26/02/2024 - Edição 525

Campo Grande

Cufa pede doações a famílias afetadas por tempestade em Campo Grande

Após estragos causados pela chuva, Parque das Nações e Lago do Amor pasam por vistorias e reparos

Publicado em 06/01/2023 9:26 - José Câmara, (G1MS), Semana On - Edição Semana On

Divulgação Foto: Alysson Maruyama/TV Morena

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A Central Única das Favelas (Cufa) está arrecadando doações a famílias em vulnerabilidade social e afetadas pelas fortes chuvas em Campo Grande na quarta-feira (4). Além de doações em dinheiro, a organização pede lençóis, placas de MDF e cobertores.

Segundo a Cufa, as comunidades do Lagoa, Caiobá e Santa Emília foram as mais afetadas pela chuva e onde há famílias que precisam de doações com urgência.

“A situação de muitas famílias é desesperadora”, destaca a organização em uma postagem.

Para ajudar, basta fazer uma transferência via PIX na chave: 45.776.653/0001-03.

A Cufa também disponibiliza dois números de telefones para as pessoas que queiram levar as doações a algum ponto de coleta. Os contatos são: (67) 99181-8142 ou (67) 99208-5043.

A chuva registrada em Campo Grande durante a quarta-feira (4) resultou em alagamentos em diversas ruas e avenidas, queda de árvores, arrancou asfalto, invadiu residências e até arrastou móveis. Por isso, trabalhos de rescaldo e fiscalização estão sendo realizados na cidade na quinta-feira (5).

Conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), nas últimas 24 horas choveu mais de 150 mm em algumas regiões de Campo Grande. Em alguns pontos da cidade, equipes e técnicos da Sisep fazem o mapeamento e mutirão de limpeza em ruas e avenidas.

Casas ficaram destelhadas, muros foram derrubados, árvores caíram e assustou moradores em diversos bairros. As chuvas impactaram também o funcionamento da Cidade do Natal, que não abriu na noite de quarta-feira (4).

A água também tomou conta do bairro Noroeste, na comunidade Esperança, moradores tiveram os barracos inundados. Um morador ficou com água na cintura ao tentar acessar uma das casas para retirar pertences.

Parque das Nações Indígenas passa por vistoria e receberá reparos

O secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, e o diretor presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges, foram ao Parque das Nações Indígenas e ao Parque Estadual do Prosa, na manhã de quinta-feira para conferir os estragos causados pela forte chuva registrada em Campo Grande. Integraram a equipe a diretora de Desenvolvimento e o gerente de Unidades de Conservação do Imasul, Thaís Caramori e Leonardo Tostes Palma, além dos engenheiros Rafael Monteiro Mendonça e Pedro Brandão, da Agesul (Agência de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul).

Após a vistoria, que demorou cerca de duas horas, Jaime Verruck disse que já foram adotadas algumas medidas emergenciais, como a limpeza e remoção de entulhos que foram arrastados pelas águas. “Tivemos problemas na rede de energia elétrica e rompimento da cerca em dois pontos. Vamos fazer uma contratação emergencial para proceder a esses reparos. Também vamos fazer uma contratação emergencial para limpeza do lago de contenção que fica acima do lago principal e que tem a função de reter os resíduos para evitar o assoreamento. Esse lago vem cumprindo bem seu papel e essa retirada dos resíduos é necessária porque já está na capacidade máxima”.

O secretário e a equipe fizeram a verificação, também, de alguns pontos do córrego Joaquim Português, dentro do Parque Estadual do Prosa, para verificar se houve algum dano recente. “Constatamos que a obra feita pelo governo do Estado no ano passado, na Avenida do Poeta, cumpriu bem seu papel de evitar que a enxurrada desça com velocidade e cause assoreamento nesse córrego”, disse Verruck.

As obras contratadas compreenderam a construção de uma bacia de contenção em uma área de 12,9 mil metros quadrados, acima da Avenida do Poeta, com capacidade para comportar 36 milhões de litros de água. Além disso foram implantados 184 metros de tubos com 1,2 metros de diâmetro nas laterais da Avenida do Poeta e outros 730 metros de tubos com diâmetro variado na região, para direcionar a água pluvial à bacia de contenção. Outros 65 metros de tubos com 1,4 metro de diâmetro atravessam a Avenida do Poeta, ligando a lagoa de contenção à canalização subterrânea implantada no fundo da vala formada pela erosão. Essa canalização se estende por 120 metros com tubos de 1,2 metro de diâmetro, em desnível leve, para impedir a velocidade da água.

Mais obras

O secretário frisou ainda que está sendo feito contato com a Prefeitura para que se possa acelerar a obra de construção de outra bacia de contenção, no final da Avenida Mato Grosso, numa área que abriga as nascentes do córrego Reveilleau. Esse córrego se junta ao Prosa dentro do Parque das Nações Indígenas. “E é por ali que está chegando uma grande quantidade de resíduos ao lado principal do Parque, em função da obra estar ainda em andamento, com previsão de término só por volta de abril ou maio”, disse o secretário.

“Vamos tomar essas ações emergenciais para que a gente possa disponibilizar à população de Mato Grosso do Sul o Parque das Nações Indígenas. Além disso, terminamos recentemente outro projeto, que agora será apresentado ao governador Eduardo Riedel, que é de revitalização das pistas e uma série de outras intervenções na infraestrutura existente. O projeto será entregue ao governador para depois se proceder ao processo de licitação.”

As chuvas que atingiram Campo Grande nessa quarta-feira (4) causaram alagamentos em diversos pontos. Um deles foi o cruzamento das Avenidas Nelly Martins e Afonso Pena, logo abaixo do Parque das Nações Indígenas. Choveu 204 milímetros nos primeiros quatro dias do ano, quando a média histórica registrada para o mês inteiro é de 231,9 milímetros. A previsão para os próximos dias é de tempo firme na Capital, conforme boletim meteorológico do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima).

Prefeitura recupera estragos da chuva e já planeja reconstrução de trecho de calçada no Lago do Amor

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, acompanhado de engenheiros da Sisep, esteve na Avenida Filinto Muller, em frente do Lago do Amor, onde 150 metros do aterro cedeu, afundando a calçada e comprometendo a mesma extensão de ciclovia, que tiveram de ser interditados. Ainda está sendo avaliada a solução de engenharia mais adequada para refazer o trecho danificado.

Diante da urgência do reparo, será construída a formatação jurídica para embasar a contratação da obra com dispensa de licitação. “Como o Lago do Amor fica no campus da Universidade Federal e está numa área de preservação, haverá consulta à UFMS e aos órgãos ambientais antes da definição do projeto.

A avaliação inicial é que o trecho do aterro que sustentava o passeio público e a ciclovia acabou ruindo porque o volume de chuva foi tão grande que o lago e o Córrego Bandeira transbordaram, a água cobriu a pista, pressionando a contenção que quebrou, levando parte do aterro.

Desobstrução

Um dos trechos onde o trabalho de desobstrução mais demorou foi na Avenida Nelly Martins. Com o temporal a queda de uma trepadeira que havia sobre as árvores, derrubou árvores e 30 metros da fiação. O trabalho começou por volta das 7 horas da manhã e só terminou ao meio-dia porque precisou esperar a chegada da equipe da distribuidora de energia para desligar a rede.

Na rotatória das avenidas Ernesto Geisel /Rachid Neder, além das retroescavadeiras usadas para retirar a lama e os sedimentos acumulados na pista, foi preciso um caminhão munk para retirar o que caiu no Segredo e foi arrastadoa pela correnteza, obstruindo o canal e contribuindo para o transbordamento do córrego desde o trecho sob o viaduto da Avenida Mascarenhas de Moraes.Houve também limpeza de trechos de ruas como a Três Marias (Jardim Paradiso ); Lagoa da Prata (Jardim Centenário); Catiguá e Betânia (Jardim Canguru ) e avenidas Professor José Barbosa Rodrigues, Lúdio Coelho e Guaicurus, dentre outras.


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