22/02/2024 - Edição 525

Campo Grande

Campo Grande segue como 31ª maior economia municipal do país, apesar de recuo no PIB

Recuo decorreu principalmente da queda do setor de serviços, sendo este o principal segmento da economia da capital

Publicado em 19/12/2022 9:09 - Semana On

Divulgação PMCG

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O PIB de Campo Grande recuou em 2020 devido à pandemia. É o que indica estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no último dia 16, sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros referente ao ano de 2020.

Como esperado, houve queda nos números da economia de Campo Grande referente àquele ano. Em valores correntes, o PIB recuou de R$ 30,221 bilhões para R$ 30,121 bilhões. Apesar da queda, Campo Grande se mantém como a 31ª maior economia municipal em nível Brasil e em 3º lugar no Centro-Oeste, atrás apenas de Brasília, que tem seus números turbinados pelo poder público federal, e a cidade de Goiânia.

O recuo decorreu principalmente da queda do setor de serviços – onde se incluem, por exemplo, o comércio varejista, bares e restaurantes, hotelaria etc -, sendo este o principal segmento da economia de Campo Grande. Os valores baixaram de R$ 15,430 bilhões para R$ 15,044 bilhões, fazendo a cidade cair uma posição no ranking nacional, da 28ª para 29ª colocação.

“Esta redução no PIB de Campo Grande já era esperada por conta das medidas de isolamento social adotadas pela prefeitura naquele ano, que se mostraram acertadas tendo em vista que o principal objetivo naquele momento era a preservação da vida do campo-grandense. A partir do segundo semestre de 2020 e de forma mais acentuada em 2021, nós já conseguimos observar uma retomada na atividade econômica. Este PIB de 2020 já não reflete a realidade atual”, diz o secretário de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio, Adelaido Vila.

Já a atividade econômica que melhor se desenvolveu foi a Agricultura, que apesar da baixa representatividade na economia municipal, apresentou o maior crescimento, saltando de R$ 270 milhões para R$ 488 milhões. Com isso Campo Grande pulou da posição 174ª para 107ª no contexto nacional, e da 22ª para a 17ª entre os municípios de Mato Grosso do Sul.

Na indústria, Campo Grande também melhorou sua posição no ranking nacional, subindo da 68ª para 61ª posição. A nível estadual, Campo Grande se mantém atrás apenas de Três Lagoas, cidade que é polo na produção de papel e celulose. Em valores correntes, a produção industrial subiu de R$ 3,954 bilhões para R$ 4,174 bilhões.

No segmento Administração, Defesa, Educação, Saúde Pública e Seguridade Social, Campo Grande se mantém na 14ª posição nacional desde 2016. Em 2020 a movimentação neste setor atingiu R$ 6,308 bilhões.

Conforme o economista e Superintendente de Indústria Comércio, Serviços e Comércio Exterior, José Eduardo Corrêa dos Santos, “os números mais recentes da economia municipal mostram que o pior já passou. Campo Grande já gerou mais de 30 mil empregos com carteira assinada desde julho de 2020. A cidade também é destaque apresentando a segunda menor taxa de desemprego, de 5,1%, bem abaixo da média nacional. Estimamos que o PIB de Campo Grande se situe acima dos R$ 40 bilhões de reais em 2022″.


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