01/03/2024 - Edição 525

Campo Grande

Em Brasília, Prefeita busca recursos para finalizar obras paralisadas em Campo Grande

Instalação de usina vai acelerar pavimentação e tapa-buracos na capital

Publicado em 25/05/2023 9:50 - Semana On

Divulgação PMCG

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A prefeita de Campo Grande Adriane Lopes passou a terça-feira (23) em Brasília, onde participou de agendas com ministérios, bancada federal e órgãos federais, na busca de investimentos para a capital sul-mato-grossense. A chefe do Executivo Municipal se reuniu com a bancada federal de Mato Grosso do Sul, Sudeco, Ministério da Educação, em busca de recursos. Além de planejar investimentos em pavimentação asfáltica e drenagem, a Prefeitura vem priorizando a retomada das obras que estão paralisadas, que atingem tanto grandes obras de infraestrutura quanto a construção de escolas de educação infantil.

Na capital federal, Adriane se reuniu com a superintendente da Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste) Rose Modesto, na busca de apoio para viabilizar recursos e dar seguimento para concluir obras emblemáticas para a capital sul-mato-grossense, como o Centro de Belas Artes e a revitalização e controle de enchentes do Rio Anhanduí.

O projeto de 2011, que contempla um conjunto de ações para controle de enchentes principalmente nos bairros Marcos Roberto, Jockey Clube, Jardim Paulista e Vila Progresso, está parada por atrasos e paralisação no repasse de recursos federais.

Outro projeto pautado em Brasília foi o Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande, que prevê investimentos no valor de R$ 95,5 milhões. A Prefeitura de Campo Grande já tem assegurado junto à Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) os recursos necessários (R$ 7,3 milhões) para investimentos em treinamentos, consultorias e equipamentos para estruturação inicial do Parque.

A prefeita Adriane Lopes disse que as reuniões foram bastante positivas com a sinalização de apoio tanto dos parlamentares, quanto dos representantes dos órgãos federais. “Saímos de Brasília bastante animados e otimistas com o apoio que recebemos e as indicações de que Campo Grande terá um olhar especial para envio de recursos, principalmente, para a conclusão das obras que estão paradas na cidade. Essa é sem dúvida uma das prioridades da nossa gestão. Obra parada é um prejuízo ao erário e, acima de tudo, um transtorno enorme a população. Assumimos esse compromisso com a nossa cidade e estamos trabalhando ininterruptamente para destravar esses projetos”.

Ainda em Brasília, Adriane Lopes, que estava acompanhada do secretário municipal de Educação Lucas Bitencourt e da subsecretária de Gestão e Projetos Estratégicos (Sugepe) Catiana Sabadin, se reuniu com representantes do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Instalação de usina vai acelerar pavimentação e tapa-buracos

Em reunião realizada nesta quarta-feira (24), o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul – Central MS, presidido pela prefeita da Capital, Adriane Lopes, concluiu as definições para a assinatura do Contrato de Programa para a aquisição e pagamento de uma usina móvel de pavimentação asfáltica e uma pá carregadeira, para atender os municípios que compõem o bloco formado por Campo Grande, Sidrolândia, Jaraguari, Terenos e Dois Irmãos do Buriti.

A usina móvel de pavimentação asfáltica, com capacidade mínima de processamento de 60 a 80 toneladas/hora, será adquirida com o objetivo de acelerar e reduzir custos dos serviços de pavimentação das cidades. O projeto terá investimento de R$ 5 milhões para a aquisição desses maquinários. Baseado em critérios técnicos, tendo como base a proporção da Receita Corrente Líquida dos municípios, Campo Grande vai destinar R$ 4 milhões, quantia correspondente a 80% do montante; Sidrolândia vai custear R$ 494,1 mil; Terenos, R$ 224,1 mil; Dois Irmãos do Buriti, R$ 156,6 mil e Jaraguari fará o investimento de R$125,2 mil.

O material utilizado e fabricado pela usina é de extrema qualidade e vai garantir agilidade no serviço de asfalto ou tapa-buraco. A instalação da usina garante a autonomia nos serviços que podem acontecer durante todos os dias e turnos.

“É um momento muito importante para a Capital e para os demais municípios que fazem parte do consórcio. Temos avançado nas tratativas, em busca de respostas rápidas e objetivas. A aquisição desses equipamentos é exemplo disso. Ter essa tecnologia à nossa disposição vai nos oportunizar maior agilidade nas entregas a custos menores para a população e para a gestão pública”, salientou a presidente do Consórcio Central MS e prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.

Por meio de Emenda Parlamentar, a Senadora Tereza Cristina destinou mais R$ 1,4 milhão para a compra de uma vibroacabadora, máquina responsável por espalhar e nivelar o asfalto durante o processo de pavimentação. Tendo em vista que o custo de um equipamento dessa natureza, com capacidade de trabalho compatível com as demandas da usina, custa em torno de R$ 1,8 milhão, será discutida a possibilidade de complementar o valor disponibilizado pela Senadora, com a sobra das primeiras aquisições.

“Pauta muito positiva para todos nós. Estamos certos de que a união de esforços renderá muito frutos, impulsionando o desenvolvimento e beneficiando a todos”, ressaltou Wlademir de Souza Volk, prefeito de Dois Irmãos do Buriti.

O Município de Campo Grande vai ceder a área onde será instalada a usina. Uma nova reunião será agendada para o início de junho, quando será feita a assinatura do Contrato de Programa, documento que permite aos municípios realizarem o empenho da verba necessária e, posteriormente, a publicação do edital de licitação. Todo o processo, até a entrega dos equipamentos, deve levar cerca de quatro meses.

Sobre a Central MS

O Consórcio funciona com administração própria e autonomia. O objetivo é garantir para a população das cidades integrantes, mais agilidade na execução dos serviços públicos e na aquisição de bens que promovam geração de oportunidades, riquezas renda, empregos e desenvolvimento territorial sustentável.

O modelo traz uma série de vantagens que podem ser revertidas para o cidadão, já que, com o grupo, é possível resolver problemas relacionados às mais variadas áreas, desde resíduos sólidos, recapeamento, até estradas vicinais. A gestão associada e cooperada tem a premissa de buscar soluções em conjunto, podendo, cada município, propor e executar medidas locais e regionais para promover o desenvolvimento. A busca por parcerias, convênios e contratos nas diversas instâncias públicas e privadas, governamentais e não-governamentais, nacionais ou internacionais, também serão estimuladas nesse formato.


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