Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Campo Grande
MPMS avalia possível inconstitucionalidade da norma sancionada por Adriane Lopes
Publicado em 28/04/2026 1:02 - Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
Manifestantes ocuparam a Câmara Municipal de Campo Grande na manhã desta terça-feira (28) em reação à lei que impede mulheres trans de utilizarem banheiros femininos em espaços públicos e privados da capital. O ato ocorreu durante sessão legislativa e reuniu grupos que reivindicam a revogação da medida, apontando violações a direitos fundamentais.
SIGA A SEMANA ON NO YOUTUBE, INSTAGRAM, FACEBOOK, TIKTOK, X E WHATSAPP
A legislação, de autoria do vereador André Salineiro, foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes no último sábado (25). Em publicação nas redes sociais, a chefe do Executivo municipal defendeu a decisão sob o argumento de “resguardar o direito das mulheres”. No mesmo vídeo, classificou a situação que motivou a lei como “absurda”, reforçando o posicionamento da administração municipal.
O tema já vinha gerando controvérsia desde a tramitação do projeto na Câmara. Antes mesmo da sanção, sessões legislativas foram marcadas por debates intensos e mobilização de grupos com posições divergentes. Com a transformação da proposta em lei, a discussão ganhou novo fôlego e passou a incorporar questões mais amplas, como segurança, identidade de gênero e garantias de direitos.
Paralelamente à mobilização nas ruas e no Legislativo, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul iniciou a análise da norma. O órgão avalia a legalidade da proibição e possíveis medidas diante de questionamentos formais já apresentados.
De acordo com o MPMS, foram protocolados dois pedidos que solicitam a verificação da constitucionalidade da lei e eventual responsabilização de agentes envolvidos em sua aprovação. As representações partiram de uma advogada trans.
O caso está sob responsabilidade da Procuradoria-Geral Adjunta de Justiça Legislativa, setor encarregado do acompanhamento de normas jurídicas. O procedimento administrativo segue em curso, e o Ministério Público ainda não definiu quais providências poderá adotar.
Enquanto a análise institucional avança, o tema permanece no centro do debate público em Campo Grande, dividindo opiniões e mobilizando diferentes setores da sociedade.
SE FIZER SENTIDO PRA VOCÊ, APOIE O JORNALISMO DA SEMANA ON
MP analisa proibição de mulheres trans em banheiros femininos em CG
Deixe um comentário