25/04/2024 - Edição 540

Campo Grande

Locais improvisados e revezamento de salas: a volta às aulas na rede pública de Campo Grande

Secretaria afirmou que as obras são pontuais. Das 21 escolas que retornariam a receber os estudantes ontem, uma ficou fechada

Publicado em 20/02/2024 11:03 - Gabrielle Tavares e Felipe Ribeiro – G1MS

Divulgação

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Ontem (19), 20 escolas municipais retornaram às aulas em Campo Grande (MS), cinco dias depois que o ano letivo começou oficialmente na Rede Municipal de Ensino (Reme). Apesar da Secretaria Municipal de Educação (Semed) permitir o retorno dos alunos, pais e responsáveis reclamaram das condições estruturais que encontraram ao levarem os filhos até as unidades escolares: salas sem energia elétrica, alunos alojados em depósito e troca de períodos sem aviso prévio.

A escola que aparece no vídeo acima é a Irene Szukala. Segundo os responsáveis, as crianças foram alocadas em um local improvisado, já que as salas de aula não estavam prontas. No entanto, a superintendente de Gestão e Normas da Semed, Clarice Cassol, afirmou que ocorreu um problema pontual na parte elétrica, mas que já foi resolvido.

“A sala que foi organizada para receber os alunos estava sem energia elétrica, foi um problema pontual. Por isso, eles ficaram nesse local, que era o Laboratório de Informática, aguardando que uma outra sala fosse preparada para poder recebê-los. Hoje elas já estão onde deveriam estar, alocadas direitinho conforme tem que ser”, disse.

A superintendente também explicou que as escolas estão participando do “Juntos pela Escola”, programa feito para pintar as paredes das escolas, reformar a rede elétrica e adaptar a estrutura para as normas de acessibilidade.

Na escola municipal Arlene Marques de Almeida, uma mãe, de 41 anos, que preferiu não se identificar, procurou o G1MS para reclamar sobre a obra. Segundo ela, a turma onde o filho estuda precisou revezar a mesma sala de aula com outra turma.

“Uma turma ficava na quadra, enquanto outra ficava na sala e depois trocavam. As salas novas ele falou que só tem parede, nem teto tem ainda, com certeza vai demorar muito”, disse.

Na mesma escola estuda a filha da atendente Jéssica Aparecida da Silva Morais, que destacou outra questão: muitas crianças foram trocadas de período sem os pais terem sido avisados.

“Matriculei ela ano passado, ela já estudava de manhã e confirmei a matrícula dela para o período de manhã, hoje levei de manhã pra estudar, mas tinham mudado ela para o período para tarde, por conta da reforma. Várias crianças, não só ela”, explicou.

Para Jéssica, a direção da escola informou que a reforma ainda vai durar até 30 dias e, só depois, vão tentar trocar a filha dela, de 7 anos, para o período da manhã. “Agora, vou ter que arrumar uma pessoa pra ficar com ela, tinha colocado ela de manhã porque dá certinho o horário que eu trabalho”, afirmou.

Sobre a escola Arlene Marques, a representante da Semed disse que toda obra tem intercorrências, mas que estão fazendo todas as adequações necessárias. “Fazendo todo o esforço possível para causar o menor impacto possível”, destacou.

Em relação à troca de turnos dos alunos, Clarisse afirmou que não teve relação com a obra.

“A gente precisa saber da secretaria. Nós atendemos cada aluno no seu turno, nós fazemos sim adequação de acordo com a necessidade da escola, dos ambientes. Mas eles são, sim, acolhidos no turno em que foram matriculados. Independente das reformas estarem ocorrendo”, completou.


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