13/06/2024 - Edição 540

Campo Grande

Confira como funcionará o Pronto Atendimento Pediátrico na Capital

Mudanças são fruto do surto de doenças respiratórias em Campo Grande

Publicado em 22/05/2024 9:42 - Semana On

Divulgação Rovena Rosa - Abr

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Por conta do surto de doenças respiratórias em Campo Grande, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) quer colocar em prática o projeto que centraliza e especializa o atendimento da pediatria na capital. No entanto, as mudanças geram dúvidas sobre seu funcionamento.

Confira como funcionará o Pronto Atendimento Pediátrico na Capital.

Quando deve começar a atender?

O início das atividades deve ser a partir do dia 1º de junho. A Sesau estaria esperando a instalação de um Raio-X na unidade.

Quantos pediatras vão atender?

A escala médica prevê oito pediatras às segundas e terças-feiras e seis de quinta a domingo (a depender da demanda de pacientes). A escala mínima será de cinco pediatras por dia.

O CRS do Tiradentes vai parar de atender adultos?

O CRS do Tiradentes passa a funcionar como Pronto Atendimento Pediátrico e o atendimento de adultos vai ser transferido para a USF, que fica no mesmo prédio do CRS.

Além da USF do Tiradentes, a unidade do Noroeste também vai absorver a demanda de adultos. O atendimento nessas USFs será até às 22h.

Vão cortar médicos?

A Sesau já adiantou que não haverá corte de médicos ou fechamento de escalas de pediatria, e sim que as escalas e leitos de pediatria da rede municipal serão aumentados.

Só vai ter pediatra?

A Sesau teria enviado os decretos para autorização de 18 plantões, contra turno da enfermagem e adicional de pediatria. Além disso, a contratação de fisioterapeutas e nutricionista está em fase de elaboração.

Vai ser temporário?

Apesar da sazonalidade do aumento dos casos de gripe, SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e outros vírus respiratórios, o atendimento deve ser permanente. Esse fator ainda está sendo discutido com os conselhos municipais.]

Campo Grande enfrenta alta nos casos de doenças respiratórias

Campo Grande alcançou um total de 1.383 casos de síndromes respiratórias e 101 mortes até a semana 20 de 2024. Só na última semana foram registradas seis novas mortes e 98 novos casos, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Dentre os novos casos, 51 foram identificados em crianças de zero a 9 anos, e 27 em idosos acima de 60 anos. Comparativamente, no mesmo período do ano anterior, foram reportados 64 casos, com 41 incidências em crianças, evidenciando uma variação na dinâmica da crise respiratória de um ano para o outro.

Declaração de emergência de saúde em Campo Grande

Diante do surto, a Prefeitura de Campo Grande declarou estado de emergência em saúde no primeiro dia de maio, motivada pela escalada nos casos de síndrome respiratória aguda grave. A Sesau agora enfrenta o desafio de gerenciar unidades de saúde sobrecarregadas, estando em negociações para ampliar a disponibilidade de leitos, com foco especial nos pediátricos.

Rosana Leite, secretária de Saúde, relata que houve um aumento significativo na ocupação dos leitos, tanto nos centros de saúde municipais quanto nos serviços de urgência e emergência. Apesar de o cenário atual ser considerado menos severo que o do ano anterior, há um crescimento notório no número de internações de crianças, além de um prolongamento no tempo de internação necessário.

Essas informações destacam a pressão contínua sobre os recursos de saúde pública de Campo Grande e a necessidade urgente de respostas efetivas para mitigar o impacto das doenças respiratórias na comunidade.


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