13/06/2024 - Edição 540

Campo Grande

Dia D registra baixa vacinação na Capital e situação preocupa autoridades da saúde

Apesar da crise, Prefeitura de Campo Grande não abriu leitos hospitalares pediátricos

Publicado em 11/06/2024 10:09 - Semana On

Divulgação PMCG

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Apenas 1.647 bebês e crianças foram vacinados em Campo Grande durante o “Dia D” da campanha de vacinação do Ministério da Saúde contra a poliomielite que aconteceu no último sábado (08). A campanha começou no dia 27 de maio e termina essa semana, 14 de junho. Durante todo o dia, Campo Grande contou com sete unidades de saúde e mais dois shoppings aplicando as vacinas contra a poliomielite.

A chefe do serviço de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ananda Luz, ressalta que o “Dia D” foi criado para conscientizar a população para a importância da imunização. “O Dia D é um estímulo para quem não consegue levar a criança para vacinar durante a semana possa ter o sábado como foco, é um sábado aberto, de festa para atrair a população”, comenta.

Dois pontos de vacinação realizaram mais de 300 imunizações no sábado e foram os de maior movimento, sendo o Shopping Norte e Sul com 338 crianças vacinadas, e USF 26 de agosto com 307 imunizações. No entanto, o número de vacinados está longe de atingir a meta. Conforme a Sesau, a expectativa era imunizar 61.826 crianças de um a quatro anos de idade durante os 19 dias de campanha, mas menos de 10% do público-alvo (5.356) tomou a vacina de 27 de maio até 10 de junho.

Ananda alerta ainda para o risco de não ter a cobertura vacinal desejada pelas autoridades em saúde e lembra que quanto menor o número de vacinados, maiores são as chances de reintrodução da poliomielite. “As pessoas viajam, a gente pode estar de um dia para o outro em qualquer lugar do mundo, a gente tem um risco importante que essa doença volte, a gente tem uma população desprotegida”, conclui.

Prefeitura de Campo Grande não abriu leitos hospitalares

A prefeitura de Campo Grande decretou emergência em saúde pública no final de abril, em resposta ao aumento significativo das síndromes respiratórias entre crianças e adultos. A promessa feita na época incluía a abertura de 10 novos leitos na Santa Casa, mas, passados mais de trinta dias, nenhum novo leito foi disponibilizado.

Além disso, o Governo Federal não reconheceu a situação de emergência em saúde declarada pela prefeitura. Esse reconhecimento é crucial para a liberação de recursos emergenciais destinados a ações específicas, como compras e contratações de pessoal.

Há mais de um mês, a prefeitura anunciou a abertura de novos leitos pediátricos na Santa Casa, mas as negociações não avançaram. A Sesau afirma que as tratativas continuam, enquanto o hospital aguarda a assinatura de um aditivo ao contrato.

Em entrevista ao Jornal Midiamax, a coordenadora médica da Linha da Saúde da Criança da Santa Casa, Dra. Paola Stella, destacou que o fator crucial pendente é a assinatura do termo aditivo contratual pela Secretaria de Saúde. “A Santa Casa dispõe de todo o pessoal assistencial, espaço físico e equipamentos, à exceção dos berços, o que já foi comunicado para a Sesau, solicitando parceria neste equipamento, como foi no ano passado”, explicou.

A Santa Casa enfatiza que os novos leitos serão de enfermaria, destinados a casos de baixa e média complexidade, e não para cuidados intensivos (CTI).

Dados da Sesau revelam 1.554 casos de síndromes respiratórias agudas graves registrados até agora este ano, a maioria em crianças de zero a 4 anos. Em 2024, foram contabilizadas 110 mortes por doenças respiratórias em Campo Grande. Apesar de altos, os números indicam uma situação menos grave que em 2023, quando foram registradas 159 mortes e 1.650 casos até a mesma semana.

A gestão da crise pela prefeitura continua sob escrutínio, com a população e autoridades locais aguardando medidas concretas e efetivas para enfrentar a situação.

Gripe causa mais mortes entre adultos, 4 em cada 10 vítimas têm menos de 60 anos

Por complicações da influenza A, 22 pessoas vieram a óbito em Campo Grande em um mês e meio (13/04/24 a 30/05/24), segundo o monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Dentre as vítimas, oito tinham menos de 60 anos. A mais jovem, uma mulher de 30 anos, era fumante, e outras quatro vítimas não apresentavam nenhuma comorbidade.

Conforme a Sesau, outro dado que chama a atenção é que nenhum dos mortos tomou a vacina contra a gripe este ano, ou não tinha o registro da aplicação do imunizante. Em contrapartida, 82% tomaram pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19.

Das 22 vítimas da influenza A, 14 tinham o subtipo H3N2, 5 testaram positivo para H1N1 e, em 3 óbitos, não houve subtipificação.

Baixa Vacinação

Campo Grande conseguiu vacinar até agora apenas 33% do público a partir dos 6 meses de idade, faixa etária em que a vacina é liberada.

De acordo com a Sesau, na segunda-feira (03), algumas unidades de urgência e emergência registraram uma procura acima do normal. No Aero Rancho, por exemplo, o movimento subiu 97,02%, e na UPA das Moreninhas, o aumento foi de 126,87%.

Já o SAMU recebeu, entre ontem e a madrugada de hoje, pelo menos 22 chamadas para atendimento de complicações de síndrome respiratória. O que faz a Secretaria de Saúde reforçar o alerta para a importância da imunização, que está disponível em todas as unidades de saúde de Campo Grande.

A vacina contra a gripe é gratuita e protege contra 3 vírus: Influenza A, com os subtipos H1N1 e H3N2, e a influenza B.

Confira os endereços e horários no link: https://www.campogrande.ms.gov.br/sesau/unidades-de-saude-cg/


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