01/03/2024 - Edição 525

Campo Grande

Com parada obrigatória de 15 minutos para leitura, projeto estimula hábito em alunos da Reme

Alunos dizem que simulado ajuda em estratégias de aprendizagem

Publicado em 27/06/2023 9:35 - Semana On

Divulgação PMCG

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Para estimular a prática da leitura entre a comunidade escolar, a cada 15 dias, por um período de 15 minutos, a a Escola Municipal Senador Rachid Saldanha Derzi, localizada no Jardim Noroeste, em Campo Grande, paralisa suas atividades rotineiras para a leitura de um livro.  A iniciativa envolve todos os cerca de 1,5 mil alunos e funcionários da unidade, incluindo a equipe técnico-pedagógica e direção, que se mobilizam para a adoção desse hábito.

O projeto existe há mais de dez anos, de acordo com a diretora Aparecida Ivone Santo Andréa. “A parada ocorre de 15 em 15 dias, quando as crianças param, inclusive os funcionários, coordenadores, para ler. Já está tudo programado e cumprimos uma rotina, com as datas estipuladas. Os professores já reservam os livros, temos uma biblioteca muito fortalecida e todas as salas têm o cantinho da leitura”.

Ainda segundo a diretora, além do projeto Parada da Leitura, a biblioteca desenvolve outro projeto paralelo chamado Leitura. “O aluno que mais lê em três meses, recebe um prêmio, junto com um diploma. Com os recursos que são mandados para a escola fazemos a aquisição de uma boa quantidade de livros. Entendemos que a leitura estimula a interpretação e alfabetização”.

A coordenadora dos 3º e 4º ano, Elyane Kadur Diniz, idealizadora do projeto para premiar os alunos, disse que a cada mês se encanta com a evolução dos estudantes. “Os alunos ficam na expectativa da Parada e já apreciam a rotina literária. Percebo que eles realmente se encantaram pela leitura e que sentem prazer com a prática”.

De acordo com a professora regente Sara Marques, há uma mobilização de todos os alunos com o projeto Parada da Leitura. “Alguns alunos ainda têm dificuldade de leitura, mas como todos param para fazer justamente isso, eles se esforçam, eles querem aprender e isso é muito bonito para a evolução deles, porque a gente percebe que nossos alunos realmente têm interesse pela leitura”.

Empenhados

Os alunos Samuel Rodrigues, de 10 anos, e Daniel Guterres, de 12 anos, receberam diplomas pela quantidade de leitura no período de abril até junho. Cada um deles leu dez livros no período. O balanço é feito pela biblioteca da unidade escolar.

Samuel estuda na Escola desde o grupo 5 e, com incentivo da mãe, acabou adotando o hábito de ler. “Eu gosto de ler tudo, menos livros tristes. Eu viajo com um livro na mão e acabo me transportando para outro lugar. A experiência é muito legal”.

Já Daniel conta que sua preferência de leitura são os gibis. “Eu gosto de histórias de super-heróis também, me divirto muito. E quero ganhar mais certificados, por isso vou continuar pegando cada vez mais livros”.

Quem também está de olho no certificado é a estudante Leicy Arielle Ferreira, de 9 anos. “É muito legal ganhar um certificado, porque mostra que a gente se supera. Quero conquistar o meu. Estou contando já os meus livros. Eu amo ler e entendo o quanto a leitura nos permite viajar o mundo todo e durante a leitura podemos até ser o personagem que quiser do livro que a gente gosta”.

Evolução

A mãe de Daniel, Yasmin Guterres, informa que o filho evoluiu 100% depois que o projeto de leitura começou. “Ele lê de tudo, chega em casa animado falando da Parada, contando o tema do livro atual e eu fico muito orgulhosa vendo a evolução dele desse jeito. Só tenho a agradecer à escola”.

Segundo a técnica de enfermagem Tatiane RodriguesSegundo, mãe do aluno Samuel, desde os 3 anos de idade o filho já se mostrava interessado por livros. “Desde quando ele era pequeno, a gente lia para ele. Mas o Samuel desenvolveu mais ainda esse gosto com o projeto da escola e é muito lindo de ver ele empenhado. De aniversário, ele sempre pede um livro de presente”.

Alunos aprovam simulado da Reme

Durante o Simulado Reme, aplicado nas 98 escolas de Ensino Fundamental para 80 mil alunos de Campo Grande do 1º ao 9º ano, os estudantes fizeram uma avaliação sobre as provas e disseram que os testes ajudam a desenvolver estratégias de estudos, além de prepará-los para o futuro.

A aluna da Escola Municipal Edith Coelho Netto, Gabriela de Carvalho Ranzan, está no 9º ano. Hoje, foram aplicadas provas de Matemática, do 1º ao 5° ano, e de Matemática e Ciências Humanas e da Natureza, do 6° ao 9° ano. “É como se fosse uma prova bimestral com conteúdo que a gente tem que prestar atenção na aula para aprender. Acho que o Simulado prepara a gente para o vestibular e melhora nossa visão de como organizar os conteúdos para estudar de forma mais prática”, avaliou.

O aluno do 8º ano da mesma escola de Gabriela, Luiz Carlos Martinez avaliou o Simulado como difícil. “Eu gosto muito de estudar, me preparei para o teste, mas fiquei ansioso e achei difícil. O Simulado é uma preparação para outras provas difíceis que vamos fazer na vida, porém sabemos que são o tipo de avaliações que vamos ter que enfrentar em vestibular e concursos, por exemplo. Praticando a realização do simulado todo bimestre vamos aprender a controlar melhor a ansiedade em provas futuras”.

Quem também achou difícil a prova de Matemática foi o aluno Thauner da Silva Penha, do 6º ano. “Achei todas as questões difíceis, mas eu consegui responder tudo e saí com uma sensação que acho ser igual a de quem faz vestibular, quando consegue responder questões que vão traçar o caminho da pessoa. Não deixei nada em branco porque a gente tem que se esforçar e foi o que eu fiz”, respondeu.

Vitor Hugo Valadão da Silva tem 15 anos, estuda no 7º ano da Escola Municipal Edith Coelho Netto e acha que gabaritou a parte de Ciências Humanas e da Natureza. “Eu gosto de todas as disciplinas, mas me identifico mais com Ciências, só que achei difícil a parte de Matemática. Essas provas devem ser como as de vestibular e é bom para gente saber como vai daqui uns anos”.

Da Escola Municipal Virgílio Alves de Camargo, a aluna do 6º ano, Lana Heloísa de Oliveira falou que o Simulado é importante para adquirir conhecimento. “Eu me preparo para o Simulado como se fosse uma prova bimestral, porque é muito importante. Todo o conteúdo que a gente estudou no bimestre, foi passado na aula, então é só estudar, pois essas provas nos preparam para o futuro”.

Conforme a diretora da Escola Municipal Virgílio Alves, Eliane Alves de Rezende, foi feito um trabalho pela equipe técnico-pedagógica da escola com os alunos, a respeito do Simulado Reme. “Nós orientamos os alunos, avisamos aos pais e tivemos quase 100% de presença nos dois dias de Simulado. Temos um bom feedback dos pais que dizem que gostam dos Simulados porque preparam os filhos e os tornam responsáveis com suas questões escolares, o que deve ser levado para a vida adulta profissional”, exemplifica.

Segundo a professora regente, Lucilene Pereira Matana, os alunos foram comprometidos com os estudos para o Simulado. “Eles não faltaram e estavam um pouco ansiosos, com preocupação a respeito da nota, mas deu tudo certo. Na sala onde acompanhei as provas, todos os alunos compareceram”.

Na Escola Municipal Nerone Maiolino, a aluna Yasmin Borges preparou um jornal sobre o Simulado Reme, do 1º Bimestre. A produção faz parte do projeto de audiovisual da escola. “A professora deu a ideia de produzir a matéria, eu pesquisei sobre o Simulado no site da Prefeitura de Campo Grande e elaborei a matéria. Fico muito feliz por ver o resultado do meu trabalho impresso”, conta.


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