Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Semana On

21/06/2026 - Desde 2009 informando com qualidade

Nos apoie:

Chave PIX:

19.485.790/0001-70

QR Code para doação

Campo Grande

Fumaça encobre Campo Grande e aulas são suspensas em cidades de MS

Especialistas recomendam o uso de máscaras

Publicado em 13/09/2024 10:45 - Semana On

Divulgação

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

A qualidade do ar em Mato Grosso do Sul atingiu nesta sexta-feira (13) o pior nível do ano. Um denso nevoeiro de fumaça, proveniente de queimadas no Pantanal e na Bolívia, encobriu prédios e comprometeu a visibilidade em Campo Grande.

O professor Widinei Alves Fernandes, do Instituto de Física e coordenador da Estação de Monitoramento da Qualidade do Ar da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), relatou que o corredor de fumaça, originado na Amazônia e em países vizinhos, atravessou o estado. “Estamos registrando concentrações de PM2,5 acima de 110 µg/m³, enquanto os níveis considerados saudáveis ficam abaixo de 10 µg/m³”, explicou Fernandes.

O monitoramento da qualidade do ar, feito pela estação Qualiar da UFMS, confirma que os índices atuais estão em níveis alarmantes, exigindo medidas preventivas.

Efeitos na saúde e uso de máscaras

O otorrinolaringologista Bruno Nakao alertou para os riscos à saúde provocados pela exposição prolongada à fumaça. Segundo ele, o contato com partículas tóxicas pode desencadear problemas respiratórios como faringites, crises de asma, bronquites, e rinites alérgicas.

“O ressecamento da mucosa nasal é uma consequência do ar seco, que pode atingir níveis de umidade abaixo de 12%, elevando os riscos de sangramento e inflamação”, explicou Nakao. Além disso, sintomas como dor de garganta, rouquidão e inflamações na faringe e laringe estão entre os problemas mais frequentes nesse cenário.

O médico destacou que o uso de máscaras é recomendado apenas em casos de exposição aguda à fumaça, enquanto a lavagem nasal seria a medida mais eficaz para lidar com as partículas inaladas.

Aulas suspensas em cidades encobertas pela fumaça

Nas cidades de Corumbá e Ladário, no oeste de Mato Grosso do Sul, a fumaça das queimadas se tornou tão intensa que as autoridades locais decidiram suspender as aulas nesta sexta-feira (13). A população tem adotado o uso de máscaras como precaução.

Segundo o BDQueimadas, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Corumbá lidera o ranking de focos de incêndio no estado, com 97 pontos de calor registrados na quinta-feira (12). No Pantanal, as chamas já devastaram cerca de 3 milhões de hectares, e os primeiros 10 dias de setembro contabilizaram 736 focos de incêndio, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

Além das queimadas no Brasil, a fronteira com a Bolívia, que abrange as cidades de Corumbá e Ladário, também enfrenta uma onda intensa de incêndios desde o início deste mês.

Para conter o avanço do fogo na região, brigadistas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estão atuando em solo boliviano, com o objetivo de evitar que as chamas alcancem a Serra do Amolar, um importante santuário da biodiversidade no Pantanal e Patrimônio Natural da Humanidade. A equipe de reportagem do g1 acompanhou de perto o trabalho desses profissionais.


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *