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Campo Grande
Capital adere a movimento nacional e estuda estratégias para aumentar cobertura vacinal
Publicado em 07/03/2023 11:27 - Semana On
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Campo Grande ultrapassou a marca de 2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas. Até o momento, 738.160 pessoas receberam a primeira dose, o que representa 81% de toda a população da Capital. O total de campo-grandenses com esquema vacinal primária completo, ou seja, que tomaram duas doses ou a dose única, é 78%, aproximadamente 706,7 mil pessoas, de acordo com o painel “Vacinômetro”.
Desde do início da campanha de vacinação contra Covid, janeiro de 2021, Campo Grande se destacou como referência nacional e se manteve entre as capitais com maior índice de cobertura vacinal. O planejamento, organização e estratégias adotadas pela Capital desde o início da vacinação fizeram toda a diferença para o êxito do processo.
A capital chegou contar com mais de 80 pontos de imunização espalhados pelas sete regiões urbanas e distritos, incluindo quatro drives (Ayrton Senna, Albano Franco, Cassems e UCDB), três polos (Guanandizão, Seleta e IMPCG), além das unidades de saúde, tendo a capacidade operacional instalada para vacinar até 20 mil pessoas por dia.
De forma pioneira, o município implementou um sistema de identificação prévia para dar mais agilidade no processo de vacinação, o que contribuiu para facilitar o acesso da população. O sistema, inclusive, auxiliou municípios do interior do Estado a organizar a campanha de vacinação e foi reconhecido nacionalmente como exemplo de boas práticas.
Atualmente, a vacinação contra a Covid-19 segue em Campo Grande com todas as doses disponíveis para os públicos estabelecidos no calendário da Sesau. Mais de 50 locais fazem a aplicação das vacinas durante todo o dia.
Na última semana, a Secretaria de Saúde ampliou os públicos estabelecidos no calendário para vacinação contra a doença. Pessoas de 66 anos já podem receber a vacina bivalente. O reforço também está liberado para imunocomprometidos, indígenas aldeados e quilombolas com 12 anos ou mais.
Conforme preconizado pelo Ministério da Saúde, para receber o reforço é necessário estar com o esquema primário completo e ter recebido a última dose há pelo menos quatro meses.
A outra novidade é quanto a vacinação dos bebês. Até então restrita para crianças de seis meses a menores de 1 anos sem comorbidades, à aplicação da Pfizer Baby agora também abrange os menores de 2 anos sem comorbidades (1 ano, 11 meses e 29 dias).
A partir de 2 anos completos a menores de 3 anos à aplicação segue restrita às crianças com comorbidades. O atendimento ao público infantil acontece em apenas 10 unidades referenciadas.
Demais públicos
A vacinação segue disponível para crianças de 03 anos ou mais, bem como aquelas que precisam tomar as doses de reforço.
As doses de reforço devem ser tomadas conforme indicação para cada imunizante e público, seguindo um intervalo de 28 dias a quatro meses, conforme calendário pré-estabelecido pela Sesau.
A aplicação da segunda dose de reforço (quarta dose) está liberada para todas as pessoas com 18 anos ou mais, vacinadas com a terceira dose há pelo menos quatro meses.
Caso haja dúvida sobre a data para aplicação do reforço basta acessar o carteirinha digital disponível no site: vacina.campogrande.ms.gov.br.
Campo Grande adere a movimento nacional e estuda estratégias para aumentar cobertura vacinal
Na manhã desta terça-feira (07), aconteceu no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, o lançamento do projeto “Retomada das Altas Coberturas Vacinais”, coordenado por Bio-manguinhos/Fiocruz (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos) e apoiado pelo Ministério da Saúde, como o objetivo de apoiar o Programa Nacional de Imunizações (PNI) através de três eixos temáticos: Vacinação, Sistemas de Informação e Comunicação e Educação. O evento marca o início das atividades da Fiocruz Mato Grosso do Sul.
Presente na abertura, o secretário municipal de Saúde, Dr. Sandro Benites, destaca que a importância de conscientizar a população a respeito da vacinação e buscar alternativas para ampliar a cobertura vacinal.
“Tivemos queda no índice vacinal de doenças como, febre amarela, tuberculose, caxumba e até mesmo Covid-19. Por isso, é necessário fazermos essa discussão sobre a cobertura vacinal e pensar estratégias para reverter esse cenário”, enfatiza.
Conforme o secretário, uma das iniciativas que está sendo estudada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) é a realização de ações itinerantes para a vacinação dos alunos das escolas do município. “É necessário um esforço conjunto para voltarmos a vacinar as crianças dentro das escolas. Algo que já estamos alinhando com a Secretaria de Educação e que em breve colocaremos em prática”, comentou.
Por fim, ele lembra que é necessário a mobilização de toda a população. “Vamos vacinar novamente e salvar vidas. A prevenção sempre foi a solução. Uma maneira simples, eficaz e barata”, destaca.
Assim como todos os municípios do país, Campo Grande também tem percebido uma queda na cobertura de vacinação nos últimos anos, principalmente em crianças menores de um ano de idade, grupo em que há a recomendação do Ministério da Saúde para acompanhamento intenso.
Um exemplo disso é a vacina contra a febre amarela, que, por Mato Grosso do Sul estar em área endêmica da doença, há a preconização de cobertura de 100% do público. No último ano, a cobertura consolidada deste imunizante foi de exatamente 80%, a menor desde 2017, superando inclusive o ano anterior, 2021, quando atingiu o número de 80,42%.
A vacina contra a Poliomielite, por exemplo, que houve campanha no ano passado, fechou o ano com cobertura de 81,96%, enquanto a preconização do Ministério é de 95%. Nos anos anteriores, a vacina VIP apresentava uma cobertura de 85,95%, 85,7%, 84,6%, 82,7%, 78,27% nos anos de 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021 respectivamente.
A queda nas coberturas vacinais é um problema global. A Organização Mundial da Saúde definiu a hesitação vacinal como um dos 10 maiores problemas de saúde pública em 2019, sendo agravada pela pandemia da Covid-19.
No Brasil, as coberturas vacinais estão em queda há mais de 5 anos e com menor índice das últimas 3 décadas. Compreender os motivos da hesitação é fundamental para que os gestores da saúde possam definir estratégias buscando alavancar esses índices e evitar que doenças já erradicadas voltem a causar surtos.
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