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Campo Grande
Desfile de aniversário tem esquema especial de trânsito; confira as atrações
Publicado em 26/08/2022 9:17 - Semana On
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A terra de José Antônio Pereira, do tereré, da música regional, da gastronomia misturada com churrasco, carreteiro e sopa paraguaia, raízes de todas as raças, de todos os credos, cosmopolita e plural está celebrando 123 anos neste 26 de agosto. Próximo de fechar 1 milhão de habitantes, Campo Grande é o centro das principais manifestações populares de Mato Grosso do Sul, uma capital com ar interiorano, onde é possível confrontar a arquitetura moderna com velhos casarios, numa imaginária linha tênue entre prédios cada vez mais altos e a histórica pensão Pimentel, atual Morada dos Baís, sobrevivente do tempo com seu desenho arquitetônico do século passado.
A Cidade Morena surgiu como povoado no sul de Mato Grosso e foi transformada na capital de Mato Grosso do Sul, na criação do Estado, em 11 de outubro de 1977, tendo desempenhado papel fundamental na formação histórico-econômica de toda a região.
A cidade respira desenvolvimento, com crescimento vertical, vivendo talvez um dos melhores momentos de sua história recente. Tem o carro-chefe de sua economia na pujança do comércio e dos serviços, mas a diversificação de seu potencial tem adicionado outros tantos segmentos econômicos no mesmo patamar, como indústria e o agronegócio.
E foi justamente com a preocupação de garantir esse crescimento econômico, com geração de empregos, focando no social, via Habitação, Saúde, Educação e, em especial na Infraestrutura, que a atual gestão estadual estruturou uma parceria com a Capital, desde o primeiro ano de Governo, em 2015, para garantir que a Capital seguisse no mesmo ritmo de desenvolvimento que sua gente dita e exige no cotidiano.
Para se ter ideia, ao longo dos últimos 7 anos e meio, o Governo do estado destinou mais de R$ 2 bilhões para destravar projetos estruturantes que estavam emperrados por falta de aporte financeiro do município. Todos, indistintamente, direcionados para o desenvolvimento econômico e social da cidade.
Para o governador Reinaldo Azambuja, o trabalho desenvolvido ao longo desses anos reflete na melhor qualidade de vida da população. “Campo Grande é hoje uma das capitais que mais crescem no Brasil. É uma bela cidade que tem a marca do nosso trabalho. Fizemos inúmeros investimentos aqui, da saúde à infraestrutura. Resolvemos problemas, criamos soluções e entregamos oportunidades para as pessoas”, afirma o governador.
Uma cidade peculiar
Há muitas razões que fazem de Campo Grande uma cidade peculiar entre os 5.570 municípios brasileiros. A mais relevante certamente é a força do seu povo, expressa na generosidade e capacidade de acolher quem aqui chega. Cidade forjada na combinação de um caldeirão de etnias e culturas de todas as regiões do País e até de vários continentes.
Além de comemorar, resgatar um pouco da sua história, o dia é para todos seus habitantes (já são aproximadamente 1 milhão) celebrarem o privilégio de morar numa cidade com dimensões de metrópole, mas que não perdeu suas raízes interioranas. Aqui convivem pacificamente o ronco do motor de uma frota de 600 mil veículos, com o gorjeio dos pássaros que enfeitam a paisagem. Quem chega aqui pela primeira vez admira as suas avenidas arborizadas e se rende aos encantos dos seus parques e ao charme dos seus points.
Um deles, o Mercadão Municipal, é um ponto de encontro de gerações e de todas as classes sociais, que partilham deste espaço público e democrático.
Quem se mudou para Campo Grande se apaixonou pela cidade. É o caso do curitibano Salvador Batista Pontes, 43 anos, açougueiro no Mercadão, que traduz em verso o que sente pela cidade.
“Aos teus pés Campo Grande, eu já falei em palavras para muitos ouvirem, para vocês não me julgarem segundos os seus olhos e sim aos sentimentos, porque mesmo que outro venha me oferecer alegria, não existe alegria maior que estar aqui, em Campo Grande”, recitou uma poesia para Capital.
“Mesmo que eu buscasse em uma biblioteca e eu lesse todos os livros que ali existem, mesmo assim não encontraria palavras que definam o quanto eu gosto de Campo Grande”, diz Pontes.
Ele conta que mora em Campo Grande há 13 anos. “Vim de Curitiba passear e achei um lugar calmo, tranquilo, as pessoas são agradáveis, boas e generosas. Não quero sair daqui nunca mais”.
José Sebastião de Oliveira, 73 anos, mora em Campo Grande há 65 anos. Tem uma banca no Mercadão onde vende doce de leite.
‘Aqui é o melhor lugar para morar, para trabalhar e viver. Eu não tenho o que falar mal de Campo Grande. Adoro. Me chamam para outros lugares e eu respondo: Vou nada. Aqui é o meu lugar. Nunca viajei para outro lugar”, comenta.
O corretor de imóveis Nelson Pimentel mora em Campo Grande desde 1981. Frequentador assíduo da Praça Ary Coelho não se arrepende de ter saído da capital paulista e vindo para a cidade morena.
“Lá, onde trabalhava como gerente, saia de casa às 6h e voltava a meia-noite. Eu queria ter uma vida mais tranquila. Poder levar e trazer minhas filhas da escola. Minhas filhas cresceram, casaram. Tenho sete netos e a gente criou raízes aqui. Essa cidade entrou no meu coração. Tenho muitos amigos e criei um bom relacionamento. A gente vai ficar por aqui mesmo. É uma cidade boa, ótima pra você criar sua família aqui”, avalia.
Frequentador do Belmar Fidalgo, um dos espaços públicos de lazer mais tradicionais da cidade, o bombeiro militar Carlos José Roledo, 68 anos, mora na cidade desde 1983. “É uma cidade que proporciona uma boa qualidade de vida. Eu gostei realmente daqui, Estudei, me formei, criei meus filhos e aqui estou”, resume.
Monica Oliveira, 58, servidora pública, mora no Centro. “Eu gosto desse ambiente. Moro desde que nasci aqui. Nunca quis morar em outros lugares, gosto daqui. Para outros lugares só para passear e viajar. Foi um crescimento muito bom o da cidade, tem oportunidade para tudo e todos. Minha filha, por exemplo, estuda na UFMS, que é referência no estudo, faz veterinária e nem precisou sair daqui. Gosto de comer sobá e espetinho na feira central”.

Desfile de aniversário tem esquema especial de trânsito; confira as atrações
A Prefeitura de Campo Grande prepara um esquema de trânsito especial no centro da cidade, para receber o desfile cívico em comemoração ao aniversário da Capital, no domingo (28). A ação contará com pelo menos 80 servidores entre os quais os agentes da Guarda Civil Metropolitana e fiscais de trânsito. Cerca de 50 entidades vão participar da parada neste ano, que vai percorrer a Rua 13 de Maio.
Para a organização do trânsito, a Agetran iniciará as interdições nesta sexta-feira (26) para a montagem das arquibancadas, onde as faixas de estacionamento da Rua 13 de Maio entre a Rua Dom Aquino e a Rua 15 de Novembro ficarão fechadas a partir das 22h até às 15h de domingo (28), para desmontagem das estruturas.
No sábado (27), a Avenida Afonso Pena entre a Rua Rui Barbosa e Avenida Calógeras será interditada a partir das 7h até o domingo ao 12h. Já o trecho da Rua 13 de Maio entre a Avenida Mato Grosso e a Rua 7 de Setembro será interditado no domingo, das 5h às 13h.
E também, das 5h às 13h de domingo serão interditadas vias por onde percorrerão os participantes do desfile, entre elas está a Rua Antônio Maria Coelho, Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, Rua Dom Aquino, Rua Barão do Rio Branco, Rua 15 de Novembro e Rua 7 de Setembro entre a Rua 14 de Julho e a Rua Rui Barbosa.
Além do desfile cívico-militar, a Prefeitura também realiza no domingo a tradicional Corrida do Facho, que acontece com provas femininas e masculinas das 6h às 8h, com a participação de mais de 100 atletas.
Rotas alternativas
A Agetran informa as novas rotas para os motoristas. Para quem está na Avenida Afonso Pena no sentido aeroporto, pegar a Rua Pedro Celestino, Avenida Fernando Correa da Costa, Avenida Ernesto Geisel e Avenida João Rosa Pires. Aos que estão no sentido Shopping, pegar a Avenida Calógeras e Avenida Fernando Correa da Costa.
Já para quem está na Rua 13 de Maio, a opção é pegar a Avenida Mato Grosso e Avenida Calógeras. Na interdição do trecho da Rua Antonio Maria Coelho a opção para quem está indo em direção à Avenida Ernesto Geisel é pegar a Rua Pedro Celestino e Avenida Fernando Correa da Costa ou Rua Rui Barbosa e Avenida Mato Grosso.
A agenda de comemoração segue até 15 de setembro com outras ações e entregas que podem ser conferidas no site https://123anos.campogrande.ms.gov.br/

AÇÕES POR CAMPO GRANDE
Na área da infraestrutura, o Governo do Estado se uniu à Prefeitura Municipal para destravar importantes obras, como a urbanização dos Córregos Bálsamo, Segredo e Taquaral; recuperação da malha viária nas regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Centro e Segredo; de revitalização da Norte Sul; e de melhoramento dos sistemas de captação de águas pluviais no Anhanduí. Mais de R$ 120 milhões de recursos estaduais foram repassados à administração estadual por meio de convênios e repasses financeiros.
Além dessas modalidades de investimento, o Estado executou R$ 200 milhões em diversas obras em Campo Grande. Entre elas, a pavimentação da MS-010; a revitalização do Indubrasil e do Polo Industrial Norte; o asfalto novo no Aero Rancho, na Avenida Mato Grosso e na Rua Bahia; a reconstrução da Avenida Euler de Azevedo; a reforma do Parque dos Poderes; e as ações de controle de erosão no Parque das Nações Indígenas e no Córrego Joaquim Português.
Gerente de uma loja de festas no cruzamento das ruas Bahia e Euclides da Cunha, Letícia Araújo destaca a qualidade da obra. “O asfalto está muito bom. Aqui a infraestrutura precisa ser de qualidade porque o trânsito e o movimento é bem puxado, mas a via está ótima para transitar. A clientela também está satisfatória”, descreve.
Larissa Fernandes elogia o asfalto e a nova estrutura da Avenida Euler de Azevedo. “Passo por aqui todos os dias para buscar minha filha na escola, não tenho do que reclamar. Ficou muito boa e nunca mais vi acidente na avenida, o trânsito ficou bem seguro”, conta.
Estruturação de hospitais
Na área da saúde, os investimentos estaduais ultrapassam os R$ 900 milhões em repasses e os R$ 110 milhões em reestruturação de diversas unidades de saúde. Campo Grande ganhou do Estado as reformas do Hemosul, do Laboratório Central e do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A administração estadual ainda aplicou recursos na conclusão do Hospital do Trauma, anexo à Santa Casa, que ficou mais de 10 anos paralisado, e do Hospital de Câncer Alfredo Abrão.
Ainda falando de saúde, graças à ação do Estado, a pandemia de Covid-19 não fez mais estragos do que o previsto pelo próprio município. Entre tantas ações e trabalhos conjuntos, o Hospital Regional virou centro de referência para o tratamento da doença. Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) travou uma verdadeira batalha para aquisição e distribuição das vacinas contra a infcção.
Moradias para quem precisa
Cinco mil famílias campo-grandenses conquistaram a casa própria nos últimos oito anos com apoio do Estado. A gestão de Reinaldo Azambuja investiu mais de R$ 44 milhões em programas habitacionais que atendem quem mais precisa, como moradores da antiga favela Cidade de Deus, que foram retirados da região do antigo lixão e realocadas nos bairros Bom Retiro, Pedro Teruel e Canguru. Com parceria do Estado, mais de 200 famílias construíram a própria casa de alvenaria em substituição aos barracos de lona.
“Estou muito satisfeita com a minha casa, nem se compara à época em que eu morava em lona na Cidade de Deus. Melhorou bastante a nossa vida. Eu fui uma das primeiras a serem contempladas com as novas residências, já moro aqui (Bairro Bom Retiro) há seis anos. Só tenho que agradecer”, afirma a dona de casa Margarida de Moura.
Esporte, lazer e cultura
Uma das obras mais emblemáticas entregues neste governo foi o Bioparque Pantanal, importante centro de turismo, lazer e cultura. O complexo foi inaugurado após 11 anos de obras, algumas paralisações e diversos entraves jurídicos. Superados problemas, o Bioparque Pantanal hoje encanta visitantes do mundo inteiro e é um importante pólo científico de estudo das espécies pantaneiras. Toda a estrutura foi colocada em pé com mais de R$ 250 milhões.
Além disso, o Estado investiu recursos em importantes obras ações que fomentam o esporte, o lazer e a cultura. Com apoio financeiro do governo, Campo Grande recebeu reforma do Guanandizão e a construção da piscina e também da pista de atletismo, ambas no Parque Ayrton Senna. Em execução, a reforma do Morenão e a construção da praça de esportes com pista de skate no bairro Tijuca II animam a população.
O vice-presidente do Tijuca ll, Paulo Sérgio Arce, mora há mais de 30 anos na região e diz que a construção da praça no bairro é uma conquista para as famílias. “A maior importância é para as nossas crianças. O foco, antes de tudo, é tirar as crianças da rua. É gratificante. É de suma importância para toda a comunidade”, avalia.
Gestão
Recentemente, ações do Governo do Estado em benefício da população da Capital facilitaram a gestão da Prefeitura de Campo Grande. Para o transporte público da cidade não colapsar, o Governo do Estado socorreu financeiramente a prefeitura, assumindo compromisso de repassar R$ 1,2 milhão por mês ao município até dezembro deste ano. O Estado ainda repassou recursos para reordenamento do trânsito em pontos críticos da Capital, como a rotatória das Três Barras, e fechou parceria para realização em conjunto de novas obras, como a construção da nova Feira Central e a duplicação e recapeamento da Avenida dos Cafezais.
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