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Campo Grande

Limpeza urbana em Campo Grande entra em colapso

Sem receber da Prefeitura, Solurb interrompe serviços e demite 350

Publicado em 23/01/2025 10:22 - Vox MS e CG News - Edição Semana On

Divulgação Reprodução

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A Prefeitura de Campo Grande e a Solurb não renovaram o contrato de limpeza urbana na capital. Como resultado foi suspenso o serviço de limpeza de bocas de lobo e reduzido os serviços de varrição, pintura de meio fio, roçada e capina. Segundo a empresa, o município deve valores à concessionária, levando a demissão de 350 funcionários em dezembro.

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A concessionária garante que, se o valor não for pago “com a maior brevidade possível”, a coleta de lixo e outras atividades podem ser prejudicadas. “Poderá afetar a prestação dos demais serviços prestados…, tais como: coleta de lixo domiciliar, comercial, hospitalar, limpeza de feiras e etc.”, afirma. A Solurb informou que, apesar de estar com negociação aberta, até o momento não houve proposta alguma sobre a quitação das dívidas.

Faltando 15 dias para o início do ano letivo de 2025 na Rede Municipal de Ensino, estudantes, professores e pessoal administrativo deverão encontrar as mais de 200 escolas e creches tomadas pelo mato em Campo Grande.

Desde dezembro do ano passado, por determinação da gestão Adriane Lopes (PP), foram suspensas as ordens de serviço para que a Solurb execute varrição, pintura de meio fio, roçada, capina e limpeza de bocas de lobo.

Algumas unidades de ensino estão tomadas pelo mato tanto na parte externa quanto na interna, conforme mostram fotografias enviadas por pais de alunos, estudantes e professores.

A direção da Solurb confirmou a suspensão das ordens de serviço e anunciou que até o dia 6 de fevereiro, mesmo se a prefeitura autorizasse hoje a retomada das atividades, a concessionária não teria condições de atender as unidades escolares, que somam mais de 200.

Prazo exíguo

Em nota, a empresa explicou que a prefeitura foi cientificada de que serão necessários entre 80 a 90 dias para a retomada dos serviços, já que, conforme argumentou, “será necessário recrutar, selecionar, contratar, treinar e colocar em operação pelo menos 350 trabalhadores”.

Essa é a quantidade de pessoas dispensadas em dezembro passado, quando a prefeitura suspendeu as ordens de serviço.

A respeito da limpeza nas unidades escolares, na qual estão incluídas a roçada, capina e outros serviços, em reunião com técnicos da prefeitura a Solurb foi informada que “neste ano os citados serviços serão realizados diretamente pela Secretaria de Educação”.

Apesar de a diretoria das escolas contarem com recursos financeiros para realizar esses serviços pelo menos na parte interna das unidades, todos os anos, via de regra, a concessionária é quem assume essa responsabilidade.

Mais um calote

Outro problema enfrentado pela Solurb é o atraso no recebimento de pagamento por serviços já prestados ao município. É mais um entre os tantos outros calotes dados pela prefeitura em fornecedores em função da falta de recursos financeiros.

Segundo a concessionária, existem débitos em atraso, mas a definição da data de pagamento está sendo discutida com a prefeitura. No entanto, não há previsão sobre quando o dinheiro será liberado.

Na nota emitida ontem (22), a diretoria da Solurb esclareceu que “a não regularização dos débitos em atrasos com a maior brevidade possível poderá afetar a prestação dos demais serviços, como coleta de lixo domiciliar, comercial, hospitalar, limpeza de feiras e outros itens previstos em contrato”.

A concessionária esclareceu ainda que nos locais onde as operações não foram suspensas, não haverá diminuição na qualidade da prestação dos serviços.

A empresa não informou o valor do crédito que possui com a prefeitura pelos serviços já prestados e que ainda não foram pagos.

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