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Campo Grande

Campo Grande tem a segunda maior taxa de hepatite A entre as capitais

Apesar do aumento de notificações, Prefeitura afirma que cenário está sob controle

Publicado em 14/07/2025 11:28 - Semana On

Divulgação Agência Brasil

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Campo Grande (MS) registrou a segunda maior taxa de hepatite A entre as capitais brasileiras, com 17,2 casos por 100 mil habitantes, conforme aponta boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. A capital sul-mato-grossense fica atrás apenas de Curitiba (PR), que lidera o ranking com 31,3 casos por 100 mil habitantes.

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Os dados referem-se ao ano de 2024, período em que Campo Grande notificou 159 casos da doença — número considerado alto, sobretudo após anos sem registros relevantes. Em 2025, no entanto, os casos já somam 188 até o momento, chamando a atenção das autoridades de saúde.

Apesar do crescimento expressivo, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirma que a situação está controlada. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, os casos se concentraram nos primeiros quatro meses do ano.

— Atualmente registramos cerca de dois a três casos por mês, o que representa uma queda significativa em relação aos meses anteriores, quando havia até 40 notificações mensais — afirmou.

Entre abril e novembro de 2024, foram contabilizados 92 casos, dos quais 63% em homens, principalmente na faixa etária entre 20 e 39 anos. Três registros ocorreram em populações vulneráveis: dois em unidades prisionais e um em pessoa em situação de rua.

A maioria dos pacientes apresentou quadros leves, sem necessidade de internação ou agravamento, segundo a Sesau. A investigação epidemiológica incluiu coletas de água em domicílios e locais frequentados pelos infectados, além da apuração de possíveis transmissões sexuais. Contudo, nenhuma causa específica para o aumento foi identificada.

Diante do cenário, o Ministério da Saúde autorizou a ampliação da vacinação contra hepatite A para grupos específicos. A imunização, que já era indicada para crianças a partir de 15 meses, passou a contemplar também pessoas com HIV, imunossuprimidos e pacientes com determinadas doenças crônicas.

O que é a hepatite A

A hepatite A é uma infecção viral que causa inflamação no fígado. Pode acometer pessoas de qualquer idade e apresenta sintomas como febre, mal-estar, dor abdominal, náuseas, vômitos, urina escura e olhos amarelados.

De acordo com o infectologista Mauricio Pompilio, a principal forma de transmissão ocorre por meio de água e alimentos contaminados.

— A higiene das mãos é essencial, sobretudo para quem manipula alimentos. O vírus pode ser eliminado pelas fezes e, ao contaminar objetos ou utensílios, pode ser ingerido por outras pessoas — explicou.

Não há tratamento específico para a hepatite A. O acompanhamento médico visa aliviar os sintomas e manter a hidratação do paciente. Em casos raros, a doença pode evoluir para insuficiência hepática grave, exigindo transplante de fígado e podendo levar à morte.

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