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Saúde
Publicado em 09/10/2018 12:00 -
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Um novo estudo do Laboratório Aravinda de Silva na Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, apresentou a promessa de uma vacina contra o vírus da dengue, usando tecnologia de nanopartículas.
Criar uma vacina eficaz é um desafio devido aos quatro diferentes sorotipos do vírus, os quais uma pessoa precisa ser totalmente protegida para não contrair a dengue. Em artigo publicado no periódico PLOS, Aravinda de Silva, professor de microbiologia e imunologia, detalhou como sua plataforma de entrega de nanopartículas está produzindo uma resposta imunológica mais equilibrada.
O laboratório de Silva usou uma plataforma de nanopartículas produzida com a tecnologia PRINT (Replicação de Partículas em Modelos Não Molhados, em tradução livre), que foi desenvolvida pelo químico Joseph DeSimone.
Em vez de usar um vírus morto para desenvolver a vacina, os pesquisadores se concentraram em retirar a proteína E e ligá-la a nanopartículas para induzir boas respostas imunológicas. Em estudos anteriores de vacinas monovalentes, eles mostraram que a plataforma pode induzir resposta imune protetora em sorotipos individuais. E a nova análise mostra resposta em todos os quatro sorotipos ao mesmo tempo.
"Também estamos vendo uma resposta imunológica mais equilibrada para cada um dos sorotipos, o que significa que a qualidade dos anticorpos neutralizantes criados está levando a uma melhor reação de proteção para o paciente", disse Stefan Metz, um dos autores da pesquisa.
O laboratório realizou os experimentos em sua vacina contra a dengue em colaboração com Shaomin Tian, professor de pesquisa no departamento de microbiologia e imunologia. As proteínas usadas nos experimentos foram produzidas pelo núcleo da Universidade chamado Protein Expression and Purification (PEP).
O próximos passo é otimizar a técnica que eles usam para anexar a proteína E à nanopartícula.
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