contribuinte poderá deixar de pagar a primeira parcela no mês originalmente previsto e regularizá-la em qualquer outro momento do ano. Os demais vencimentos, contudo, permanecem inalterados. Isso significa que, no parcelamento em 12 vezes, a parcela “postergada” terá de ser paga juntamente com outra mensalidade, para que o cronograma seja mantido em dia.
Também houve alteração para quem escolhe quitar o imposto em parcela única. O pagamento à vista poderá ser feito até 12 de fevereiro de 2026, com desconto de 10%. O percentual, porém, é inferior ao concedido em exercícios anteriores, conforme reconhece a própria administração municipal.
Calendário do IPTU 2026
Pagamento à vista
Pagamento parcelado
Emissão de boletos e atendimento
As guias do IPTU 2026 são emitidas exclusivamente de forma digital, por meio do site oficial da prefeitura (campogrande.ms.gov.br). O contribuinte deve acessar o banner “IPTU 2026” e informar o número da inscrição municipal do imóvel para gerar os boletos.
Em caso de dúvidas, a prefeitura disponibiliza atendimento pelo Disque 156, pelo WhatsApp (67) 4042-1320 e presencialmente na Central de Atendimento ao Cidadão, na Rua Cândido Mariano, entre as ruas Arthur Jorge e 25 de Dezembro, em horário comercial.
Câmara vê entraves técnicos para retomada do desconto de 20%
Apesar da prorrogação dos prazos, o impasse político em torno do IPTU 2026 permanece. O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto (PSDB), conhecido como Papy, afirmou que a retomada do desconto de 20% para pagamento à vista é tecnicamente complexa e pode interromper a arrecadação do imposto por até 60 dias.
A declaração foi feita na sexta-feira (9), no mesmo dia em que a Comissão Especial do IPTU anunciou o fim das negociações com o Executivo. Segundo o presidente da comissão, vereador Rafael Tavares (PL), não houve avanço nas tratativas para barrar o aumento do imposto ou restabelecer o desconto integral. Uma nova reunião está marcada para esta segunda-feira (12), quando serão definidos os próximos passos.
Papy afirmou que a possibilidade de convocação de uma sessão extraordinária segue em análise, mas depende de uma posição definitiva da prefeita. “Extraordinária é uma opção, mas estamos aguardando a decisão dela. Estão tentando encontrar um caminho para recuar, e é importante que a prefeita tenha retomado o diálogo”, disse.
O presidente da Câmara ressaltou, no entanto, que há obstáculos técnicos relevantes. Segundo ele, a reemissão dos carnês e o recálculo dos valores exigiriam tempo e poderiam paralisar a arrecadação por até dois meses. A avaliação coincide com o posicionamento da prefeita Adriane Lopes, que também alertou para impactos severos nas finanças municipais caso o desconto de 20% seja restabelecido. “Teríamos que relançar todos os carnês. Esse processo levaria cerca de 60 dias, paralisaria parte significativa da arrecadação e prejudicaria o município de forma drástica”, afirmou.
Enquanto o Executivo e o Legislativo seguem em impasse, a Comissão Especial do IPTU discute alternativas legislativas. Há dois projetos em tramitação, de autoria dos vereadores Luiza Ribeiro (PT) e Landmark Rios (PT), além da possibilidade de elaboração de um decreto legislativo ou de um projeto complementar a ser apresentado pela Mesa Diretora da Câmara.
Mesmo durante o recesso parlamentar, os vereadores não descartam a convocação de sessão extraordinária, inclusive de forma remota. Para Rafael Tavares, a pressão popular exige uma resposta institucional. Já a presidência da Câmara pondera que qualquer decisão deverá considerar os efeitos fiscais e administrativos para o município.
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