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Campo Grande
MS tem nova onda de calor com previsão de máxima de 41ºC
Publicado em 23/09/2024 4:20 - Semana On
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Iniciada no domingo (22), a primavera representa um período de transição entre a seca do inverno e as chuvas do verão na região central do Brasil. Considerada a estação com a maior ocorrência de tempestades de rápida duração, a primavera é capaz de gerar chuvas intensas, fortes rajadas de vento e possibilidade de granizo.
De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o período também representa o início da convergência de umidade vinda da Amazônia e retorno mais regular das chuvas, além de ocorrer ainda uma elevação gradativa das temperaturas devido a maior incidência de raios solares.
“Essa combinação faz com que os meses de primavera sejam, historicamente, os mais quentes do ano no Mato Grosso do Sul, em especial, o mês de outubro que é o mês mais quente do ano em vários municípios do Estado”, destaca o órgão.
Apesar do calorão comumente associado ao período, o prognóstico de primavera desenvolvido pelo Cemtec indica que os índices de chuva devem ficar dentro ou próximo da média histórica prevista para o trimestre OND (Outubro-Novembro-Dezembro).
Já quando se trata da temperatura do ar, os valores devem ficar entre acima e muito acima da média para o período, indicando um trimestre mais quente que o normal em Mato Grosso do Sul. Ainda, as condições meteorológicas favorecem a ocorrência de incêndios florestais para os próximos meses.
“Em relação aos dados de previsão de probabilidade de fogo para o período de SON, as regiões pantaneira e sudoeste encontram-se em nível de Alerta Alto e Atenção. Essas condições meteorológicas previstas, para o trimestre SON, são favoráveis para ocorrência dos incêndios florestais”, informa o Cemtec sobre os meses de setembro, outubro e novembro.
O documento também indica 81% de probabilidade para a ocorrência do fenômeno oceânico-atmosférico La Niña. Responsável pelo resfriamento das águas do oceano Pacífico, o acontecimento gera mudanças nos padrões de circulação atmosférica, impactam no regime de chuvas e podem favorecer o surgimento mais frequente de massas de ar frio. Apesar dos impactos, o La Niña não é o único fator que determina as condições climáticas.
Média histórica para o trimestre
De acordo com a média histórica de precipitação esperada para o trimestre em 30 anos, de 1981 a 2010, a chuva esperada para o período varia entre 400 e 500 mm na maioria das regiões. No noroeste do Estado, os acumulados variam entre 300 e 400 mm, já no sul e sudeste a variação ocorre entre 500 e 600 mm.
A respeito da temperatura do ar, a Normal Climatológica da temperatura média esperada para o trimestre OND em 30 anos, de 1981 a 2010, indica que em grande parte do estado os valores deveriam variar entre 24°C e 26°C. Na região noroeste, a variação deveria ser entre 26°C e 28°C, já no extremo sul a temperatura média ficaria entre 22°C e 24°C.
MS tem nova onda de calor com previsão de máxima de 41ºC
Mato Grosso do Sul está sob nova onda de calor. Isso significa que as temperaturas estão 5ºC acima da média para o período com duração de dois a três dias. A máxima hoje (23) deve chegar aos 41ºC. Campo Grande segue com céu parcialmente tomado pela fumaça das queimadas e registra 27ºC nesta manhã.
A temperatura pode chegar aos 38ºC no decorrer do dia, mesmo índice previsto para terça (24) e quarta-feira (25). A Capital tem possibilidade de registrar neste período a maior temperatura do ano, que até agora é de 38,7ºC registrado nos dias 8 e 19 de setembro.
Para a região pantaneira a previsão é de calor ainda mais intensa com máximas de 41ºC em Coxim, Corumbá, Porto Murtinho e Aquidauana. No sul do Estado, Ponta Porã tem máxima de 37ºC e Dourados de 38ºC.
Outras máximas para este início de semana são de 41ºC em Água Clara, 40ºC em Camapuã, Três Lagoas e Paranaíba, 39ºC em Nova Alvorada do Sul, Ivinhema e Nova Andradina, 38ºC em Sete Quedas, Naviraí e São Gabriel do Oeste, e 37ºC em Chapadão do Sul.
A umidade relativa do ar deve atingir os 20% durante o dia. A orientação para minimizar os efeitos do tempo seco é hidratar-se a todo instante e evitar exposição ao Sol e exercícios físicos nos momentos mais quentes do dia.
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