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Campo Grande
Convênio entre UFMS e governo prevê recuperação do estádio, fechado desde 2022
Publicado em 27/03/2026 10:20 - Semana On
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A gestão do Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, será oficialmente transferida ao Governo de Mato Grosso do Sul na próxima terça-feira (31), às 14h, encerrando um ciclo de quatro anos de inatividade e degradação do espaço. O acordo foi firmado entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, proprietária do complexo, e a administração estadual, com vigência prevista de até 35 anos.
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A cerimônia de formalização ocorrerá na Governadoria, com a presença do governador Eduardo Riedel, da reitora da UFMS, Camila Ítavo, e do secretário estadual de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda. A articulação política que viabilizou o convênio envolveu negociações ao longo de meses, com atuação do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto.
A transferência é tratada como estratégica para reativar o principal estádio de futebol do Estado. Fechado desde abril de 2022, o Morenão acumula sinais evidentes de abandono, como estruturas deterioradas, arquibancadas sem uso e áreas invadidas pela vegetação.
Para o presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Estevão Petrallas, o acordo inaugura uma tentativa de reconstrução institucional do futebol sul-mato-grossense. Segundo ele, há um esforço conjunto entre governo, universidade e entidades esportivas para reinserir o estádio no calendário oficial.
Nesse arranjo, a federação terá papel operacional relevante, com atuação em frentes como manutenção do gramado, sistema de irrigação, vestiários e pista de atletismo. Também está prevista a busca por recursos junto à Confederação Brasileira de Futebol, o que pode acelerar intervenções estruturais.
Inaugurado em 1971, o Morenão já figurou entre os principais estádios do Centro-Oeste, com capacidade superior a 40 mil torcedores e histórico de partidas relevantes no cenário nacional. O último jogo profissional no local ocorreu em 17 de abril de 2022, quando o Operário-MS venceu o Dourados.
A expectativa, agora, é que a nova gestão viabilize obras de recuperação e permita a reabertura do estádio, restituindo ao Morenão seu papel central no esporte regional — não apenas como equipamento público, mas como símbolo da identidade futebolística de Mato Grosso do Sul.
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